quarta-feira, novembro 07, 2012

Roberto Mancini em cheque?

Tudo bem, o Manchester City levou a última Premier League aos 48 do segundo tempo, com aquele gol de Agüero. Também ganhou a FA Cup em 2010/2011. Mas, pelo tamanho dos investimentos, e pela qualidade do elenco citizen, convenhamos, é pouco.

Em sua quarta temporada no comando do primo rico de Manchester, Roberto Mancini está prestes a ser, de novo, eliminado da Champions League. Na competição anterior caiu na fase de grupos, ficando em terceiro lugar, atrás de Napoli e Bayer. E na atual, a dose deve se repetir, só que dessa vez como lanterna, atrás de Borussia Dortmund, Real Madrid e Ajax. Apesar da dificuldade do grupo, convenhamos, pela força do elenco, é pouco.



Lembro que fiz uma enquete aqui no blog antes da temporada 2012/13 começar, questionando qual seria o melhor plantel da Europa. E o do Manchester City ficou à frente do de Real Madrid, United e Chelsea, por exemplo, atrás apenas do do Barcelona. Portanto podemos dizer que Mancini tem em mãos, no mínimo, um dos três ou quatro grandes elencos do Velho Mundo. Logo, deveria fazer uma trabalho, no mínimo, à altura.

Após o empate em casa contra o Ajax nessa terça-feira, o treinador italiano admitiu que a Champions acabou para o City. E temos de concordar. Pois o City só se classificaria às oitavas se vencesse Madrid em casa e Dortmund fora, além de contar com uma vitória do Ajax em pleno Bernabéu. Ou seja: fim da linha. Só espero, como admirador do bom futebol, que seja também o fim da linha para o próprio Mancini. Desde que, claro, chegue um técnico à altura do elenco.

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terça-feira, novembro 06, 2012

Madrid empata no tudo ou nada

Mourinho inovou. Jogou sem nove. Pelo menos no segundo tempo. Nesta terça-feira, no Bernabéu, em desvantagem no placar (2 a 1 Dortmund), voltou do intervalo com Callejón e Essien nas vagas de Modric e Higuaín. Foi umas das raras vezes em que o Real Madrid atuou sem um centroavante de ofício (Higuaín ou Benzema).

De fato, na primeira etapa os donos da casa não conseguiram fugir da marcação amarela, e a exibição de Higuaín representou um pouco isso. Faltou movimentação ofensiva aos blancos nos primeiros 45 minutos. Talvez por isso a opção por Callejón e por um esquema sem um nove de verdade, com Di María e Cristiano Ronaldo no ataque do que podemos classificar de 4-4-2 em linha.



Como a pressão no segundo tempo foi merengue, evidentemente que os wingers atuaram alto no campo, bastante avançados. Foi assim que Özil e Callejón se deslocaram e se integraram em diagonais a Di María e Ronaldo. Os camisa 7 e 22, aliás, revezaram-se no comando do ataque, sem posicionamento fixo. O pecado da equipe madridista, porém, foi a ausência dos laterais. Também pudera, com Ramos e Arbeloa ficou difícil.

Mais tarde, aos 77 minutos, Kaká entrou na vaga de Arbeloa. E dessa forma o Madrid passou a jogar numa espécie de 3-2-5, com Ramos, Varane e Pepe na zaga, Alonso e Essien volantes, e o quinteto Özil, Kaká, Cristiano Ronaldo, Callejón e Di María na frente, sendo estes dois últimos abertos nas pontas. O volume cresceu sensivelmente, e algumas poucas e boas chances foram criadas nessa distribuição. Mas foi somente na bola parada, numa cobrança direta de Özil, no finzinho da partida, que o Madrid chegou ao 2 a 2.

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domingo, novembro 04, 2012

Fluminense soma mais um ponto

Típico jogo do líder. Foi ligeiramente inferior ao adversário, mas saiu de campo com o resultado positivo. Se não somou três pontos em pleno Morumbi, pelo contexto da partida pode-se dizer que o empate por 1 a 1 foi satisfatório para o Fluminense (até pelo resultado do Atlético-MG contra o Flamengo no meio da semana).

Abel Braga atuou com Jean mais adiantado do que de costume, para encaixar a marcação na meia cancha (4-2-3-1 vs 4-3-3). Dessa forma, Edinho bateu de frente com Jadson, Jean com Wellington, e Thiago Neves com Denilson. Já pelas beiradas, Douglas vs Rafael Sobis, Cortez vs Wellington Nem, Lucas vs Carlinhos, e Osvaldo vs Bruno.



