segunda-feira, julho 09, 2012

Falta velocidade ao Grêmio

A troca de Elano por Miralles foi confirmada. Com a chegada do meio-campista e a saída do atacante do Olímpico, o elenco que Luxemburgo tem em mãos se torna mais lento. A exemplo daquela temporada com Paulo Autuori, quando o Grêmio ganhava praticamente todas em Porto Alegre mas não pontuava fora de casa, esse segundo semestre não é animador. Não com esse plantel.

É preciso reformular todo o elenco? Não. Todavia é evidente a carência no que diz respeito a jogadores de velocidade. Hoje, 9 de julho de 2012, pode-se afirmar que a contratação de um atleta de beirada de campo, minimamente técnico e habilidoso, é mais do que necessária.

Hoje, Souza (ou Léo Gago) deve perder a vaga no meio campo para Elano. Se Luxa mantiver o 4-4-2 em losango, o ex-santista deve ocupar o apoio pelo lado direito, com Fernando na cabeça de área, o canhoto Léo Gago pela esquerda, e Zé Roberto na ligação. Cá entre nós, nenhum velocista. Na frente idem. Kleber e Marcelo Moreno, titulares creio que absolutos, não têm essa característica.



Sem Fábio Aurélio e Julio Cesar, ambos em longo processo de recuperação após cirurgia, o treinador tem de jogar com Anderson Pico (ou Pará) na lateral esquerda. Quanto à direita, apesar da parcial reserva, creio que Gabriel pode agregar mais que Edilson. É preciso, porém, ver quem dá mais velocidade à equipe.

O meio campo com Fernando, Elano, Léo Gago e Zé Roberto é forte. Tem qualidade no passe (até mesmo o vertical), capacidade de cadência, experiência, arremate de longa distância e poder de marcação. A meu ver, contudo, tende a desacelerar e a centralizar o jogo, sem falar que Kleber e Marcelo Moreno não são atacantes de movimentação.

Portanto, hoje, sem a contratação de um jogador de beirada que chega para ser titular, outra alternativa de esquema tático que pode deixar o time mais veloz e menos congestionado pela faixa central é o 4-4-2 em linha, com Leandro (ou algum outro atleta da base com essa peculiaridade) aberto pelo corredor esquerdo. Nesse caso, Léo Gago ficaria no banco.



Que Elano chega para ser titular, não se discute. Também não se discute que ele não chega para ser o salvador da pátria. É um grande reforço, mas o Grêmio precisa mais. Se quiser brigar pelo título, ou por vaga na Libertadores, a diretoria, juntamente com a comissão técnica, precisa trazer alguém de peso. Se não Ribéry ou Cristiano Ronaldo, entendo que um extremo-esquerdo é questão de prioridade.

Senão, não tenho dúvida, o Tricolor vai passar por poucas e boas quando visitar os adversários. Porque, naturalmente, fora de casa o contra-ataque é essencial, e sem homens velozes, ele se torna inviável. O elenco é bom, porém desequilibrado. Falta ao plantel jogadores ofensivos dessa estirpe.

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Fluminense: o grande favorito

Comissão técnica, diretoria, torcida... Todos têm sua parcela. O que faz a diferença num longo torneio de pontos corridos, porém, entre suspensões, contusões e convocações, é o elenco. E leia-se por elenco os onze mais o banco, tendo nos titulares e nos reservas peças de reposição equivalentes entre os três setores (defesa, meio e ataque). Por isso, baseado nesse critério, para mim o Fluminense é o principal favorito ao título do Brasileirão (seguido por Internacional).

No Fla-Flu dos 100 anos, neste domingo, no Engenhão, na vitória por 1 a 0, no jogo válido pela 8ª rodada, o Fluminense atuou no rotineiro 4-2-3-1, com Bruno e Carlinhos nas laterais, Edinho de primeiro e Jean de segundo volante, Deco na articulação central, Fred na referência do ataque, e os canhotos Thiago Neves e Wellington Nem nas pontas.



Pode-se dizer que essa estrutura, com esses atletas, não gera o equilíbrio necessário à equipe, já que o camisa 18 dá muito mais profundidade e velocidade que o 7. Contudo, simetria não é obrigação no futebol, nem sinônimo de equilíbrio. Pelo contrário - até porque a ultrapassagem dos laterais, a presença de Jean e do próprio Deco compensa esse suposto desequilíbrio.

