quinta-feira, março 29, 2012

Taison "mal escalado" no Metalist

Confesso que desconheço o elenco do Metalist. Por isso fica complicado querer criticar as escolhas do treinador ou sugerir algumas mudanças na equipe titular.

O que me chamou atenção no 4-2-3-1 escalado por Myron Markevich, porém, foi o posicionamento de Taison. Destro, o ex-Colorado sempre foi jogador de beirada de campo, em regra pela esquerda, desde os tempos de Beira-Rio. No entanto, pelo menos nesta quinta-feira, diante do Sporting, em Lisboa, o camisa 77 atuou por dentro, com Blanco e Sosa pelos flancos.

Mais condutor do que criador, Taison buscou enconstar em Cristaldo e nos pontas, mais no esquerda do que no direita, talvez em função da apagada partida feita por Blanco. Aliás, Blanco e Taison inverteram as posições em alguns momentos do primeiro tempo. Já na segunda etapa, a inversão foi definitiva.



No meio campo, quase toda bola passou pelo pé de Cleiton Xavier. Homem da pelota parada, o 10 foi, e é, o encarregado em distribuir o jogo, enquanto Torres ficou mais preso, responsável pela cobertura. Ambos, por sinal, não têm um lado de atuação definido.

No segundo tempo, aos 20 minutos, Cristaldo foi substituído por Devic. E mais tarde, aos 32, Blanco cedeu seu espaço para Marlos. Com o ex-São Paulo no gramado, pela faixa central, Sosa seguiu aberto na direita e Taison na esquerda, onde nitidamente se sentiu mais à vontade e rendeu mais.

No fim das contas, aos 89', após finalização de Marlos, o goleiro do Sporting deu rebote e cometeu pênalti na dividida com Devic. Cleiton Xavier cobrou e diminuiu a diferença: 2 a 1 para os donos da casa. Graças a esse tento no finzinho, o 1 a 0 simples, na quinta-feira que vem, na Ucrância, classifica o Metalist à semifinal da Liga Europa.

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Emerson no campo, JH no banco

Não que Tite tenha se convencido do óbvio. Mas pelo menos na enquete aqui do blog o camisa 11 tem lugar entre os onze.

Dos 21 votos computados, 11 foram para Jorge Henrique sair do time titular para Emerson entrar; 2 votos para a saída de Danilo; 2 para a saída de Liedson; 3 para a saída de Alex, e 3 votos dos que acham que Sheik deve continuar na reserva.



A equipe seria, no 4-2-3-1, Júlio César; Edenílson, Chicão, Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho; Danilo, Alex e Emerson; na frente, Liedson. Concordo de olhos fechados com essa escalação. Só acho que, com o tempo, tendo sequência, Douglas pode ganhar a vaga de Danilo. Mas essa é outra discussão, porque o foco aqui é Emerson.

Por mais aplicado taticamente que seja, e por mais pulmão que tenha, Jorge Henrique é nome para compor o elenco. Excelente opção para algumas partidas. No entanto, para a Libertadores, Sheik é muito mais incisivo, agudo, goleador. Resta saber se Tite vai acordar tarde para isso ou não.

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terça-feira, março 27, 2012

Pré-jogo: Milan x Barcelona

Ao contrário dos confrontos válidos pela fase de grupos, dessa vez está difícil prever o que pode acontecer taticamente no jogo entre Milan e Barcelona. Em especial por causa de alguns desfalques, principalmente pelo lado rubronegro.

Na verdade não há dúvida quanto ao esquema tático. Desde sempre, faça chuva ou faça sol, Allegri escala sua equipe no 4-4-2 em losango. Ele pode até mudar as peças, mas a estrutura continua a mesma. Sempre. Portanto deve ser assim que os donos da casa irão atuar. A questão, porém, é: quem substituirá o suspenso Van Bommel?

Baseado nas informações do site da UEFA, acredito que são duas as opções: Ambrosini ou Muntari. Emanuelson é dúvida, mas se fosse escalado, Seedorf poderia ser o primeiro homem do meio campo, com o holandês pela esquerda, Nocerino na direita em Prince Boateng na ligação. Contudo, na prévia aqui do blog, optei por Ambrosini, pela experiência.