Em relação aos laterais, os esquerdos foram mais acionados que os direitos. Carlinhos e Cortez tiveram mais presença ofensiva do que Bruno e Douglas (apesar do 23 são-paulino ter sido decisivo no lance do gol de Luis Fabiano, quando pressionou Leandro Euzébio). Quanto aos pontas, consequentemente, Lucas e Nem se destacaram mais que Osvaldo e Sobis, possivelmente por terem mais espaços.

Na comparação entre os artilheiros do campeonato, tudo igual. Luis Fabiano e Fred foram os autores dos gols da peleja. O camisa 9 do São Paulo, no entanto, movimentou-se, tocou a bola e finalizou com mais frequência e eficiência (reflexo do volume e das chances criadas pela equipe treinada por Ney Franco).

Na segunda etapa, já com Samuel na vaga/posição de Sobis, o Flu equilibrou o confronto e chegou ao empate - graças à insistência e à inteligência do 31 em cima de Toloi, em jogada na linha de fundo. Com o placar construído e consolidado, o time de Laranjeiras fechou-se com a contundência que lhe caracteriza, à espera do contra ataque. Mas no fim das contas, o 1 a 1 permaneceu.

Na próxima rodada, a 35ª, os tricolores têm duas pedreiras pela frente. O São Paulo enfrenta o Grêmio no Olímpico, e o Fluminense visita o Palmeiras no Prudentão. Embora estejam na zona de rebaixamento, flertando seriamente com a Série B, com certeza Barcos e cia irão engrossar o caldo contra o primeiro colocado na tabela.

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quarta-feira, outubro 31, 2012

Titulares garantem triunfo dos Blues

Quando o 4-2-3-1 se encontra com o 4-1-4-1, a vida deste blogueiro, e de qualquer espectador que pretende prestar atenção nos esquemas táticos dos times, fica facilitada. Isso porque ocorre o encaixe perfeito no setor do meio de campo: meia contra volante, e volantes contra meias.

No caso de Chelsea e Manchester United, nesta quarta-feira, pela Copa da Liga Inglesa, os duelos individuais da meia cancha ficaram desenhados entre Romeu vs Giggs, Mikel vs Anderson, e Mata vs Fletcher; enquanto pelas pontas, Azpilicueta e Bertrand confrontaram Welbeck e Nani, respectivamente, além de Rafael vs Piazon, e Büttner vs Moses.



Na primeira etapa os donos da casa pouco produziram. Piazon foi muito tímido nas tramas ofensivas, e na maioria das vezes perdeu o embate com o lateral-direito dos Red Devils. Em contrapartida, no flanco oposto, Moses deitou e rolou em cima de Büttner. Foi o camisa 13 dos Blues, aliás, quem sofreu o pênalti convertido por David Luiz.

No miolo do meio, destacou-se Anderson. Desarmou, criou, deu passe para gol. Alinhado a Giggs, o brasileiro foi o ponto de desequilíbrio do jogo (pelo menos na primeira metade do tempo regulamentar), fazendo o vai-e-vem como manda a cartilha. Pelo lado do Chelsea, coube a Mata flutuar pelo gramado para fugir da marcação de Fletcher e tentar criar as jogadas. Mas sem o apoio de Mikel e Romeu, ficou pesado para ele.

O primeiro tempo acabou com o United à frente no placar: 2 a 1. No segundo, porém, já com Ramires e Oscar (como volantes) em campo, e Hazard na ponta direita, em linha com Mata e Moses, a equipe de Di Matteo buscou o resultado. Empatou, levou o 3 a 2, mas ainda assim chegou a 3 a 3 aos 48 minutos, noutra penalidade máxima, dessa vez cobrada por Hazard.

Na prorrogação, com vários titulares em ação contra os reservas dos reservas do United, muitos deles muito jovens, o Chelsea foi superior e fez por merecer a classificação às quartas de final da competição. No tempo extra, Sturrdige e Ramires ampliaram para 5 a 4 (Giggs descontou de pênalti).

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sexta-feira, outubro 26, 2012

Qual o destino ideal para Bernard?

