sábado, agosto 18, 2012

A estreia do Arsenal no Inglês

Cazorla. Para mim, o melhor em campo. A grande notícia para a torcida do Arsenal foi a exibição do espanhol. Ao lado do compatriota Arteta, qualificou o toque de bola pela faixa central do gramado. Foi dos pés do camisa 19, aliás, que saíram os principais arremates à meta adversária. Além de distribuir o jogo, o ex-Málaga apareceu bem na entrada da área e finalizou com perigo diversas vezes.

Na primeira rodada da Premier League, diante do Sunderland, neste sábado, no Emirates Stadium, o time treinado por Arsène Wenger autou no 4-2-3-1 de sempre, com Gervinho e Walcott pelas beiradas, eventualmente invertendo os flancos. Mas, em regra, o 14 pela direita e o 27 pela esquerda. Gervinho, a exemplo de Cazorla, foi o destaque da partida pelos Gunners.



No segundo tempo, Giroud entrou no lugar de Podolski, Ramsey no de Diaby, e Arshavin no de Walcott. Só achei que Wenger poderia ter colocado André Santos na etapa final para promover a dobradinha com Gervinho, já que Gibbs, e Jenkinson pelo outro lado, foram inofensivos ofensivamente.

No fim das contas, apesar das várias oportunidades criadas, os donos da casa, nitidamente superiores no embate, não conseguiram balançar a rede. Embora o placar tenha permanecido em branco, pôde-se notar que existe sim vida sem Robin van Persie. Contudo é evidente que, da briga pelo título, o Arsenal está fora. E mesmo com possíveis reforços à vista, a disputa é por vaga na Champions.

No Twitter. No Facebook.

sexta-feira, agosto 17, 2012

Provável Chelsea com Oscar

Confesso que não entendi a opção de Mano Menezes por Oscar pela beirada nas Olimpíadas e diante da Suécia. Foi atuando pela faixa central do 4-2-3-1 verde e amarelo, naquela série de amistosos, que o meia se destacou. E deve ser por ali que Di Matteo irá utilizá-lo.

Se for titular logo de cara - acredito que será -, o ex-Inter deve jogar entre Ramires e Mata, atrás de Fernando Torres, no habitual 4-2-3-1 blue. E a dupla de volantes, a exemplo da temporada passada, deve ser formada por Mikel e Lampard.



Oscar não é daqueles meias omissos. Gosta de enconstar no nove, de se infiltrar na área e de finalizar. Não "apenas" distribui o jogo, mas também participa muito dele, tanto com quanto sem a bola - virtudes admiradas pelos treinadores e exigidas pelo futebol moderno. Deve ser, ao lado de Lampard e Mata, o principal armador do time.

No tático e rápido futebol inglês, imagino que o brasileiro não terá dificuldades para se adaptar, apesar da relativa fragilidade física. Atleta inteligente, com visão e antevisão apuradas, é questão de tempo para o novo camisa 11 do Chelsea cair nas graças da torcida.

No Twitter. No Facebook.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Segue a sina de Kaká

Um ano depois, o dilema de Kaká é o mesmo: mudar de clube ou seguir na reserva? Na pré-temporada passada já era claro que o brasileiro seria banco de Özil em 2011/2012. Escrevi sobre essa sinuca de bico aqui no blog, inclusive. Não deu outra.

Um ano depois, o panorama se repete. A perspectiva é idêntica: a reserva. Na verdade a situação ficou pior, em função da chegada de Modrić. Com o croata no elenco merengue, as chances de Kaká se tornam ainda mais reduzidas.



A questão é: quem vai pagar o alto preço pedido pelo Real Madrid? Provavelmente, ninguém. Então, das duas, uma: ou Kaká se conforma com o banco e segue blanco, ou tenta entrar num acordo com os cartolas para, sei lá, abrir mão muito dinheiro para ser liberado. Num português mais claro, "pagar" para sair.