Não bastasse um time titular fortíssimo, as opções de alterações do excelente Abel Braga são, se não rigorosamente à altura, bastante próximas. Para a defesa, Digão, Leandro Euzébio, Carleto... Para a meia cancha, Diguinho, Valencia, Wagner... Para o ataque, Rafael Moura, Samuel, Marcos Júnior... Isso sem citar Lanzini e Rafael Sobis, que, ao que tudo indica, devem deixar o Flu.

Convenhamos, o melhor elenco do país (não?), comandado por um técnico experiente, vencedor, que tem o grupo na mão, sem históricos de perder o vestiário. Os salários, até onde sei, sempre em dia. Noves fora novos investimentos que devem estar por vir mas não sabemos. Por essas e outras, o grande favorito ao título do Brasileirão, a meu ver, tem nome e sobrenome: Fluminense Football Club.

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sexta-feira, julho 06, 2012

Possível Cruzeiro com Borges

Tudo bem que não estava bem no Peixe. Mas fase é fase. Borges é bola. Chega para ser a referência do ataque da Raposa. Wellington Paulista, com isso, deve ser ou deslocado à direita ou ao banco de reservas. Em princípio, quando li a notícia da transferência, pensei num 4-4-2 em losango, com os dois na frente. Mas trocando ideias com Vinicius Grissi, me convenci de que o treinador não vai abrir mão do 4-2-3-1.

Na verdade, Wellington Paulista na ponta direita (onde já atuou, no próprio Cruzeiro e no Palmeiras) deve ser algo eventual, alguma urgência, dependendo do contexto do jogo e das características do adversário. É mais provável, como me alertou o blogueiro do Marcação Cerrada, que Tinga (ou William Magrão) ocupe o lado direito do esquema de Celso Roth.



Dessa maneira, com Leandro Guerreiro de primeiro e Charles de segundo volante, Montillo seguiria na dele, trabalhando pela faixa central, sem abdicar de se aproximar dos ponteiros, do centroavante, e de entrar na área. Quanto à ponta esquerda, acredito que Wallyson seja o nome mais indicado, até para manter a velocidade do time, contrapondo Tinga. Na frente, Borges como 9 legítimo, tanto de frente quanto de costas para o gol.

Quanto às laterais, sou fã de Diego Renan. Destro, ele pode jogar pelos dois lados. Caso Everton não convença, pode-se deslocar Léo à lateral direita, inserir Mateus ou Alex Silva na dupla de zaga, e deixar Diego Renan lateral esquerda, onde já brilhou sob o comando de Adilson Batista em 2009. E no gol, claro, Fábio.

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Inter com Forlán (sem Oscar)

É oficial: o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010 é do Inter. A notícia foi dada pela manhã desta sexta-feira através do site do clube - amostra de que a diretoria está trabalhando bem no quesito reposição. Porque, parece-me claro, alguém graúdo vai sair.

Fala-se em Oscar. No Blog do Zini a informação é de que o valor ultrapassaria os R$ 60 milhões, e seu destino seria o Tottenham, depois das Olimpíadas de Londres. Em contrapartida, segundo o Mirror Football, Paulo Henrique Ganso também está na mira dos Spurs. Honestamente, creio na primeira opção. Primeiro, porque a fonte é boa. E segundo, porque Inter e Tottenham têm histórico de negociação (Sandro).

Ainda de acordo com Zini, Leandro Damião fica. Portanto, em caso de permanência do centroavante (e de D'Alessandro) e de saída de Oscar, pode-se projetar um time muito forte, no mesmo esquema tático adotado por Dorival Júnior.



Com Celso Roth, na campanha campeã da Libertadores em 2010, também no 4-2-3-1, o canhoto D'Alessandro foi o ponta-direita (Tinga ou Giuliano por dentro, Taison na esquerda). Logo não seria novidade atuar por ali, armando as jogadas, partindo para a faixa central ou até buscando a linha de fundo.  