Se confirmadas as presenças de Bonera, Mesbah, Nesta e Robinho, este deve ser o onze inicial que tentará parar o todo-poderoso Barcelona. No entanto, atacar tamém será preciso, e para isso o trio Boateng-Robinho-Ibrahimovic terá de estar inspirado.



É possível suportar a pressão azulgrená sem sofrer gol? E atacar sem se expor aos contra-golpes? Difícil. O panorama deve ser o de praxe, mesmo longe do Camp Nou: posse de bola para o Barça, troca de passes curtos e pacientes, inversões de jogadas à espera da melhor oportunidade para a infiltração na área. Sem a bola, retomada rápida com marcação por pressão.

Pelo lado espanhol, pode-se até pensar no 3-4-3. Dois zagueiros no combate e um na sobra, na disputa com Ibrahimovic e Robinho; meia cancha espelhada em losango com Busquets, Xavi, Fàbregas e Iniesta; e ataque com dois pontas (Alexis e Pedro) e o falso 9 (Messi). Porém creio no tradicional 4-3-3, com Daniel Alves e Puyol nas laterais.

Se assim for, três duelos podem ser claros: Busquets x Boateng, Xavi x Seedorf e Fàbregas x Nocerino. Já Ambrosini pode ser cercado ora por Iniesta, que se integra ao meio campo, ora por Messi, que vira-e-mexe recua pela faixa central ou inverte com Alexis Sánchez.

Seja como for, tentativas de previsão à parte, o apito inicial será dado às 15h45, horário de Brasília, nesta quarta-feira, no San Siro, pela partida de ida das quartas de final da Champions League.

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Pós-jogo: Benfica x Chelsea

Esquema tático não é estático. É flexível. Varia conforme a movimentação dos jogadores. Nesta terça-feira, por exemplo, no Estádio da Luz, pode-se classificar tanto Benfica quanto Chelsea no 4-2-3-1. Contudo o vai-e-vem feito por Aimar e Mata, ora combatendo volantes, ora combatendo zagueiros, permite a interpretação do 4-4-2 em linha.

Witsel, o segundo volante encarnado, atuou com bastante liberdade, avançado, muitas vezes alinhado com os ponteiros Gaitán e Bruno César, centralizado, o que daria margem a um 4-1-3-2 ou até mesmo o 4-1-4-1, dependendo do posicionamento de Aimar. Ou seja: às vezes não podemos nos prender nos números do sistema tático e devemos prestar mais atenção na mobilidade das peças.

Duelos individuais bem definidos, somente entre laterais e pontas mesmo: Maxi x Kalou, Emerson x Ramires, Bruno César x Cole e Gaitán x Paulo Ferreira. Só para registro, o camisa 8 começou aberto na esquerda e o 20 na direita, mas ali pelos 30 minutos da primeira etapa, inverteram de lado.



Merece destaque a atuação de Ramires sobre Emerson. O brasileiro do Chelsea ganhou praticamente todas do brasileiro do Benfica. Até para compensar a contenção de Paulo Ferreira, geralmente o ex-Cruzeiro buscou a linha de fundo, poucas vezes entrou em diagonal.

Torres, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, em momentos abandou a referência central e caiu pelos lados para dar opção de passe aos colegas. Foi assim, aliás, que saiu o único gol do confronto, quando Ramires fez jogada pelo flanco direito e acionou Torres, que, do flanco direito, chegou à linha de fundo e cruzou para o arremate de Kalou.

Cardozo, em contrapartida, até pela qualidade técnica, ficou mais preso à área, esperando Aimar e os ponteiros se aproximarem. Gaitán e Bruno César até que foram bem, mas o ex-Corinthians foi substituído aos 69', a exemplo do 10, que deram lugar para Matic e Rodrigo. Já com Lampard no gramado, Rodrigo formou a dupla com Cardozo, com Witsel aberto na direita, marcando Cole, e Matic por dentro.



Ambos times ficaram mais nítidos no 4-4-2 em linha depois das substituições. Porém logo após as alterações o Chelsea abriu o placar e tratou de dar um banho de água fria nos donos da casa e na torcida.