Kaká tem 30 anos. E, para mim, tem muita lenha para queimar em algum grande time da Europa. Nem me refiro a um retorno ao Brasil. Porém depende dele mostrar ambição profissional para mudar de ares, chegando a um entendimento com Florentino Pérez.

No Twitter. No Facebook.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Possível United com Van Persie

No amistoso com o Barcelona, há uma semana, Sir Alex Ferguson escalou os Red Devils no 4-4-1-1, com Welbeck batendo de frente com Busquets (confira aqui). Por dentro, os "volantes" foram Scholes e Anderson. E pelas beiradas, Nani e Young. Na segunda etapa Welbeck foi substituído por Kagawa, que atuou na mesma posição.

Confirmada a transferência de Robin van Persie do Arsenal para o Manchester United, por 24 milhões de libras, a dúvida que me surge é se o holandês, sem a bola, voltará para compor o meio-campo, como fizeram Welbeck e Kagawa diante do Barça, num 4-4-1-1, ou se ele formará uma dupla de ofício com Rooney, num 4-4-2 em linha bem definido. Na minha prévia, fico em cima do muro.



Pela faixa central, escolhi Carrick e Anderson. Mas é discutível. Scholes, Fletcher, Smalling e até mesmo Giggs brigam pelas vagas. Contudo a dupla de "volantes" não é o foco deste post, mas sim as alternativas para os flancos do campo. Aqui, optei por Nani e Kagawa.

É sabido que o japonês joga e rende mais por dentro. No entanto, com Van Persie e Rooney no ataque - independente de Van Persie voltar para compor a meia cancha ou não -, o camisa 26 deve ser deslocado ao canto. Destro, Kagawa pode agregar qualidade à armação vindo da esquerda, se infiltrando pelo centro, encostando nos atacantes e entrando na área.

Pelo outro lado, Nani pode ser mais eficiente fazendo o corredor, local do gramado por onde está acostumado a avançar. Todavia, Young pode ser titular, no lugar de Nani ou de Kagawa. A única certeza é que Rooney e Van Persie, evidentemente, serão os caras da frente.

Seja como for, com a chegada de RvP, Alex Ferguson tem em mãos um elenco fortíssimo, capaz não só de conquistar a Premier League, mas também a Champions. É preciso, porém, esperar os treinos e as partidas oficiais para ver qual o onze ideal, e qual a distribuição tática mais indicada. Posso estar enganado, mas, hoje, o que me vem à cabeça é esse time da prancheta.

No Twitter. No Facebook.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Prévia da final olímpica

Rômulo e Thiago Silva pela direita, Sandro e Juan pela esquerda. Em tese estes são os atletas brasileiros que deverão cobrir as investidas de Rafael e Marcelo. Isso porque uma das jogadas fortes do México é a projeção de seus extremos às costas dos laterais adversários.

Se a expectativa for confirmada, as duas equipes devem atuar no 4-4-2 em linha, com variação para o 4-2-3-1. Os atacantes de movimentação Neymar e Cortes (ou Fabian), sem a bola, devem cercar os primeiros volantes. O camisa 11 verde e amarelo tende a voltar para buscar o jogo, e deve ser vigiado de perto por Enriquez (ou Salcido).



Com a inserção de Oscar pela faixa central, quando o Brasil tiver a posse, é provável, como visto em outras partidas, que o flanco esquerdo do time treinado por Mano Menezes seja mais agudo, em função das subidas de Marcelo e Alex Sandro. O risco é, a exemplo de outros duelos, deixar Rafael abandonado.

Na teoria, a Seleção é melhor. Todavia não será surpresa se a posse do México for superior, e se o Brasil adotar o contra-ataque como estratégia. Foi assim diante da Coreia do Sul, por exemplo.

Tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática, em Wembley, às 11h, horário de Brasília. Vale a cobiçada e desejada medalha de ouro.

No Twitter. No Facebook.

Vaga na Libertadores à vista?

Terá Muricy Ramalho ousadia para escalar um time com Neymar, Patito Rodríguez e André? Espero que sim. Se tiver, o Santos pode voltar àquele 4-2-3-1 insinuante de 2010, com o argentino na posição de Robinho.

