Baita compilação do David Peradze. Nos primeiros dez minutos você vê os 24 gols marcados pela líder recordista da Serie A (10 vitórias em 10 rodadas). Já nos minutos finais, alguns individual highlights dos jogadores que escreveram essa história, do goleiro ao ponta-esquerda.
Detalhe: apenas um gol sofrido.
sexta-feira, novembro 01, 2013
Os três finalistas da Bola de Ouro
Na verdade a lista dos três finalistas será anunciada somente dia 2 de dezembro. Mas se depender da enquete aqui do blog, pela ordem, Cristiano Ronaldo, Messi e Ribéry são os principais candidatos. Ibrahimovic, o quatro colocado, obteve 9% dos votos. Bale, Neymar e Thiago Silva ficaram com cerca de 4% cada. E o resto ficou distribuído entre os outros 16 indicados.
quinta-feira, outubro 31, 2013
Franck-atirador ou favorito?
Messi e Cristiano Ronaldo são melhores que Ribéry, claro. Ibrahimovic idem. Bale, Suárez e Van Persie também. Mas a julgar pelos dois semestres deste ano, em matéria de desempenho individual e conquistas coletivas (títulos), na minha modesta visão ninguém merece mais a Bola de Ouro 2013 do que o ponta-esquerda do Bayern.
quarta-feira, outubro 30, 2013
Ancelotti próximo do XI ideal?
Isco é mais winger do que meia. Não é tão pé pensante assim para assumir o papel do clássico camisa 10. Rende mais partindo do lado esquerdo do que da faixa central. Por isso não consigo imaginar o Real Madrid 2013/14, por exemplo, no 4-2-3-1 com ele por dentro. Particularmente, aliás, entendo que esse esquema não engrenará/ria nessa temporada porque sua peça-chave foi vendida para o Arsenal.
Talvez a melhor alternativa tática para encaixar o ex-Málaga na equipe foi a apresentada nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, na vitória por 7 a 3 sobre o Sevilla: o 4-3-3. No 4-3-3, Isco trabalha mais próximo ao seu habitat natural – a faixa esquerda – sem que Cristiano Ronaldo seja adiantado ou deslocado mais para o centro. O 4-4-2 até entrou em vigor algumas vezes, como no 6 a 1 em cima do Galatasaray (veja aqui). Eu mesmo jurava que o treinador italiano já tinha definido as duas linhas de quatro como estrutura padrão, vide esse convicto post. Porém, ainda mais com o retorno de Alonso aos gramados, parece-me que esse 4-3-3 está se firmando.

Esse sistema favorece as pequenas sociedades, principalmente pelo lado esquerdo, no caso do Madrid, com Marcelo, Isco e Ronaldo. O entrosamento do brasileiro com o português vem de longa data, e aos poucos o espanhol deve se inserir nesse talentoso triângulo. Para isso, no entanto, é preciso repetir o time, pois sem repetição não se atinge a sintonia. Pelo lado direito, em contrapartida, Bale não tem companheiros à altura (Arbeloa e Khedira). Claro que o galês corta para dentro quase sempre, busca o centroavante, o arremate, o passe para o outro ponta, a jogada individual... Se comparado ao flanco oposto, no entanto, o direito fica em desvantagem. Por essas e outras, Carvajal na lateral direita é a pedida.
Assim como no PSG, demorou um pouco, mas agora parece que Ancelotti está realmente encontrando o chamado XI ideal. Naturalmente, Illarra deve voltar para o banco e Alonso virar o cabeça de área desse 4-3-3. Mas essa é mole, né. O duro é saber onde entra Di María. Pois, CR7 à parte, trata-se do melhor jogador merengue na temporada. O problema é que ele joga na do Bale, e, convenhamos, Bale não será reserva. A versatilidade do argentino, contudo, pode jogar a seu favor, e a solução pode ser a meia direita (dessa maneira Di María jogaria ao lado de Isco, Xabi mais atrás, plantado, Bale e Ronaldo nas pontas, além de Benzema). Será que funcionaria?
Talvez a melhor alternativa tática para encaixar o ex-Málaga na equipe foi a apresentada nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, na vitória por 7 a 3 sobre o Sevilla: o 4-3-3. No 4-3-3, Isco trabalha mais próximo ao seu habitat natural – a faixa esquerda – sem que Cristiano Ronaldo seja adiantado ou deslocado mais para o centro. O 4-4-2 até entrou em vigor algumas vezes, como no 6 a 1 em cima do Galatasaray (veja aqui). Eu mesmo jurava que o treinador italiano já tinha definido as duas linhas de quatro como estrutura padrão, vide esse convicto post. Porém, ainda mais com o retorno de Alonso aos gramados, parece-me que esse 4-3-3 está se firmando.

