quarta-feira, outubro 28, 2009

Confronto direto no Morumbi

Se Mário Sérgio optar por três zagueiros, Glaydson no meio e Giuliano na ala direita, os confrontos da meia-cancha, em tese, serão formados por Richarlyson e D'Alessandro, Jorge Wagner e Sandro, e Hernanes e Glaydson.



Se assim for, as entradas em diagonal de Taison e Giuliano serão boas opções. Pelo lado do São Paulo, esta jogada poderá ser executada por Dagoberto e Jean.

Outra alternativa de esquema para o Colorado é a presença de Giuliano no meio-campo, com Bolívar na lateral, compondo a linha de quatro lá atrás.

Teoria à parte, a bola rola no Morumbi nesta quarta-feira a partir das 21h50, horário de Brasília.

terça-feira, outubro 27, 2009

Onde jogarão as novidades da Seleção?

Fábio Aurélio chega para jogar na lateral esquerda. Mas e os outros?

É normal laterais brasileiros se tornarem pontas na Europa. Foi assim com Mancini, com Ilsinho, com Michel Bastos. No Lyon ele joga aberto pela direita.

Porém para esta função Dunga já conta com Elano, Ramires e Daniel Alves (hoje o dono da posição). Portanto imagino eu que Michel será aproveitado na lateral mesmo, embora haja outras possibilidades:



Carlos Eduardo, por sua vez, é homem de beirada de campo desde os tempos de Grêmio do Mano Menezes. E é assim que ele aparece no Hoffenheim. Só não sei em qual dos lados ele será utilizado.



E Hulk, apesar de já ter atuado como 9 legítimo, pelo visto tem jogado como extremo. Particularmente penso nele para estas colocações:



Ou para formar dupla de ataque no 4-4-2, o esquema reserva da Seleção:



Temos de esperar para ver se Dunga e Jorginho visualizam Michel na lateral ou em uma das pontas. E se Hulk foi convocado para ser o reserva de Luís Fabiano, para ser o camisa 9 nato do 4-2-3-1; se para atuar pelos cantos, no mesmo sistema; ou se para jogar no 4-4-2.

As novidades de Dunga

Goleiros: Júlio César e Doni.

Laterais: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos e Fábio Aurélio.

Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão e Naldo.

Meio-campistas: Gilberto Silva, Josué, Felipe Melo, Lucas, Ramires, Elano, Julio Baptista, Kaká, Alex e Carlos Eduardo.

Atacantes: Luís Fabiano, Nilmar, Robinho e Hulk.

Michel Bastos pode atuar também aberto na linha de três do meio-campo (4-2-3-1).

Contudo não creio nessa alternativa porque para o lado direito Dunga conta com Elano, Ramires e o próprio Daniel Alves (hoje o dono da camisa 7).

E para a esquerda, além de Robinho, Carlos Eduardo e Alex (menos provável) podem ser utilizados por ali. No Hoffenheim o ex-jogador do Grêmio é extremo.

Na frente, não vejo Hulk como o centroavante do 4-2-3-1 (embora, em seu clube, ele seja o último homem). A meu ver o atacante do Porto se encaixaria no 4-4-2 em losango, formação adotada quando Nilmar está em campo.

Resta-nos aguardar para ver o que Dunga e Jorginho vão aprontar.

A importância de Andrade

PVC tocou neste ponto esses dias: o esquema do Flamengo atual é o mesmo do time do início dos anos 80 (dois volantes, um meia, dois pontas e um centroavante).

Andrade fez a mesma observação no Bem, Amigos! desta segunda.

As mudanças táticas promovidas por ele são valiosas e louváveis. O 3-5-2 (3-4-1-2) deu lugar ao 4-3-3* (4-2-3-1), e o futebol cresceu.



Mas não cresceu somente por isso. Cresceu também porquê, além de saber lidar com jogadores, ele sabe lidar com seres humanos.

Pergunte aos jogadores do Flamengo, e eles falarão sobre a importância de Andrade na arrancada rubro-negra.

*Nesta partida Juan atuou na ponta esquerda. No time completo, Zé e Williams jogam abertos, e Maldonado e Aírton no meio-campo defensivo.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Cruzeiro bate abatido Corinthians

Lado a lado com o Inter, para mim Corinthians e Cruzeiro foram os três melhores times do primeiro semestre. O Coringão acabou conquistando a Copa do Brasil em cima do Colorado, e a Raposa perdeu a final da Libertadores para o Estudiantes.

Alguns meses depois o Brasileirão colocou frente a frente as equipes de Mano Menezes e Adílson Baptista, no Pacaembu, em jogo válido pela 31ª rodada. E deu Cruzeiro, 1 a 0.

Ao final da partida Ronaldo voltou à velha desculpa, disse que o time foi desmontado e passa por uma fase de reformulação. Só não falou que este fenômeno também ocorreu com o clube mineiro. Se o Coringão perdeu André Santos, Cristian e Douglas, o Cruzeiro perdeu Gérson Magrão, Wagner e Ramires.

