quinta-feira, outubro 24, 2013

Além dos quatro gols

Joga na referência, joga longe da área, pela faixa central, pela beirada, tem estatura, visão de jogo, tem passe, cria, finaliza, chuta com as duas, no jeito, na força, cabeceia, cobra falta... Acho que estou chegando à conclusão de que Zlatan Ibrahimovic é o atacante mais completo do futebol mundial.

Nessa quarta-feira, contra o Anderlecht, pela 3ª rodada da fase de grupos da Champions League, ele fez quatro gols, mas poderia ter feito cinco, seis, sete (sem falar que um gol foi mais bonito que o outro). Confira:

terça-feira, outubro 22, 2013

Milan segura Barcelona no San Siro

Mais surpreendente do que a escalação de Kaká foi sua função no gramado. Inesperadamente, pelo menos pra mim, o camisa 22 do Milan atuou aberto pelo lado esquerdo, região do camisa 22 do Barcelona. Kaká vs Daniel Alves, aliás, foi um dos grandes duelos da partida, tendo o brasileiro do clube italiano levado vantagem: não deixou espaços para Daniel se sobressair no apoio e aproveitou os espaços deixados às costas dele.

O time de Massimiliano Allegri, mesmo antes de Robinho abrir o placar aos 9 minutos, se fechou num compactado 4-5-1 (duas linhas), com o 7 na frente, muitas vezes atrás da linha da bola, cercando Busquets. Já a equipe de Tata Martino se organizou no habitual 4-3-3, com Messi e Alexis se revezando entre a faixa central e a ponta direita – medida talvez tomada em função da eficiência defensiva dos donos da casa em parte da primeira etapa. Em parte, porque, no fim das contas, o Barcelona acabou empatando com Messi aos 23 e criando mais chances (9 finalizações contra 3 do Milan).



A atuação de Neymar foi discreta. Como o Milan, quando atacou, atacou pela esquerda com Kaká e Robinho, e o Barcelona priorizou o lado direito com Daniel, Alexis e Messi, o embate pouco se desenrolou para valer do seu lado. Particularmente defendo a tese de que Neymar é ponta de ofício. Não aquele ponta das antigas, mas o ponta do dito futebol moderno. Ponta-esquerda destro. Devido ao contexto do confronto, no entanto, Neymar merecia mais liberdade para flutuar por uma faixa mais extensa, para confundir a marcação, aumentar sua participação, enfim. Ainda assim, com o camisa 11 apagado, abandonado, os culés dominaram o segundo tempo, não se expuseram como no primeiro, construíram algumas oportunidades (a melhor delas com Adriano), porém não conseguiram alterar o placar (1 a 1).

Dentro das propostas de jogo, o Milan jogou bem nesta terça. A supremacia foi do adversário, como era de se esperar. Entretanto ela não foi traduzida em gols, o que determinou o resultado final. Resultado que, convenhamos, não é dos piores para os milanistas, pois os outros times do Grupo H não devem pontuar contra o Barça em casa (Celtic já não pontuou, vamos ver o Ajax). Quanto ao Barça, dane-se a Champions. A partir de agora apenas El Clásico, sábado, no Camp Nou, interessa.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Quem você quer na Copa?

Honestamente? Por mais que Cristiano Ronaldo seja bonitão e tal, prefiro ver Ibrahimovic em ação. O futebol do sueco é mais colírio para meus olhos do que o futebol do português.



domingo, outubro 20, 2013

Os wingers do Real Madrid

Di María, o extremo-direito canhoto.



Isco, o extremo-esquerdo destro.



Vai sobrar para Benzema. Né, Bale?

Tudo igual no Gre-Nal

No começo o Inter teve Jorge Henrique aberto à esquerda. Mas logo após o gol de Willians aos 3 minutos e pouco, quem abriu para duelar com Pará foi Otávio. Dessa maneira o camisa 23 passou para dentro e bateu de frente com Souza, de modo que o 8 duelou com Riveros. Já da direita partia o canhoto D’Alessandro, enquanto Damião ficava na referência e João Afonso cercava o atacante Kleber.