Já Forlán, que foi eleito o melhor jogador da Copa da África do Sul jogando como enganche no 4-4-2 em losango de Tabarez, não teria problemas para preencher a vaga central. Com variação para o 4-4-2 em linha (D'Ale, Elton, Guiñazu e Dagoberto), o uruguaio teria de encostar mais em Damião para formar a dupla de ataque, sem ter de se preocupar exclusivamente com a criação, por causa da presença de D'Alessandro.

Agora, se Damião for para a Europa (a exemplo de Oscar), o treinador pode jogar com Forlán de centroavante, D'Alessandro centralizado, por dentro, Dagoberto à esquerda e Dátolo à direita. Convenhamos, ainda assim uma baita equipe.

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quinta-feira, julho 05, 2012

Enfim, o Corinthians está libertado

Essa taça não é fruto exclusivo do trabalho feito nesse ano. Vem lá de trás, do início da gestão Andrés Sanchez. Vem de 2008, da segunda divisão, com Mano Menezes no comando da reestruturação do time. Vem de 2009, do departamento de marketing, que conseguiu arquitetar uma maneira de trazer Ronaldo, que por sua vez abriu as portas do clube para maiores investimentos. Vem de 2010, quando perdeu nas oitavas para o Flamengo e foi ganhando cancha. Vem do ano passado, de Andrés, que manteve Tite contra tudo e contra todos no primeiro semestre, após a eliminação para o Tolima, e deu no que deu: campeão brasileiro em 2011, campeão das Américas em 2012.

Mas, evidente, vem de Tite - técnico campeão da Copa do Brasil com o Grêmio, da Sul-Americana com o Internacional, do Brasileirão e da Libertadores com o Corinthians. Técnico trabalhador, honesto, convicto e antenado ao mundo da bola (talvez ninguém mereça mais do que ele). Deixou seus atacantes em má fase no banco (Elton e Liedson), apostou em Alex de falso 9 (inspiração em Guardiola?), e colheu o risco. É verdade que na finalíssima, no Pacaembu, a equipe enfrentou o Boca com Emerson na referência, Danilo aberto na esquerda e Alex por dentro do tradicional 4-2-3-1 alvinegro (que vem desde os tempos de Mano). Porém é preciso ressaltar essa mudança tática, com o camisa 12 mais à frente, ao longo do torneio.



Vem também do elenco, que assimilou as ordens do treinador com profissionalismo, disciplina e comprometimento. Não à toa o título veio de forma invicta, com apenas 4 gols sofridos em toda competição. Resultado alcançado não só por causa de Cássio, Chicão, Castán ou Ralf, mas sim em função de todos, que correram como raros quando estavam sem a bola. E quando a retomavam, sabiam o que fazer com ela. Que o diga Sheik, artilheiro do time com 5 gols (um contra o Santos na Vila, assistência para Romarinho na Bombonera, dois contra o Boca no Pacaembu). Ou Danilo, vice-artilheiro com 4. E o que dizer de Paulinho? Fez os corintianos esquecerem Elias, Jucilei e cia. O mesmo serve para Jorge Henrique, o pulmão da esquadra. Além de Fabio Santos, Alessandro, Edenílson...

E, por fim, essa conquista vem da torcida. Ao contrário de outras edições, nessa os torcedores souberam encarar a temida e deseja Libertadores como gente grande, aparentemente acostumados à situação. Em 2012, ao contrário de outros anos, não pareceu que o Corinthians era aquele clube obcecado pelo troféu continental. Ao contrário de outras participações, nesse ano a ansiedade deu lugar à tranquilidade, e isso se refletiu não só dentro de campo, nos atletas, mas também na massa país afora.

Enfim, finalmente o dia chegou. O Corinthians é campeão da Copa Libertadores da América. Pela primeira vez. E isso é só o começo...

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terça-feira, julho 03, 2012

Pré-jogo: Corinthians vs Boca

Parecido, mas não idêntico. Assim imagino que será o jogo da volta no Pacaembu. Boca com o mesmo time, mesma postura, mesma frieza, e Corinthians com a mesma aplicação tática, porém com posse de bola e marcação por pressão mais intensas.

Não creio que a estratégia de Falcioni será o contra-ataque claro e declarado. Até pela característica de seus jogadores e do critério de desempate (gol fora de casa não conta na final), é difícil imaginar os argentinos fechados em linhas compactadas, exclusivamente à espera de um lançamento de Riquelme para algum dos laterais, Mouche, Erviti ou Silva. Tampouco me parece improvável que Cvitanich (o outro atacante de movimentação do elenco) figure entre os onze, no lugar do centroavante.