Ficar no Atlético. Com vaga praticamente assegurada na Libertadores 2013, a decisão mais sensata e inteligente que cabe ao camisa 11 do Galo tomar é permanecer onde está. Se ficar, será bom para ambos os lados, clube e jogador. Bernard é um craque na incubadora, sabe joga bola e sempre saberá. Portanto não tem porque acelerar seu processo de desenvolvimento profissional.

Se optar por partir no fim do ano, porém, o ponta-esquerda alvinegro terá de escolher seu destino a dedo, com muita cautela, pesando os prós e os contras de cada alternativa. Claro que quem sabe o que é melhor para ele são as pessoas ao seu redor, e o próprio jogador, evidentemente. No entanto, analisando de longe, na minha modesta visão entendo que, pelo futebol que jogou nessa temporada, e pelo estilo de jogo, Bernard iria cair bem num Shakhtar Donetsk da vida.



Tenho dúvidas se clubes como Real Madrid, Barcelona, Manchester United, City ou Chelsea, hoje, teriam interesse no atleticano. Também tenho dúvidas sobre sua capacidade, hoje, de se destacar e se tornar titular em elencos estelares como esses. Nas atuais potências da Europa, o não-mais-tão-garoto-assim (completa 21 em setembro do ano que vem) poderia amargar o banco de reservas por um longo período.

Milan? Internazionale? Juventus? Não sei. O momento do futebol italiano não é bom, por mais que suas instituições sejam gigantescas. Alemanha? Não creio. A adaptação por lá deve ser complicadíssima. Não que a adaptação na Ucrânia seja fácil. Pelo contrário. Mas no Shakhtar, por exemplo, Bernard estaria cercado de brasileiros – o que é, nesse contexto, bem mais positivo do que negativo. Noves fora que o estilo do time de Donetsk casa com o do camisa 11 do Galo, e que Willian, o ponta-esquerda da equipe, aparentemente está de saída.

PSG? Seria uma boa (claro, desde que houvesse proposta). Talvez trabalhar com Ancelotti não seria uma boa para ele. Contudo embarcar nesse projeto poderia ser uma ponte pertinente, ou uma concretização plena na França mesmo. Ainda assim, se Bernard fosse se mudar pro Velho Mundo, aconselharia o Shakhtar, por uma série de motivos. No entanto, como dito no primeiro parágrafo (e acredito que a maioria das pessoas pensa assim), a melhor opção seria ficar no Atlético, pelo menos até o fim da Libertadores do ano que vem.

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quinta-feira, outubro 25, 2012

Willian na terra de Shakespeare?

"Minha missão no Shakhtar já foi cumprida. Já deixei claro para todos que quero sair. Quero alcançar novos objetivos." Claras as palavras do ex-corintiano e um dos destaques do time ucraniano, que bateu o Chelsea por 2 a 1 nessa semana, pela 3ª rodada da Champions.



Parece que o destino de Willian será mesmo a Inglaterra, seja em janeiro, ou no fim da temporada (mais provável). Dois clubes têm interesse: Chelsea e Tottenham. E na minha visão, a melhor opção seria os Spurs. Pelo seguinte: lá seria titular fácil.

Na linha de três do 4-2-3-1 do time de Roberto Di Matteo, Mata, Oscar e Hazard são absolutos, sendo Ramires alternativa imediata. Portanto, por mais que Willian esteja jogando o fino, ficaria difícil para ele cavar uma vaga entre os onze.

Já para atuar no Tottenham, ele tem bola de sobra. É verdade que o brasileiro costuma trabalhar pela ponta esquerda, lugar que na equipe de André Villas Boas é de Bale. No entanto, Lennon e Sigurdsson não seriam páreo para Willian. Nem Dempsey e Dembele. Logo restaria ao treinador português encontrar uma formação para encaixá-lo.

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domingo, outubro 21, 2012

Galo volta à briga

Talvez o melhor jogo do campeonato. É. Acho que foi. Quem viu, viu. Ganhou. Quem não viu, perdeu. Composta por todos ingredientes que fazem do futebol o esporte mais espetacular do planeta, a virada do Atlético sobre o Fluminense entrou, sem exagero, para a história do Brasileirão – indepentende do desfecho do torneio.

Postado no 4-2-3-1 rotineiro, o time mineiro dominou o adversário do início ao fim, apesar do placar apertado. Sou meio cético quanto a dados estatísticos aplicados ao futebol, mas no clássico entre líder e vice-líder, neste domingo, um deles evidencia a supremacia dos donos da casa: as finalizações. Foram 27 a 4.