Se o jovem argentino fizer o que dele se espera, tem tudo para cavar uma vaga entre os onze. Para isso, porém, o treinador alvinegro teria abrir mão do 4-4-2. Confesso que faz tempo que não vejo um jogo do Santos, portanto não sei dizer se Muricy tem adotado o 4-4-2 (em losango) ou não. Mas com Pato, Neymar e André, o esquema mais indicado é, em princípio, o 4-2-3-1 - em função da presença de Ganso ou Felipe Anderson.



O momento atual não é animador, o Alvinegro ocupa apenas a 14ª colocação na tabela, a 12 pontos do Grêmio, o último colocado do G4. Contudo se esse time da prancheta conseguir colocar em prática seu potencial, é possível sim sonhar com a recuperação nas 22 rodadas restantes, e na classificação à Libertadores. Particularmente eu não acredito, mas há a possibilidade.

Se Muricy pensar num time mais conservador e seguro na marcação, deve inserir Henrique no meio-campo, deixar Patito Rodríguez no banco e passar para o 4-4-2. Ainda assim, graças à presença de Neymar, uma equipe pertinente. Mas o fato é que, se até ontem o Santos estava desacreditado, hoje é possível ver uma luz no fim do túnel.

No Twitter. No Facebook.

Certeza x dúvida

Dois noves mudaram de time nessa sexta-feira. O primeiro foi André, confirmado no site oficial do clube praiano. Fica até o final do ano. O segundo foi Rafael Moura, que troca o Fluminense pelo Internacional, de acordo com a Rádio Gaúcha.



André não é Coutinho. Mas no Santos, irá nadar de braçada. Será titular absoluto, ao lado de Neymar. Ao lado do craque da Seleção, aliás, tem tudo para voltar a balançar as redes com frequência, como fez em 2010. À vontade na Vila Belmiro, o novo nove não deve ter perdido o entrosamento com o onze.

Se por um lado há mais certezas do que dúvidas quanto a contratação do Peixe junto ao Galo, quanto a Rafael Moura há mais dúvidas do que certezas.

A primeira delas é sobre Leandro Damião. Sai ou permanece? Se permanecer, He-Man é reserva imediato. Se sair, o ex-tricolor deve brigar por uma vaga com Forlán. No 4-4-2 em losango de Fernandão, se Damião sair, são dois lugares para três candidatos (Diego Forlán, Dagoberto e Rafael Moura). De qualquer forma, parece-me que Rafael chega para engrossar o elenco.

Jogador por jogador, centroavante por centroavante, hoje prefiro Rafael Moura. Mais presença de área, força física e experiência. Contudo soa-me certo o que André pode e deve fazer pelo Alvinegro, ao contrário de Rafael no Colorado, até porque não deve ser titular.

No Twitter. No Facebook.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Rascunhos da nova temporada

Vi apenas 5 minutos do segundo tempo do amistoso entre Barcelona e Manchester United, nesta quarta-feira, quando Kagawa entrou na vaga de Rooney, e Welbeck foi adiantado à referência do ataque. Na primeira etapa, no 4-4-1-1 escalado por Alex Ferguson, o camisa 19 atuou por trás do 10, buscando encostar em Rooney e nos extremos Nani e Young, por sinal bastante acionados às costas de Adriano e Daniel Alves pelos corredores laterais.

No miolo da meia-canha a dupla foi formada por Anderson e Scholes, sendo este último o responsável em distribuir o jogo a passes e lançamentos longos. Nas laterais, apesar de baterem de frente com Tello e principalmente Alexis, Valencia e Evra foram relativamente presentes no campo ofensivo nos primeiros 45 minutos. Mas a posse de bola, para variar, ficou com o Barça a maior parte do tempo.



