sexta-feira, abril 30, 2010

Coadjuvante de luxo

Robinho é titular em qualquer time do Brasil.

Ganso e Neymar, mais ainda.

Para mim, dos três, o Menino da Vila geração 2002 faz menos falta ao Peixe que os outros dois.



Embora o presidente do Santos cobice a permanência do jogador do Manchester City por mais tempo, creio que o papel do Alvinegro Praiano no Brasileiro será o mesmo, com ou sem ele: brigar pelo título. Claro, desde que Neymar e Ganso fiquem.

Robinho é craque. Mas se for embora em agosto, a expectativa em cima da equipe treinada por Dorival Júnior, em relação ao restante da temporada, será a mesma.

Novo uniforme da Holanda

Para quem tem uma queda pela cor laranja, manto encantador.



Com Sneijder e Robben, a Holanda pode fazer bonito na Copa.

quinta-feira, abril 29, 2010

O losango do Galo

Em regra, quando o Atlético não tinha a bola, Tardelli e Muriqui voltavam à linha do meio-campo, cada um aberto de um lado, para serem lançados no contra-ataque quando o time retomava ela.

Os atacantes alvinegros, aliás, merecem um parágrafo à parte. A movimentação deles deixa qualquer defesa confusa. Sempre a mil por hora, trocam de lado, aparecem pelos flancos, pelo centro, pela grande área, pequena área, etc.



Contra o Santos, o Galo se postou no 4-4-2 em losango, com Zé Luís na cabeça-de-área, Fabiano e Corrêa no apoio e Ricardinho na articulação. Júnior e Carlos Alberto, os laterais, avançavam sem pudor.

Na segunda etapa, Luxemburgo tirou o camisa 7 e colocou o volante Jonílson. Adiantou o 8, e trocou o losango pelo quadrado. E aos 21 minutos, foi a vez de Ricardinho dar lugar ao lateral-esquerdo Leandro, e de Júnior ser deslocado à meia esquerda.

Sobre o resultado, a vitória é indiscutível. No entanto, no mata-mata, quem leva gol em casa tem a corda no pescoço.

As linhas do Tricolor

Na partida contra o Universitario, Ricardo Gomes adotou o 4-4-2 em linha. Com Dagoberto na movimentação e Washington na referência do ataque, o São Paulo teve em Marlos a válvula de escape pelo corredor direito, embora o camisa 16 também entrasse em diagonal.



Pelo corredor central, Hernanes foi o responsável em se projetar para articular o time e arrematar a gol, enquanto Rodrigo Souto guardou a posição e pouco apoiou na criação quando a equipe tinha a bola.

No segundo tempo, após a expulsão de Richarlyson, o São Paulo manteve as linhas de quatro, com Dagoberto na posição de Marlos, que foi substituído por Júnior César. Na frente, apenas Washington. Só para regitro, desde o primeiro tempo, Cicinho sentiu o ombro e deu lugar a Jean.

quarta-feira, abril 28, 2010

A retranca é legítima

Jogar fechado é plausível. Ainda mais quando se tem dois gols de vantagem. No entanto, a partir do momento em que você só se defende e abdica de contra-atacar, assume um risco muito grande.

No duelo do Camp Nou, a Inter abriu mão do contra-ataque e apenas se defendeu (não sei se porque o Barça não deixou, ou se por uma orientação do treinador). Se o gol catalão tivesse saído uns cinco minutos antes, por exemplo, o desfecho poderia ter sido outro.

A retranca é legítima. Mas engana-se quem pensa que os nerazzurri só atuam desta maneira fora de casa. Muito pelo contrário. Diante do Chelsea, em Stamford Bridge, a equipe italiana foi pra cima e deu um banho.

Na final da Champions, contra o Bayern de Munique, no dia 22 de maio, é improvável que a Inter adote o contra-ataque como estratégia prioritária. Aliás, se tem um time que pode explorar esta arma com mais insistência no Santiago Bernabeu, é o alemão.

Mengão x Timão: pré-jogo

É jogo pro Pet. Rogério não vai surpreender com Rômulo. Com Petkovic, talvez. Os sites apontam Michael como titular. Mas eu escalaria o sérvio.