Com Guilherme na ponta direita, na vaga de Serginho (titular contra o Santos na rodada anterior), a equipe alvinegra buscou o gol e manteve uma postura ofensiva o tempo todo. E mesmo saindo atrás no placar (o bom e velho “quem não faz, leva), soube recolocar os nervos nos lugares, e crescer na adversidade. No fim das contas, a vitória por 3 a 2 foi justamente merecida.

A distância agora entre Fluminense e Atlético caiu para 6 pontos, e em disputa ainda tem 18. Na próxima rodada o líder recebe o Coritiba, e o vice recebe o Flamengo. Já na 34ª e 35ª rodada, enquanto o Galo enfrenta Coritiba e Vasco fora, respectivamente, o Tricolor visita o São Paulo e o Palmeiras. Convenhamos que, em tese, a sequência do Flu é mais complicada. Resta saber se ao final dela a diferença que hoje caiu para 6 pontos vai ser maior ou menor.

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Pré-jogo: Atlético vs Fluminense

Réver e Bernard são dúvidas, e Jean é desfalque (Leandro Euzébio idem). De resto, ao que parece, força máxima no confronto entre líder e vice-líder. Caso não dê para o artilheiro do Atlético no campeonato, sua vaga deve ser preenchida por Escudero, enquanto o zagueiro pode ser substituído por Luiz Eduardo ou Richarlyson. Quanto ao lugar de Jean, Diguinho deve entrar.

Se assim for, nesse 4-2-3-1 vs 4-2-3-1, os duelos individuais da meia cancha devem ser definidos entre Pierre e Deco, Leandro Donizete e Diguinho, e Ronaldinho e Edinho. Já pelas beiradas as disputas devem ocorrer entre Marcos Rocha e Thiago Neves, Júnior César e Wellington Nem, Serginho e Carlinhos, e Bernard e Bruno.



Pode ser que Cuca entre com Guilherme na vaga de Serginho, mas acho difícil. Serginho, que cumpriu bem a função contra o Santos, é mais marcador. Carlinhos é ofensivo e ousado, e toda atenção com os laterais do Fluminense é pouca. O flanco direito do Galo, por sinal, em especial com Marcos Rocha, pode ser um dos pontos fortes da equipe mineira, já que Thiago Neves não se destaca pelo acompanhamento ao adversário.

Outro setor digno de nota é o meio campo, por onde atua Ronaldinho. Com a dupla Edinho-Diguinho em seu encalço, R49 não terá vida fácil. Terá de flutuar por uma extensa faixa do gramado para fugir dessa marcação cerrada. Deverá voltar à linha dos volantes para buscar e distribuir o jogo, assim como cair pela banda esquerda. O craque, porém, não poderá abdicar de entrar na área e finalizar.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 16h (Brasília), no Estádio Independência, em Belo Horizonte. A diferença entre eles na tabela é de 9 pontos. E em caso de vitória do Tricolor fora de casa, podem lhe entregar a taça.

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sábado, outubro 20, 2012

Palmeiras do Pirata olha pra frente

Elenco para brigar pelo título o Palmeiras não tem. Para cair também não. É verdade que ao longo do longo campeonato de pontos corridos a situação fugiu do controle, e agora faltam apenas seis rodadas. Mas baseado no comprometimento do grupo, e no relativo talento do time titular, é provável sim que o Verdão fuja do rebaixamento.

Neste sábado, contra o Cruzerio, Gilson Kleina escalou a equipe no 4-2-3-1, com Luan na ponta esquerda, Betinho na direita, Patrick Vieira por dentro, e Barcos na referência. Márcio Araújo e Marcos Assunção compuseram a dupla de volantes, e a linha de quatro foi formada por Artur, Maurício Ramos, Henrique e Leandro. No fim das contas a vitória por 2 a 0 foi justa e merecida.



À frente do Palmeiras existem dois candidatos a ocuparem sua vaga no Z4. Porque plantel por plantel, o clube paulistano é mais forte que Bahia e Ponte Preta (sem falar em Sport, Figueirense e Atlético-GO). Flamengo também não é lá essas coisas. Portanto há sim uma luz no fim do túnel, e ela está longe de se apagar. O único problema é a tabela, cá entre nós, nada mole.

Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o turbulento Internacional no Beira-Rio. Turbulento, mas ainda assim o Internacional no Beira-Rio. Na sequência recebe Botafogo e Fluminense. Depois sai para jogar com o Flamengo, e em seguida recebe o Atlético-GO. E por fim, na última rodada, tem o clássico contra o Santos na Vila Belmiro.