O que fez a diferença para efeito de classificação, nestes dois casos, a meu ver, foi o período em que o centroavante alvi-negro ficou de fora, devido ao problema na mão. Justamente em agosto e setembro, quando se joga quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo, o Corinthians ficou sem seu insubstituível atacante.

San-São de bola na rede

A próxima rodada vai dizer se o São Paulo voltou ou não ao trilho: Internacional no Morumbi.

Na 31ª, diante do Santos, na Vila Belmiro, o Tricolor mostrou poder de reação. Ficou atrás no placar por diversas vezes, mas conseguiu virar: 4 a 3.



Até outro dia Dagoberto foi fundamental para a ascenção da equipe. Agora, nesta reta final, ao que parece, Hernanes assume este papel. Sobe o futebol do camisa 10, sobe o time na tabela. No San-São, aliás, ele foi o principal jogador.

sábado, outubro 24, 2009

Gre-Nal 378

Imagino que Douglas Costa atuará como atacante, aberto pela direita, às costas de Kleber. Seus avanços pelo corredor e pela diagonal, com o arremate de canhota, parecem ser boas alternativas.

Se assim for, os duelos do meio-campo estarão estabelecidos: Sandro com Souza, Guiñazu com Fábio Rochemback, Giuliano com Adílson, e D'Alessandro com Túlio.



Pelo lado colorado, seria interessante se Taison caisse também pela direta, para jogar com Giuliano e prender Lúcio. No entanto é provável que o camisa 7 fique na extrema esquerda.

O 11, por sua vez, pode ser o desafogo pela faixa destra do gramado. Quem sabe até se transformando em terceiro atacante por aquele lado, eventualmente.

Tentativas de previsão à parte, a bola rola no Beira-Rio, neste domingo, a partir das 16h, horário de Brasília.

Galo faz dever de casa a duras penas

Quando se imaginava que o Galo fosse se armar para contra-atacar o São Paulo, no Morumbi, na 30ª rodada, o que se viu foi a manutenção da posse de bola.

Já neste sábado, em pleno Mineirão, o Atlético não repetiu a dose, diante do Vitória. Os anfitriões não conseguiram segurar a bola, principalmente no segundo tempo. Resultado: pressão dos visitantes.

A meu ver Correa fez muita falta. Ao lado de Ricardinho, é ele o responsável em cadenciar o jogo, em administrar a situação, em ritmar a partida.

Mesmo assim, apesar dos gols perdidos e das investidas do adversário, o Galo venceu por 1 a 0, somou três pontos obrigatórios, e agora depende só dele para ser campeão.

O esquema da Sub-17

Luiz Nizzo escala a Seleção Sub-17 no 4-4-2 em losango, com Neymar e Zezinho no ataque, e Philippe Coutinho na articulação, tipicamente como um ponta-de-lança.



Foi esta a equipe que fez 3 a 2 no Japão, no sufoco, na estreia do Mundial disputado na Nigéria, neste sábado.

terça-feira, outubro 20, 2009

Rubin apronta em Barcelona

Se a vitória do Lyon sobre o Liverpool, na Inglaterra, pode ser considerada zebra, eu não sei. A do Rubin Kazan em cima do Barça, em pleno Camp Nou, no entanto, é a legítima.



O Barcelona fez o que dele se espera: posse de bola a toques curtos. Até abusou um pouco. Às vezes parece que a ordem é trocar passes até alguém sair na cara do goleiro, quando, na verdade, a finalização de média distância também deveria ser opção.

Vale registrar que o Rubin abriu o placar no segundo minuto do jogo, numa feliz pedrada de longe de Ryazantsev. Logo aos 3 da segunda etapa os donos da casa empataram, com o craque sueco. A pressão azul-grená cresceu. Porém quem chegou novamente ao gol foi a equipe russa, num contra-ataque perfeito.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Tempo e espaço a favor do craque

O sucesso de Pet no Flamengo não é reflexo do baixo nivelamento, na minha opinião. Claro que o filé está na Europa. Mas isso não significa que aqui só tenha osso duro.

Veteranos como o sérvio, de alta qualidade técnica, brilham no Brasil, a meu ver, porque por aqui o jogo é mais lento. Aqui há mais espaço e mais tempo para pensar.

Na Europa, pelo fato dos times serem mais compactados, mais ajustados, mais agrupados, o campo fica menor e a marcação é constante.

Mal comparando, entendo que o futebol brasileiro de hoje seja um futebol dos anos 50/60, perto do dinâmico e moderno futebol praticado no Velho Mundo.

Em resumo, se derem tempo e espaço aos craques, arquitetos da bola, as jogadas serão construídas. Por isso, penso eu, Petkovic tem jogado o que tem jogado.