Esse sistema favorece as pequenas sociedades, principalmente pelo lado esquerdo, no caso do Madrid, com Marcelo, Isco e Ronaldo. O entrosamento do brasileiro com o português vem de longa data, e aos poucos o espanhol deve se inserir nesse talentoso triângulo. Para isso, no entanto, é preciso repetir o time, pois sem repetição não se atinge a sintonia. Pelo lado direito, em contrapartida, Bale não tem companheiros à altura (Arbeloa e Khedira). Claro que o galês corta para dentro quase sempre, busca o centroavante, o arremate, o passe para o outro ponta, a jogada individual... Se comparado ao flanco oposto, no entanto, o direito fica em desvantagem. Por essas e outras, Carvajal na lateral direita é a pedida.
Assim como no PSG, demorou um pouco, mas agora parece que Ancelotti está realmente encontrando o chamado XI ideal. Naturalmente, Illarra deve voltar para o banco e Alonso virar o cabeça de área desse 4-3-3. Mas essa é mole, né. O duro é saber onde entra Di María. Pois, CR7 à parte, trata-se do melhor jogador merengue na temporada. O problema é que ele joga na do Bale, e, convenhamos, Bale não será reserva. A versatilidade do argentino, contudo, pode jogar a seu favor, e a solução pode ser a meia direita (dessa maneira Di María jogaria ao lado de Isco, Xabi mais atrás, plantado, Bale e Ronaldo nas pontas, além de Benzema). Será que funcionaria?
terça-feira, outubro 29, 2013
A ameaça a Messi
A premiação pela temporada seria mais justa, já que a temporada começa e termina no meio do ano. Mas como você sabe, a Bola de Ouro da FIFA é entregue ao melhor jogador de janeiro a dezembro, e não ao melhor jogador da temporada europeia. Portanto, baseado em 2013 e somente em 2013, eis os 23 indicados: Gareth Bale, Edinson Cavani, Radamel Falcao, Eden Hazard, Zlatan Ibrahimovic, Andrés Iniesta, Philipp Lahm, Robert Lewandowski, Lionel Messi, Thomas Müller, Manuel Neuer, Neymar, Mesut Özil, Andrea Pirlo, Xavi Hernández, Franck Ribéry, Arjen Robben, Cristiano Ronaldo, Luis Suárez, Bastian Schweinsteiger, Thiago Silva, Yaya Touré e Robin van Persie.
Se deixarem, Messi ganha todo ano. Não à toa, justa e merecidamente, o gênio argentino levou as últimas quatro Bolas de Ouro. Sem discussão nem comparação, de longe, trata-se do melhor jogador de futebol do planeta (provavelmente Top 3 da história do esporte). No entanto, pelo ano de 2013, pelo desempenho individual (campo e bola e títulos), entendo que Messi não seja merecedor do quinto prêmio seguido, em especial em função da forte concorrência exercida por... Ribéry.