Postado no 4-3-3 habitual, com Messi de falso 9, Busquets na cabeça de área e Iniesta na meia esquerda, a equipe agora treinada por Tito Vilanova, ex-auxiliar de Pep Guardiola, fez o que dela se espera, embora não tenha criado muitas chances, tampouco aberto o placar. No intervalo o gênio argentino saiu, várias outras alterações foram feitas, e não acompanhei a metade final da partida.

Os times titulares para esse segundo semestre, tanto de Barcelona quanto de United, não devem fugir destes na prancheta. Por um lado, faltaram Piqué, Xavi e Villa. Pelo outro, o lateral Rafael e Kagawa, que deve ter um lugar entre os onze, em tese na vaga de Welbeck. Falta também a definição da dupla de "volantes" (Smalling, Carrick, Fletcher, Anderson, Scholes, quem sabe Giggs). Se Van Persie fechar com os Red Devils, no entanto, o japonês pode ser deslocado ao flanco. Ou ao banco.

No Twitter. No Facebook.

Brasil e Europa de igual pra igual

43 milhões de euros, informou PVC no ESPN.com.br. Essa foi a mixaria paga pelo PSG pelo são-paulino de 19 anos. 43 milhões de euros.

Lucas vale tudo isso? Não. Hoje, claro que não. Mas algum mérito ele deve ter tido para que o clube francês, capitaneado fora do campo por Leonardo, desembolsasse esse abismo de dinheiro. Seu empresário, Wagner Ribeiro, também. Na minha modesta opinião, o valor mais "justo" por Lucas, hoje, giraria em torno de € 25 milhões. Talvez 30.



Alguns podem, ainda assim, achar 25, 30 milhões muito pelo futebol apresentado pelo tricolor em sua curta carreira. Contudo vale lembrar e se acostumar à realidade do Brasil não exportar mais suas relíquias ao Velho Mundo a preço de banana. Se a grana paga por Lucas foi ou não exagerada (claro que foi!), são outros quinhentos. O fato, porém, é que atualmente os gigantes europeus não chegam mais por aqui para voltar com suas naus repletas de preciosidades tupiniquins.

Gosto de citar Pato. Só um exemplo. Em 2007, o Inter o vendeu por 20 milhões de dólares. Mesmo se tratando de um atleta de apenas 17 anos à época, foi baratíssimo - ainda mais se comparado aos valores das transações que ocorriam e ocorrem entre eles, os europeus, sem falar na bola que o promissor atacante colorado jogava. E torna-se praticamente de graça, a negociação entre Inter e Milan (20 milhões de dólares!), quando vemos, 5 anos depois, o PSG pagar 43 milhões, de euros, por Lucas.

Lucas vale € 43 milhões? Para mim, não. Pelo que exibiu no profissional do São Paulo nos últimos 2 anos, evidente que não. No entanto me conforta saber que os tempos em que os europeus vinham para cá trocar espelhos por ouro ficaram para trás.

No Twitter. No Facebook.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Mire-se em Oscar e Lucas, Neymar

Oscar no Chelsea, Lucas no PSG, ambos na Champions. E Neymar na Copa do Brasil. Essa é a previsão para o primeiro semestre de 2013, caso o craque do Peixe permaneça na Vila.

Segundo informou o Globoesporte.com na noite deste domingo, o camisa 7 da seleção olímpica irá trocar o São Paulo pelo clube francês após os Jogos de Londres. Ao que parece, Inter de Milão e Manchester United, os outros interessados no tricolor, ficaram a ver navios.

Se confirmada a transação de Lucas, dois das quatro principais revelações brasileiras dos últimos anos (Oscar e Lucas, ao lado de Ganso e Neymar) atuarão na Europa há exatas duas temporadas da Copa do Mundo. Indubitavelmente um ganho tático, técnico, físico e psicológico sem tamanho para eles. Se serão titulares logo de cara, é outra história. Mas o fato é que Oscar e Lucas, um no Chelsea, outro no PSG, terão dois anos para se adaptar à nata do futebol mundial e se acostumar a enfrentar os cachorros grandes, os adversários que estarão presentes em 2014. Já Neymar...