Logo, acredito que o Boca, dependendo do placar, quando tiver oportunidade, vai pôr a bola no chão e cadenciar a partida, sempre sendo orquestrado por seu camisa 10. O problema é que futebol se joga só com uma bola, e no Pacaembu, quem vai querer dominá-la será o Corinthians. Resta saber se o Alvinegro vai ter qualidade e paciência para valorizar a posse e construir tramas ofensivas na base dos toques.

Para tal, Danilo será essencial. Com Alex de falso centroavante, e Jorge Henrique e Emerson abertos pelas beiradas, caberá ao 20 o papel de "Riquelme". Será Danilo o principal responsável em manter a posse. Contudo, se os companheiros não aparecerem para servir de opção de passe, se os pontas não se aproximarem, a exemplo de Alex, Paulinho e dos laterais, o artilheiro do Timão na Libertadores com 4 gols pouco poderá fazer.

Honestamente, qualquer um pode sair campeão nesta quarta-feira. Tanto Corinthians quanto Boca têm totais condições de erguer a taça - um pela primeira vez, o outro pela sétima. Se por uma lado os donos da casa contam com o apoio da massa corintiana, por outro os visitantes têm ao seu lado experiência e tradição na competição.

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segunda-feira, julho 02, 2012

Nilmar quer Europa, diz agente

Tá no Mundo Deportivo: Nilmar entra na rota do Barça. Segundo o site catalão, € 8 milhões é o número estampado na etiqueta do jogador do Villarreal, que, de acordo com seu agente, Orlando da Hora, prefere seguir na Europa, em algum clube participante da Champions League.



Para Nilmar há destino mais confortável que o Barelona? Para mim, não. Noves fora ser adaptado à Espanha, em condições normais de temperatura e pressão, o brasileiro é, na minha opinião, superior a Cuenca, Tello e Pedro (seus possíveis concorrentes). E Villa, após um semestre parado, teria de suar para recuperar a posição.

É verdade que com Guardiola, Iniesta e Fàbregas também atuavam no ataque, um em regra à esquerda e o outro de falso 9. Contudo, se Tito quisesse escalar três atacantes de ofício, a briga de Nilmar seria mesmo com Cuenca, Tello e Pedro (e Villa). Convenhamos, nenhum bicho-papão. E ele, imagino, sabe disso.

Além do preço, baixo, outro atrativo é a polivalência do atacante de 28 anos, que pode atuar tanto nas pontas quanto centralizado. É sempre bom ter no elenco atletas com essas características, que jogam em mais de uma posição. Ainda mais no Barcelona, onde todo mundo joga em todas.

A prioridade do Barça é reforçar a defesa. Alba já foi contratado, e o alvo agora é um zagueiro. Contudo, como ressalta o texto do Mundo Deportivo, os catalães não pretendem deixar passar no vazio uma boa oportunidade de mercado.

Se tem fundamento a notícia ou não, não sei. Orlando da Hora adora um leilão. Todavia se tiver, e se der certo, será bom para todo mundo, pro jogador, pro empresário, pro Barcelona... menos pro Inter.

domingo, julho 01, 2012

G4lo

Elenco para ser campeão do Brasileiro o Atlético não tem. Tem, no entanto, um time que pode preencher uma das vagas da Libertadores 2013. Apesar da parcial campanha (5 vitórias em 7 jogos), e de nomes como André e Guilherme no banco (e da chegada de Victor), não vejo o Galo com fôlego para brigar pelo título.

No convincente triunfo por 1 a 0 sobre o Grêmio, neste domingo, no Olímpico, Cuca armou um 4-4-2 relativamente equilibrado e envolvente, com Danilinho e Bernard nas extremas, Pierre de primeiro e Leandro Donizete de segundo volante, Jô na referência do ataque e Ronaldinho como articulador da equipe.



A estratégia foi se fechar com linhas compactas, retomar a bola e soltar em Ronaldinho, que do setor do meio campo, também pela faixa central, acionava os camisas 7 e 11 em velocidade. Se não foi brilhante contra o clube que o revelou, R49 cumpriu bem a função que lhe foi atribuída e mostrou que tem lenha para queimar.