Isso. Eu votaria no francês. É verdade que ele não fez nem faz tantos gols quanto Messi, CR7 ou Ibrahimovic, por exemplo. Contudo, pelo ano de 2013, no fim das contas, eu votaria nele. Apesar da fase excepcional atravessada por Ibra e dos 7 gols em 3 jogos de Cristiano na Champions 2013/14, não se pode esquecer do que aconteceu no primeiro semestre, tampouco da tríplice coroa conquistada em maio/junho (não se pode fechar os olhos também para o que Ribéry está fazendo sob o comando de Pep Guardiola).
Dessa lista de 23 saem apenas três finalistas, sendo que uma dessas três vagas, por mim, seria do ponta-esquerda do Bayern. Logo, sobrariam duas vagas para, pelo menos na minha cabeça, três candidatos: Messi, Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic. Embora outros jogadores são dignos de destaque, como Suárez, Cavani, Özil, Touré e Neymar, é provável que os outros dois nomes saiam da disputa entre Messi, CR7 e Ibra (desde que o nome de Ribéry esteja certo, como imagino estar). E entre Messi, CR7 e Ibra, estou para te dizer que são grandes as canches do sueco pintar no Top 3 de 2013.
Se deixarem, Messi ganha todo ano. Não à toa, justa e merecidamente, o gênio argentino levou as últimas quatro Bolas de Ouro. Sem discussão nem comparação, de longe, trata-se do melhor jogador de futebol do planeta (provavelmente Top 3 da história do esporte). No entanto, pelo ano de 2013, pelo desempenho individual (campo e bola e títulos), entendo que Messi não seja merecedor do quinto prêmio seguido, em especial em função da forte concorrência exercida por... Ribéry.

Isso. Eu votaria no francês. É verdade que ele não fez nem faz tantos gols quanto Messi, CR7 ou Ibrahimovic, por exemplo. Contudo, pelo ano de 2013, no fim das contas, eu votaria nele. Apesar da fase excepcional atravessada por Ibra e dos 7 gols em 3 jogos de Cristiano na Champions 2013/14, não se pode esquecer do que aconteceu no primeiro semestre, tampouco da tríplice coroa conquistada em maio/junho (não se pode fechar os olhos também para o que Ribéry está fazendo sob o comando de Pep Guardiola).
Dessa lista de 23 saem apenas três finalistas, sendo que uma dessas três vagas, por mim, seria do ponta-esquerda do Bayern. Logo, sobrariam duas vagas para, pelo menos na minha cabeça, três candidatos: Messi, Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic. Embora outros jogadores são dignos de destaque, como Suárez, Cavani, Özil, Touré e Neymar, é provável que os outros dois nomes saiam da disputa entre Messi, CR7 e Ibra (desde que o nome de Ribéry esteja certo, como imagino estar). E entre Messi, CR7 e Ibra, estou para te dizer que são grandes as canches do sueco pintar no Top 3 de 2013.
segunda-feira, outubro 28, 2013
domingo, outubro 27, 2013
Arthur Zico di Orsaria
No modorrento jogo entre Udinese e Roma neste domingo (abandonei no intervalo), me chamou a atenção uma faixa na arquibancada. No começo não entendi do que se tratava, mas logo dei um Google e achei essa matéria no Lancenet. Trata-se de um torcida organizada de Orsaria, cidade a 17km de Udine, na Itália.

Não vi Zico jogar. Talvez também por isso tenho ele associado exclusivamente ao Flamengo. Honestamente - confesso - não me lembrava que ele tinha jogado na Udinese de 1983 a 1985. E como jogou! No total foram 57 gols em 79 partidas. Só na Serie A, na primeira temporada, marcou 19 gols em 24 jogos (muitos deles de falta). Confira:

Não vi Zico jogar. Talvez também por isso tenho ele associado exclusivamente ao Flamengo. Honestamente - confesso - não me lembrava que ele tinha jogado na Udinese de 1983 a 1985. E como jogou! No total foram 57 gols em 79 partidas. Só na Serie A, na primeira temporada, marcou 19 gols em 24 jogos (muitos deles de falta). Confira:
sábado, outubro 26, 2013
Éverton Ribeiro, o Özil brasileiro
Calma. É força de expressão. Há um abismo entre Özil e Éverton Ribeiro. Talvez o jogador do Cruzeiro seja mais habilidoso, tenha mais drible, seja mais efetivo no mano a mano, mas em praticamente todos os outros quesitos o meia do Arsenal é bem superior. A vivência na Europa também conta a favor do alemão, que já jogou até Copa do Mundo. No entanto existem sim sutis semelhanças entre eles, e algumas delas ficaram nítidas no 5 a 3 sobre o Criciúma, neste sábado, no Mineirão.