Santos não vai querer nada (quem sabe com Neymar de folga). E o Atlético-GO provavelmente já vai estar rebaixado. Em tese, essas são as partidas menos cascudas. O resto, no entanto, é pedreira. Além do confronto direto com o Flamengo no Rio, os outros cariocas podem, mesmo na Fonte Luminosa, complicar a vida do Verdão - Flu bem mais que o Bota. E o Inter no Beira-Rio é sempre o Inter no Beira-Rio. Contudo, apesar dos pesares, particularmente acredito na superação, no sucesso e na permanência alviverde na elite do futebo brasileiro.

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sexta-feira, outubro 19, 2012

Pré-jogo: Tottenham vs Chelsea

Baseado nas informações do Guardian, resolvi fazer uma prévia do dérbi londrino deste fim de semana. Só há uma divergência, quanto ao esquema tático dos Spurs. Imagino que André Villas Boas adotará o 4-1-4-1, com variação para o 4-3-3, naturalmente, e não o 4-2-3-1, vide o site inglês.

Se ocorrer como penso, o encaixe no meio de campo deve acontecer. No três contra três pelo miolo da meia cancha, Sandro pega Oscar, Dempsey bate de frente com Lampard, e Dembele enfrenta Mikel - o volante mais pegador dos visitantes. Já pelas beiradas, Walker vs Hazard, Vertonghen vs Mata, Lennon vs Cole, e Bale vs Ivanovic.



Destaque para o duelo entre os ex-Colorados, companheiros de Seleção, Sandro e Oscar. Caso se confirme o posicionamento deles no gramado, os brasileiros devem se encarar durante boa parte da partida. A briga é boa, e o meia dos Blues não terá vida fácil. Oscar deve, aliás, tentar atuar mais aprofundado, próximo à área e a Torres.

Outro confronto interessante e decisivo pode ser entre Bale e Ivanovic. Acostumado a escapar pelo corredor direito e aparecer no ataque com eficiência, o lateral do Chelsea terá de correr como nunca para marcar o incansável camisa 11 dos donos da casa. Haja perna e pulmão para aguentar o tranco.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática neste sábado, no White Hart Lane, às 8h45 (horário de Brasília), em jogo válido pela 8ª rodada da Premier League.

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quinta-feira, outubro 18, 2012

Fluminense, o time que não perde

Grêmio e Atlético-GO. Estes são os donos das proezas. No Olímpico, na 12ª rodada, e no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, na 25ª, o líder Fluminense conheceu suas únicas derrotas em toda competição – e olha que estamos falando em 31 jogos disputados até o momento. São 20 vitórias, 9 empates e 2 derrotas. Duas!



Faça chuva ou sol, jogando melhor ou pior, no fim das contas o time de Abel Braga sai de campo com, no mínimo, um ponto. Bastante sólido em seu sistema defensivo, servido de uma dupla de volantes pegadora, duma competente dupla de zaga, e do melhor goleiro do torneio, o Fluminense tem tudo para quebrar outro recorde na era dos pontos corridos: o de campeão com o menor número de derrotas, que pertence ao São Paulo 2006.

Naquele ano, já com 20 clubes na primeira divisão, a equipe treinada por Muricy Ramalho se sagrou vitoriosa com apenas 4 derrotas em todo campeonato. Isso mesmo: em 38 partidas, 4 derrotas. Hoje, o líder do Brasileirão 2012 dá sinais de que vai superar essa marca. Pelo seguinte: porque faltam só 7 rodadas, e porque o Flu simplesmente não perde.

Nem mesmo o Atlético, no domingo, em Belo Horizonte, pode bater o líder. Bom, poder, claro que pode. Não existe impossível no futebol. Contudo, nessa altura do certame, não vejo o Galo com condições de somar 3 pontos em cima do tricolor carioca – mesmo atuando no Independência. Já na 34ª rodada, no Morumbi, diante do São Paulo, o buraco será, a meu ver, mais embaixo. O tricolor paulista está jogando a bola mais redonda da competição, e deve apresentar ao Fluminense sua terceira derrota – o que não deve alterar em nada o curso do título, que só sai de Laranjeiras em caso de catástrofe. Logo, a questão é: a taça será erguida com mais ou menos de 4 derrotas?

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