Com Adriano e Love na frente, o Corinthians terá sempre, no mínimo, três homens lá atrás. Com Rômulo, Maldonado e Willians no time, mais a linha de quatro defensiva, não vejo problemas em começar com o veterano entre os onze.



O Corinthians não tem por que surpreender. Todos sabem de cor e salteado a equipe do Mano (o que, a meu ver, é uma vantagem, pois reflete o entrosamento).

Contudo, o elemento surpresa pode ser Jucilei (ou Ralf). Até porque Pet, se jogar, não tem pulmão nem perna para acompanhá-lo (imagino que este seja o único argumento para escalar Michael).

Tentativa de previsão à parte, a bola rola no Maraca às 21h50, horário de Brasília.

terça-feira, abril 27, 2010

Franco atirador ou franco favorito?

Não vou fugir do lugar comum: para mim o Bayern entra como azarão na final. Mesmo se pudesse contar com Ribéry.



O duelo do Bernabéu é só no dia 22 de maio, até lá muita água vai passar por debaixo da ponte. E claro, tudo pode acontecer numa decisão de jogo único.

No entanto, na minha opinião, tanto Barça quanto Inter têm mais time, coletiva e individualmente. O que pode pesar a favor dos bávaros é a consistência defensiva e a aplicação tática.

Mais de Lyon 0 x 3 Bayern em Goal.

segunda-feira, abril 26, 2010

Flunimed

Tratando-se de Fluminense, todo treinador é descartável. Ou melhor: tratando-se dos cartolas do Fluminense, todo treinador é descartável.

Sob a atual administração, o clube das Laranjeiras sofre de uma doença crônica que impede a evolução a longo prazo da equipe: a submissão ao patrocinador.

Se o time não terminar o Brasileiro no G4, por exemplo, é bem possível que Muricy caia. Ou dá para esperar algo diferente dos amadores dirigentes tricolores?

Um colírio para nossos olhos

O futebol-arte também poderia ser chamado de futebol-colírio.



Por causa de um problema no olho, Neymar, ilustre representante do futebol vistoso, está fora do jogo contra o Atlético-MG.

Até onde vai o Grêmio?

Fossati deve escalar os reservas no Olímpico. Por isso quando penso no Grêmio, penso nos torneios nacionais.

No Gre-Nal deste domingo a equipe treinada por Silas deu uma pista sobre seu patamar no cenário tupiniquim. Bateu um dos seletos participantes da Libertadores por 2 a 0, fora de casa, com autoridade.



Qualquer um pode morrer no mata-mata. Mas, a meu ver, apenas um time pode parar o Santos na Copa do Brasil: o Grêmio. Se passarem por Fluminense e Atlético-MG, os prováveis campeões paulista e gaúcho de 2010 se enfrentam na semifinal.

Na longa maratona dos pontos corridos, o presságio é mais árduo. Porém se as principais peças do elenco forem mantidas até o final do ano, e a comissão técnica, o Tricolor vai brigar pelo título, imagino eu.

E essas peças atendem pelo goleiro Victor (o melhor em atividade por aqui há tempos), pelo zagueiro-central Mário Fernandes (a maior revelação brasileira desde Breno), pelo meia-esquerda Douglas (na minha visão o grande camisa 10 do Brasil, depois de Ganso), e pela dupla de ataque formada por Jonas e Borges (para mim, entre as três mais notáveis do país).

domingo, abril 25, 2010

Polivalência em prol do Peixe

Santo André e Santos jogaram no 4-4-2. Um com dois volantes e dois meias, o outro com um volante e três meias. Embora voltasse para acompanhar o meia-esquerda adversário quando o time estava sem a posse da bola, o polivalente camisa 9 alvi-negro pode ser classificado como tal.



Gil e Alê bateram de frente com Marquinhos e Ganso, enquanto Braquinho e Bruno César, em regra, foram marcados por Arouca e Wesley (quando este avançava pelo corredor da direita, o 5 ficava e centralizava).

Na etapa final, aos 30 minutos, Pará foi substituído por Madson, que entrou para atuar na ponta esquerda. A partir de então o Peixe se postou no 4-3-3, com Robinho na ponta direita, André na referência, Wesley na lateral direita, e Arouca, Ganso e Marquinhos no meio-campo.

Mais de Santos André 2 x 3 Santos em Goal.