Sem Ricardo Goulart, Marcelo Oliveira puxou Éverton Ribeiro para o seu habitat natural: a faixa central. Embora nessa temporada normalmente seu posicionamento inicial seja o lado direito do 4-2-3-1, o camisa 17 prefere trabalhar por dentro, região onde seu rendimento é excelente. Apesar de assumir o papel do chamado meia central nessa partida, contudo, Éverton não se restringiu àquela parte do gramado. Não esperou a bola no pé, se deslocou por todo campo ofensivo e tornou-se bastante participativo. Voltou para buscar o jogo, caiu pelos dois lados para se aproximar dos dois pontas (Willian e Dagoberto), encostou no centroavante (Borges), entrou na área... Assumiu o protagonismo da criação a partir de uma movimentação intensa e inteligente, algo que, por exemplo, Özil faz no Arsenal e fazia no Real Madrid com singular maestria.
Além da movimentação, outro ponto parecido é a canhota. Ambos possuem o pé esquerdo dotado de técnica tanto para o passe quanto para o arremate. Claro que a visão de jogo de Özil permite a ele aquelas lindas assistências que Éverton talvez não consiga executar. Porém na qualidade do chute em si, o atleta da Raposa lembra o Gunner (que, insisto, é superior em praticamente todos os critérios). Veja bem: não sou louco. Evidente que Özil é de outro patamar. Por isso a intenção aqui não é propriamente compará-los, mas sim apenas registrar um elogio ao melhor jogador do Brasileirão, através dum paralelo traçado com o, disparado, melhor meia do mundo.

Sem Ricardo Goulart, Marcelo Oliveira puxou Éverton Ribeiro para o seu habitat natural: a faixa central. Embora nessa temporada normalmente seu posicionamento inicial seja o lado direito do 4-2-3-1, o camisa 17 prefere trabalhar por dentro, região onde seu rendimento é excelente. Apesar de assumir o papel do chamado meia central nessa partida, contudo, Éverton não se restringiu àquela parte do gramado. Não esperou a bola no pé, se deslocou por todo campo ofensivo e tornou-se bastante participativo. Voltou para buscar o jogo, caiu pelos dois lados para se aproximar dos dois pontas (Willian e Dagoberto), encostou no centroavante (Borges), entrou na área... Assumiu o protagonismo da criação a partir de uma movimentação intensa e inteligente, algo que, por exemplo, Özil faz no Arsenal e fazia no Real Madrid com singular maestria.
Além da movimentação, outro ponto parecido é a canhota. Ambos possuem o pé esquerdo dotado de técnica tanto para o passe quanto para o arremate. Claro que a visão de jogo de Özil permite a ele aquelas lindas assistências que Éverton talvez não consiga executar. Porém na qualidade do chute em si, o atleta da Raposa lembra o Gunner (que, insisto, é superior em praticamente todos os critérios). Veja bem: não sou louco. Evidente que Özil é de outro patamar. Por isso a intenção aqui não é propriamente compará-los, mas sim apenas registrar um elogio ao melhor jogador do Brasileirão, através dum paralelo traçado com o, disparado, melhor meia do mundo.
sexta-feira, outubro 25, 2013
Prévia de Barcelona vs Real Madrid
Não queria deixar me influenciar por uma vontade pessoal, porém vou me permitir isso. No Clásico deste sábado, provavelmente Gareth Bale começará no banco, mas na prancheta pré-jogo optei pelo galês no XI inicial por dois motivos: primeiro, por uma vontade pessoal; e segundo, por uma questão de estratégia.
Quando digo vontade pessoal, não me refiro simplesmente à titularidade do jogador mais caro do mundo. Me refiro também à parte estrutural da equipe. Ancelotti tem utilizado dois esquemas no Real Madrid, o 4-4-2 em linha e o 4-3-3. Contra a Juventus, por exemplo, atuou com três atacantes. Já contra o Galatasaray, na Turquia, jogou com duas linhas de quatro (Di María e Isco wingers, Benzema e Cristiano Ronaldo no ataque). Di María e Isco, aliás, me parecem titulares absolutos em 2013/14. Se forem, a briga de Bale deve ser com Benzema. E no caso específico dessa partida contra o Barcelona no Camp Nou, entendo que ele pode ser mais útil que o francês.