O lado esquerdo ofensivo foi forte, onde Júnior César, Ronaldinho e Bernard (em fase iluminada) puderam criar triangulações, tabelas, jogadas de linha de fundo, etc. Já o lado direito, pelo menos contra o Grêmio, ficou um pouco abandonado.

Para ser campeão, o Atlético não tem elenco. Não tem bala na agulha para tanto. Contudo os torcedores podem sim projetar, a longo prazo, a presença do Galo no G4. Vale lembrar, porém, que a concorrência não é mole.

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Fúria, a devoradora de títulos

Qual a receita do sucesso espanhol? Entrosamento, paciência e convicção na filosofia de jogo são alguns dos ingredientes. Além da qualidade técnica (sem ela nada é possível), o grupo campeão da Euro 2008, da Copa de 2010 e da Euro 2012 tem pelo menos três capítulos garantidos no livro das grandes seleções da história do futebol mundial.

Antes da competição, quando se discutia Torres, Llorente ou Negredo como centroavante, Del Bosque apostou em Fàbregas vestido de falso 9, e deu no que deu. Contrariando a preferência de maior parte torcida, inclusive a minha, o treinador manteve o camisa 10 entre os onze, e ele correspondeu as expectativas. Ou melhor: superou-as, pelo menos na decisão diante da Itália.



Neste domingo, no meio de campo, com as integrações de Silva e Iniesta pelo setor, a Fúria dominou a partida ao seu estilo de posse e toque com cinco homens no gramado ofensivo, noves fora a presença do falso 9 - sem falar no apoio dos laterais, em especial Alba, que deixou o dele na final após contra-ataque e assistência de Xavi, o pé pensante da equipe.

E o que falar do sistema defensivo? Quase 1000 minutos sem sofrer gols em mata-mata, graças não somente ao goleiro e à dupla de zaga, mas sim a todo time, que marca por pressão, rouba a bola e a mantém sob domínimo durante a maior parte do tempo (sem a bola o adversário não pode ameaçar). E a força do elenco? Torres e Mata saíram do banco e balançaram a rede na segunda etapa, decretando o 4 a 0 sobre os italianos (e ainda tem David Villa, que perdeu a Euro).

A sorte do Brasil e das demais seleções é que a Copa do Mundo não é amanhã. Porque se fosse, alguns degraus acima do resto, seria difícil tirar a taça da experiente papa-tudo Espanha.

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O que esperar de Seedorf

No Brasil, o tempo e o espaço jogam a favor do craque. Se na Europa o jogo é mais rápido e encurtado, por aqui é mais lento e espaçoso. Lá não há tempo para pensar. Aqui, sobram segundos. Em outras palavras, lá o jogo é mais "tático".

Por isso imagino que Seedorf irá deitar e rolar no Brasileirão. Aos 36 anos de idade, o meio-campista terá no passe, nos lançamentos e na distribuição de jogadas seus pontos fortes. Aos 36 anos, o holandês não precisará de pernas e pulmões de vinte e poucos para desequilibrar.



Outro fator positivo da contratação do Botafogo é que, ao contrário de outros atletas brasileiros, Seedorf tem conduta de atleta. Profissional dentro e fora de campo, o ex-Milan, fluente em português, casado com brasileira, ao que tudo indica, não cairá nas tentações que o Rio de Janeiro oferece.

Quanto ao time em si, não tenho dúvida que irá se adaptar com rapidez. Seja no habitual 4-2-3-1 alvinegro, num possível 4-4-2, ou até mesmo no 4-3-3, creio que Seedorf será o dono da bola. Para que a equipe engrene, porém, é preciso treinamento, entrosamento, ajuda dos companheiros, e, claro, condições de trabalho concedidas pelo clube - entre elas, salário em dia.

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domingo, junho 24, 2012

Liga Blog do Carlão

Enquanto o blog anda meio desligado (não por muito mais tempo!) por motivos de força maior, fique ligado na liga criada com cinco rodadas de atraso (antes tarde do que nunca) no Cartola. Procure por "Blog do Carlão" e mostre que este blogueiro não sabe nada de futebol.



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