Jorge Jesus ainda foi para o tudo ou nada, sacou Javi García, colocou Nolito numa das extremas e recuou Witsel para primeiro volante. No entanto não foi suficiente. No fim das contas o 1 a 0 foi mantido. E a vantagem construída para o jogo de volta é grande.

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sábado, março 24, 2012

Pré-jogo: Corinthians x Palmeiras

Alex e Daniel Carvalho são os principais desfalques para o clássico deste domingo. Pelo lado do Corinthians, Emerson deve ser escalado entre os onze, enquanto pelo lado do Palmeiras, Maikon Leite deve ser o escolhido.

Se assim for, Danilo deve atuar por dentro, com Jorge Henrique e Sheik pelas beiradas. Em função da boa fase de Juninho, creio que o camisa 23, mais forte na marcação e na aplicação tática que o 11, jogará na direita, para bater de frente com o lateral-esquerdo alviverde.

O contra-ataque puxado por Maikon Leite às costas de Edenílson pode ser uma boa arma para o Palmeiras. Caberão a Paulinho e Chicão, os homens da cobertura, ficarem atentos às investidas do veloz camisa 7. João Vitor, em contrapartida, deve se preocupar mais com as subidas de Fábio Santos e do próprio Emerson do que em atacar.



Quanto aos armadores centrais, Danilo e Valdivia, devem sofrer a marcação, não individual, de Márcio Araújo e Ralf. Já Paulinho e Marcos Assunção deverão ocupar a mesma faixa do gramado. A diferença é que um conduz a bola em velocidade e o outro a lança com precisão. Do pé de Marcos Assunção, aliás, podem sair as enfiadas para o contra-golpe.

Na referência dos ataques, Liedson e Barcos atravessam por momentos distintos. O corintiano quer quebrar o jejum, mas para isso não é aconselhável jogar de costas para Henrique e Leandro Amaro. Seria pertinente se o 9 alvinegro caísse pelos lados e buscasse o jogo atrás, próximo aos volantes adversários.

Ao contrário de Barcos, que faz muito bem o papel de pivô, não só para ajeitar a bola para quem vem de trás (Valdivia, João Vitor, Maikon Leite), mas também para girar sobre o marcador e finalizar. Chicão e Leandro Castán terão trabalho.

Tentativa de previsão à parte, o apito inicial será dado às 16h, horário de Brasília, no Pacaembu, pela 15ª rodada do Paulistão.

quinta-feira, março 22, 2012

Vélez desequilibrado nesta quinta

Não sei se por ordem do treinador ou se por vontade própria, Fernández praticamente ignorou a entrada em diagonal na partida diante do Deportivo Quito, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, pela 4ª rodada da Libertadores.

Bastante aberto na direita, próximo à linha lateral, quando recebia a bola o camisa 8 em regra buscava a linha de fundo, ao invés de cortar para dentro. Isolado, meio que abandonado por seus companheiros, Fernández poderia ter feito o que fez, por exemplo, Martínez do outro lado. Ou seja: faltou equilíbrio.



Pela faixa central, Insúa não conseguiu distribuir o jogo como se esperava. Em contrapartida, o corredor esquerdo funcionou bem com os apoios de Papa e a movimentação do 7, que dali se desprendia e se aproximava dos outros jogadores. Foi dele, aliás, o único gol do confronto, anotado aos 43 do segundo tempo.

Obolo também deixou a desejar e foi substituído por Prato na segunda etapa. O time da casa melhorou, foi superior durante os 90 minutos, mas o magro 1 a 0 revelou a fragilidade ofensiva da equipe argentina - pelo menos nesta noite.

Com a vitória o Vélez se mantém na ponta do Grupo 7 agora com 9 pontos, seguido por Deportivo Quito (4 pontos), Chivas Guadalajara (4) e Defensor (3). Os dois últimos, com um jogo a menos, se enfrentam semana que vem, no dia 28, no Uruguai.

quarta-feira, março 21, 2012

O dedo de Pep na carreira de Messi

Em novembro de 2003, aos 16 anos, Messi estreou profissionalmente pelo Barcelona. Mas o primeiro gol só veio em 2005, quando ainda era reserva do francês Giuly. Naquele time treinado por Frank Rijkaard, Ronaldinho era o ponta-esquerda, Eto'o o centroavante e Giuly o ponta-direita.