Quando saiu a escalação do Grêmio, pensei no 4-4-2 em linha com Vargas e Riveros ou Ramiro nas extremas. Embora alguns cantem no 4-3-3, não deu outra: o chileno atuou à esquerda, com o baixinho Ramiro à direita. Durante alguns momentos da primeira etapa, aliás, Ramiro flutuou pela faixa central, posicionamento que deu liberdade ao lateral-esquerdo colorado. No frigir dos ovos, porém, o 36 tricolor fechou o lado direito.



A estratégia do visitante me pareceu clara: o contra ataque. No entanto, em função da abertura do placar tão cedo, quem passou a adotar o contra golpe foi o mandante, muitas vezes com até Leandro Damião atrás da linha da bola no compacto 4-1-4-1 de Clemer. Apesar das poucas chances criadas, nesse panorama o Inter foi superior ao Grêmio, pelo menos até o golaço contra de Jackson ainda no primeiro tempo. No segundo, com ambas as equipes saindo para o jogo, mais espaços surgiram e o confronto ficou lá e cá.

Pelo lado do Internacional, em desvantagem por 2 a 1 (Vargas virou no início da etapa final), Forlán entrou na vaga de Jorge Henrique e o time passou para o 4-2-3-1, com D’Ale por dentro, o uruguaio em cima de Alex Telles e Otávio na mesma, o flanco esquerdo. Mais tarde Otávio saiu para a entrada de Caio, que entrou para jogar também em cima de Telles, de modo que Forlán inverteu de lado. Já Renato Gaúcho teve de colocar Saimon no lugar de Werley (lesão), e bem mais além, talvez para segurar o empate, colocou Mamute e Wendell nas vagas de Barcos e Vargas.

No fim das contas, o clássico foi bem jogado no Centenário. Tradicionalmente feito de embates amarrados, o Gre-Nal deste domingo apresentou equipes, aos seus estilos, até certo ponto ofensivas, à procura do gol a todo instante. Apesar da superioridade colorada no primeiro tempo, a meu ver o 2 a 2 (D’Alessandro descontou de pênalti) ficou de bom tamanho, em especial por causa dos 45 minutos finais.

Por que o Corinthians é meu favorito

No mata-mata não sobrevive o mais forte. Sobrevive quem não sofre gol em casa. Por isso penso que o time de Tite irá levantar a Copa do Brasil.

Veja bem, não estou cravando que o Corinthians vai sair classificado da Arena do Grêmio na quarta-feira, nem que vai passar por Inter ou Atlético-PR na semifinal e por quem vier do lado de lá da chave na final (Goiás, Vasco, Botafogo ou Flamengo). Mas se hoje eu fosse apostar no campeão da Copa do Brasil, apostaria no campeão do mundo.



Além da consistência defensiva, privilegiada pelo critério de desempate da competição, um dos fatores que deve potencializar o desempenho corintiano é a vaga na Libertadores. Claro, a vaga na Libertadores é a mesma para todos e todos querem a vaga na Libertadores. A vontade é a mesma. No entanto, devido ao alto investimento feito no clube do Parque São Jorge e devido à repercussão de seus jogos, acredito num algo a mais por parte do Timão (não me refiro à arbitragem, né). Tem mais: o Grêmio, por exemplo, está com a vaga na Libertadores via Brasileirão bem encaminhada. Caso seja eliminado na quarta, vai seguir firme nos pontos corridos e provavelmente vai terminar em segundo, classificando-se diretamente para a fase de grupos do torneio continental.

Outro ponto a favor do meu favoritismo atribuído ao Corinthians é o retorno de Guilherme e Renato Augusto. Embora o ritmo esteja longe do ideal - principalmente o de Renato, que depois de um longo período afastado voltou a jogar neste sábado, contra o Criciúma (jogou 45 minutos) - o ganho técnico com a presença deles é inegável. Em contrapartida, pelo menos para a partida contra o Tricolor, Cássio é desfalque. Um desfalque que, sem exagero, faz a diferença. Ainda assim, não somente em relação ao confronto das quartas de final, mas sim quanto à Copa do Brasil como um todo, por causa dos motivos aqui citados, apostaria no Corinthians. Claro, se vai ser campeão ou não, são outros quinhentos, pois estamos falando de futebol.

sexta-feira, outubro 18, 2013

O que esperar da Bósnia?