Que Neymar vai para o Barcelona, vai. E para ele, não tenho dúvida, destino melhor não há. A única interrogação é: quando? Apesar de todo assédio de parte da imprensa catalã (em especial do Mundo Deportivo), parece-me evidente que Neymar não passará da Vila Belmiro para o Camp Nou agora em agosto. Primeiro porque não deve abandonar o barco no meio do caminho, e segundo porque não é do interesse azulgrená gastar essa grana nesse momento no setor ofensivo (que conta com Messi, Alexis, Pedro, Tello, Cuenca, a volta de Villa, sem falar nos próprios Fàbregas e Iniesta).

Contudo, não acredito que ele fique até 2014 em Santos e só depois se mude para Barcelona, como pensa, ou diz que pensa, Luis Álvaro e boa parte da torcida alvinegra. A pressão para sua saída antes disso se tornará insustentável. Logo, deve ser em 2013. A questão é: na janela de inverno ou verão europeia?

Creio eu, na de inverno. E aposto em Neymar desembarcando na Catalunha em janeiro de 2013 por alguns motivos. Um deles, talvez o decisivo, é o cenário nada animador no Santos. Hoje, com o atual elenco, independente de Ganso sair ou não, o Peixe não vai se classificar à Libertadores. Portanto as competições que Neymar irá disputar no primeiro semestre de 2013 são o Paulistão e a Copa do Brasil, dois torneios dos quais já foi campeão, e de níveis técnicos e de condições de trabalho questionáveis.

Se não todos, noventa por cento dos companheiros de canarinha devem estar aconselhando Neymar a se transferir à Europa, o quanto antes. Mano Menezes idem. Se não seria excelente para o Santos, seria para ele, para a Seleção, e para o Barça. Neymar é craque, todavia tem muito a evoluir. Como têm Oscar e Lucas. A diferença é que Oscar e Lucas, há dois anos da Copa do Mundo, jogando na Europa, em tese irão se desenvolver muito mais, enquanto, no Brasil, Neymar já deu o que tinha que dar.

No Twitter. No Facebook.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Que venha Honduras!

O jogo era para cumprir tabela, o adversário era fraco, e cinco titulares foram poupados. Ainda assim pode-se tirar um saldo da vitória por 3 a 0 sobre a Nova Zelândia nesta quarta-feira.

Individualmente, para mim o principal destaque foi Danilo, não somente pelo gol marcado. Oriundo da lateral, é no meio-campo onde ele se sente mais à vontade - já deu declarações nesse sentido, inclusive. Atuando como segundo volante, deu mais agressividade à saída de bola e mais contundência à chegada à frente. Não será surpresa se, nas quartas de final, o jogador do Porto ganhar a vaga de Rômulo, que não compromente, mas também não brilha.

Coletivamente, a equipe treinada por Mano Menezes postou-se no 4-4-2 em linha, com o lateral de origem Alex Sandro na extrema esquerda e Lucas na direita. Por dentro, o atacante de movimentação Neymar flutuou por uma extensa faixa do gramado. Foi ele o grande responsável em voltar para buscar a bola e a partir dali armar o jogo.



Defensivamente é impossível fazer uma avaliação fiel porque o Brasil não foi exigido. Ofensivamente, porém, a Seleção foi desequilibrada. Ocupou e atacou muito (bem) pelo corredor esquerdo, com Marcelo, Alex Sandro e o próprio Neymar. Em contrapartida, do outro lado, em especial no primeiro tempo, Rafael e Lucas foram abandonados. Não sei se por estratégia ou por equívoco, o corredor destro ficou às traças.

No sábado, diante de Honduras, é provável que o camisa 11 seja deslocado à ponta esquerda, com Oscar por dentro e Hulk à direita do 4-2-3-1 verde e amarelo. E na frente Pato deve retomar a titularidade, apesar do gol de Damião contra os All Whites.

O fato é que os comandados de Mano caminham a passos largos e firmes em direção ao sonhado ouro olímpico.

No Twitter. No Facebook.