Na temporada seguinte, ainda banco de Giuly, o argentino foi mostrando, nas oportunidades que recebia, que era mesmo fora de série. Já em 2007/08, tornou-se titular, ainda com Ronaldinho aberto na esquerda, Eto'o na referência do ataque e Rijkaard no comando daquele 4-3-3.

Na temporada 2008/09, a primeira de Guardiola, ainda atuando como ponta-direita, com Henry na esquerda e Eto'o pelo centro, Messi se revelou um artilheiro nato. Aliado ao crescimento de Xavi e Iniesta, em 2008/09 Messi anotou 38 gols. E de lá pra cá, os números só cresceram.



Em 2009/10 Messi chegou a assustadores 47 gols! Detalhe: ainda como ponta-direita. Embora Guardiola já ensaiasse Messi de falso 9 em uma chance aqui, outra ali, naquela temporada o centroavante era Ibrahimovic (trocado por Eto'o junto a Inter), e Henry o ponta-esquerda.

Mas foi em 2010/11 que ocorreu a grande mudança na carreira do gênio da camisa 10. Descontente com o desempenho do sueco, Guardiola liberou o atacante para o Milan e efetivou Messi a centroavante. Detalhe: falso centroavante. Com Villa na esquerda, Pedro na direita, Xavi e Inista nas meias e Daniel Alves na lateral, Messi pintou, bordou e balançou a rede 53 vezes.

E nessa, 2011/2012, todos estamos cansados de sabe dos dados estatísticos e recordes quebrados. Quanto a seus companheiros, depois de que Villa se machucou no Mundial de Clubes, a ponta esquerda ficou com Pedro/Cuenca/Tello, às vezes Alexis, às vezes Iniesta, às vezes Fàbregas. E a ponta direita foi assumida por Alexis - embora o falso 9 em alguns momentos da partida inverta com ele.

Messi é mais que meros recordes. Suas jogadas são mais geniais que seus números. Porém fica evidente que a ousada sacada de Guardiola, de posicioná-lo o baixinho pela faixa central, refletiu na evolução de goleador (e de assistente).

terça-feira, março 20, 2012

Neymar, o novo Ronaldinho?

Sei que o dia é de Messi. Pelo 234º gol marcado pelo Barcelona (recorde do clube), pelo 54º gol anotado na temporada (recorde espanhol), por outro hat-trick (mais de 20 na carreira, salvo engano), por mais uma assistência (22ª em 2011/2012), por outro golaço de cobertura... Enfim, por mais show.

Para evitar uma overdose de números, porém, tento trazer uma análise tática do gênio argentino e sua equipe. Só não consigo evitar um link com o craque da Vila Belmiro - em função da notícia desta segunda e da compatibilidade de posicionamento que existe entre o atleta santista e o time catalão. Entenda por quê.



Desde que foi transformado em falso 9 por Guardiola (no começo era ponta-direita), Messi virou mais artilheiro do que nunca (192 gols em 204 partidas sob comando de Pep). Essa mudança para falso centroavante, todavida, não apenas potencializou sua capacidade goleadora, mas também aumentou sua qualidade como assistente.

No 4-3-3 culé, o 10 atua centralizado, com dois pontas bem abertos - apesar de ser comum vê-lo inverter de posição com o ponta-direita e de recuar para se integrar ao meio-campo.

É a partir desse recúo que Messi, em regra, desfere suas assistências cirúrgicas. Pelo seguinte: ao recuar pela faixa central, Lionel traz com ele a linha defensiva adversária, que se adianta e fica mais distante da linha de fundo. E é nesse espaço criado às costas dos laterais e dos zagueiros que os ponteiros se infiltram e recebem o passe diagonal ou vertical do melhor jogador do mundo.



Mas pelo fato de ser canhoto, o último passe, tanto vertical quanto diagonal, sai com mais frequência e eficiência quando é direcionado à esquerda (entre zagueiro e lateral ou entre lateral e linha de lado). Por essas e outras que Tello, Cuenca, Iniesta e Fàbregas quando jogam por ali, entre outros, saem na cara do gol a todo instante, após enfiada de Messi. E por essas e outras, tenho certeza de que se Neymar desembarcasse amanhã em Barcelona, iria deitar e rolar.