A Bósnia e Herzegovina terminou com o quarto melhor ataque na classificação geral das Eliminatórias Europeias com 30 gols (vídeo). Ficou atrás apenas de Alemanha, Holanda e Inglaterra. Dzeko (10 gols) e Ibisevic (8) foram os artilheiros do time. O atacante do City, inclusive, foi o vice-goleador geral, atrás somente de van Persie (11).

Coutinho é o cara

A Seleção pode vencer os setes jogos e se tornar hexacampeã sem um banco para Oscar. Não é o banco do Oscar que vai decidir a Copa a favor ou contra o Brasil. Ou vai? A verdade é que hoje Oscar não tem um reserva imediato, e se Felipão julgar necessário ter outro meia no elenco, há cerca de três ou quatro nomes.

Segundo a enquete do blog, esse cara chama-se Phillipe Coutinho. Com 60% dos votos, ele desbancou Ganso (20%), Willian (13%) e Everton Ribeiro (7%). A opção Outro não recebeu nenhum voto.



Particularmente vejo em Willian, do Chelsea, um jogador de beirada de campo. Ainda assim coloquei entre as alternativas porque ele pode render bem pela faixa central. O próprio Coutinho, no Liverpool, tem jogado à esquerda. No entanto, sem dúvida, poderia trabalhar pelo meio do 4-2-3-1 verde e amarelo. O mesmo ocorre com Everton Ribeiro. Atua à direita do flexível 4-2-3-1 do Cruzeiro, mas prefere a faixa central. Já Ganso, esse sim, joga centralizado no São Paulo. O que pode pesar contra Ganso nessa hipotética disputa, porém, é o fato dele não ser tão versátil como os outros três, "só" joga por dentro, não por fora (se bem que a questão aqui é justamente um meia central, né?).

O Brasil pode levantar a Copa no Maracanã sem um banco para Oscar. O plano B (4-3-3 com Ramires e Paulinho alinhados, sem Oscar) está bem ensaiado. Entretanto, caso Felipão julgue que seja pertinente (eu julgo) ter outro jogador para cumprir a função de Oscar numa eventual suspensão ou lesão, sem precisar mexer na estrutura da equipe, segundo a enquete do blog, esse cara se chama Coutinho.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Imagina na Copa

Dona do melhor ataque na classificação geral das Eliminatórias Europeias, a invicta Alemanha marcou 36 gols (vídeo) em 10 jogos (9 vitórias e 1 empate). Özil foi o artilheiro com 8 gols em 10 jogos, seguido de Reus (5 tentos em 6 partidas) e quatro jogadores com 4 gols cada: Schürrle, Götze, Klose e Müller.



O esquema tático base é o 4-2-3-1, mas existem algumas variações, como o 4-1-4-1. Contra a Irlanda, na penúltima rodada, por exemplo, Khedira atuou centralizado, com Kroos e Schweinsteiger lado a lado por dentro, e Müller e Schürrle por fora, pelas beiradas, além de Özil na frente, vá lá, como falso nove (embora, na posse da bola, trabalhasse como meia que é).

Seja como for, seja com quem for, independente do esquema adotado e das peças escolhidas para compor o chamado XI ideal, a Alemanha chega ao Brasil no ano que vem como uma das três principais favoritas ao título.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Imagina na Copa

Cabeça de chave em 2014, a Bélgica terminou o Grupo A das Eliminatórias Europeias com 8 vitórias, 2 empates e nenhuma derrota. Marcou 18 gols (vídeo) e sofreu 4. Kevin De Bruyne foi o artilheiro com 4 tentos em 10 partidas. Depois dele, cinco jogadores com 2 gols: Lukaku, Mirallas, Kompany, Hazard e Benteke.



Lembre-se que Lukaku (Everton), Mirallas (Everton), Kompany (City), Hazard (Chelsea), Benteke (Aston Villa), Mignolet (Liverpool), Courtois (Atlético), Alderweireld (Atlético), Vermaelen (Arsenal), Witsel (Zenit), Fellaini (United), Vertonghen (Tottenham), Dembélé (Tottenham), são titulares, peças importantes em seus clubes. Isso sem falar em Chadli (Tottenham), Defour (Porto), Van Buyten (Bayern), Mertens (Napoli)...

Quanto à análise tática, passo a bola para Eduardo Cecconi.