Eu sei, Bale não é centroavante. Nesse 4-4-2, todavia, ele não trabalharia como tal. Nem ele, nem CR7. Embora a posse de bola sob o comando de Tata não seja tão predominante como nos tempos de Pep, a bola ainda fica mais tempo com o Barça, ainda mais em casa. Logo, imagina-se um Real Madrid fechado, voltado para o contra ataque. E é aí que entra Bale. Nesse jogo especificamente os atacantes merengues, em tese, não precisarão jogar de costas para o gol, tampouco fazer o papel da referência lá em cima. Em regra as oportunidades devem surgir em velocidade, com espaços à frente. Por essas e outras, apostaria no camisa 11 entre os onze. Contudo, acredito que Carlo inicie com Benzema ou Morata.
Quanto ao Barcelona a dúvida é, pelo menos a minha, Fàbregas ou Alexis. Justamente por se tratar de um confronto de posse de bola vs contra ataque (se é que assim será), talvez fosse pertinente entrar com Cesc. O 4 poderia se revezar com Messi como falso nove, deslocando o gênio argentino para a ponta direita, região de Marcelo (ou Coentrão). Ainda assim, pela confiança que Martino tem depositado no chileno e pela fase que ele atravessa, creio no trio sul-americano no ataque azulgrená (ah, tem também a possibilidade de Pedro na vaga de Sánchez).
Seja como for, com Bale ou sem Bale titular, com Fàbregas, Pedro ou Alexis, espera-se muito do clássico espanhol e principalmente de Neymar, pois será seu primeiro (Bale idem). No último jogo grande, contra o Milan, no meio de semana, o desempenho do brasileiro ficou aquém. Vamos ver diante do maior rival, no embate válido pela 10ª rodada da Liga.
Quando digo vontade pessoal, não me refiro simplesmente à titularidade do jogador mais caro do mundo. Me refiro também à parte estrutural da equipe. Ancelotti tem utilizado dois esquemas no Real Madrid, o 4-4-2 em linha e o 4-3-3. Contra a Juventus, por exemplo, atuou com três atacantes. Já contra o Galatasaray, na Turquia, jogou com duas linhas de quatro (Di María e Isco wingers, Benzema e Cristiano Ronaldo no ataque). Di María e Isco, aliás, me parecem titulares absolutos em 2013/14. Se forem, a briga de Bale deve ser com Benzema. E no caso específico dessa partida contra o Barcelona no Camp Nou, entendo que ele pode ser mais útil que o francês.

Eu sei, Bale não é centroavante. Nesse 4-4-2, todavia, ele não trabalharia como tal. Nem ele, nem CR7. Embora a posse de bola sob o comando de Tata não seja tão predominante como nos tempos de Pep, a bola ainda fica mais tempo com o Barça, ainda mais em casa. Logo, imagina-se um Real Madrid fechado, voltado para o contra ataque. E é aí que entra Bale. Nesse jogo especificamente os atacantes merengues, em tese, não precisarão jogar de costas para o gol, tampouco fazer o papel da referência lá em cima. Em regra as oportunidades devem surgir em velocidade, com espaços à frente. Por essas e outras, apostaria no camisa 11 entre os onze. Contudo, acredito que Carlo inicie com Benzema ou Morata.
Quanto ao Barcelona a dúvida é, pelo menos a minha, Fàbregas ou Alexis. Justamente por se tratar de um confronto de posse de bola vs contra ataque (se é que assim será), talvez fosse pertinente entrar com Cesc. O 4 poderia se revezar com Messi como falso nove, deslocando o gênio argentino para a ponta direita, região de Marcelo (ou Coentrão). Ainda assim, pela confiança que Martino tem depositado no chileno e pela fase que ele atravessa, creio no trio sul-americano no ataque azulgrená (ah, tem também a possibilidade de Pedro na vaga de Sánchez).
Seja como for, com Bale ou sem Bale titular, com Fàbregas, Pedro ou Alexis, espera-se muito do clássico espanhol e principalmente de Neymar, pois será seu primeiro (Bale idem). No último jogo grande, contra o Milan, no meio de semana, o desempenho do brasileiro ficou aquém. Vamos ver diante do maior rival, no embate válido pela 10ª rodada da Liga.
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