Fala-se em metade de 2013, ou somente depois da Copa de 2014. Seja quando for, se chegar a ser colega de Messi, Neymar, o grande ponta-esquerda do futebol mundial ao lado de Cristiano Ronaldo, fará gols a granel com a camisa azulgrená.

Seja quando for, o Barça faz bem em querer Neymar, que faz bem em querer o Barça. Pois pela bola que tem, o craque da Vila será o dono absoluto da ponta esquerda do Camp Nou. E o Camp Nou, por sua vez, terá um ponta-esquerda que jamais teve desde a saída de Ronaldinho.

Veja bem: não estou comparando Neymar com Ronaldinho física ou tecnicamente. Quando digo "novo Ronaldinho" no título, refiro-me à possibilidade de Neymar, outro craque brasileiro, assumir a ponta esquerda do Barcelona, relativamente viúva desde a saída de Ronaldinho.

Ninguém encobre tão bem

Goleiro que fica no mata-burro, Messi não perdoa.

sexta-feira, março 16, 2012

Pré-jogo: São Paulo x Santos

Sei que sexta é cedo para postar a prévia do clássico paulista deste domingo, mas imagino que estarei impossibilitado no sábado. Portanto é provável que na véspera do jogo surjam algumas notícias em relação a desfalques, e que minha previsão se torne falha nesse sentido.

Contudo, se Leão e Muricy repetirem as escalações de seus últimos compromissos (Independente e Juan Aurich), o San-São não deve fugir muito da prancheta abaixo. De um lado, no 4-2-3-1, os donos da casa. Do outro, no 4-4-2 em losango (ou 4-2-3-1 assimétrico), os visitantes.



Vários analistas e comentaristas enxergam o Peixe no 4-2-3-1. Eu teimo em ver um losango no meio-campo. No entanto a classificação do esquema tático não importa tanto assim. O que interessa é a movimentação de Ibson. Se jogar aberto, batendo de frente com o lateral, pode-se dizer 4-2-3-1. Se fechar a meia-cancha, 4-4-2.

A marcação não é individual, evidentemente. Porém os duelos do meio campo devem ser definidos entre Denilson e Ganso, Casemiro e Arouca, e Jadson e Henrique. A dúvida é justamente entre Ibson e Cícero, se vão atuar mais abertos ou mais por dentro. Já numa das pontas, Lucas deve combater Juan, e Neymar, Rodrigo Caio (Piris).

Mesmo no Morumbi, o momento é favorável ao Santos. O time treinado por Muricy é mais entrosado, equilibrado e talentoso. Por isso, se for para descer do muro e contrariar a máxima de que clássico não tem favorito, para mim a probabilidade do Peixe sair com a vitória é maior que a do Tricolor.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h00, horário de Brasília, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

Barça x Madrid, só na final

Gian Oddi comentou nesta quinta-feira que gostaria de ver Real Madrid e Barcelona se enfrentando na semifinal, já que a decisão é única, sem ida e volta. A ideia é boa. Se o desejo do jornalista da ESPN e do iG ocorresse, teríamos dois duelos épicos, um no Santiago Bernabéu, outro no Camp Nou.

Eu confesso que, antes de dormir, ajoelhei-me à beira da cama e rezei aos Deuses do Futebol para que Madrid e Barça caíssem em cantos opostos, pois, assim como a maioria dos torcedores dos gigantes espanhóis, gostaria de vê-los frente a frente apenas na Allianz Arena.

Deu certo. A fé falou mais alto, os Deuses do Futebol deram ouvidos, intervieram no sorteio e merengues e culés só podem se encontrar na finalíssima. Ou melhor: vão se encontrar apenas na finalíssima. Ou será que algum outro time vai conseguir "estragar" o destino?



Quanto às quartas de final, destaque, claro, para Milan x Barcelona, que reeditam o enfrentamento da fase de grupos. No Camp Nou ficou 2 a 2, com aquele gol de Thiago Silva de cabeça no finzinho. E no San Siro, 3 a 2 Barça.

Quanto aos favoritos nessa fase, impossível fugir do lugar comum. Talvez o único que possa aprontar alguma surpresa seja o Benfica para cima do Chelsea. E olhe lá.