sábado, novembro 17, 2012

Juventus para em Marchetti

Quagliarella na referência, e Giovinco na movimentação, caindo pelos dois lados, preenchendo a meia cancha, imprimindo individualidade e velocidade ao ataque da Velha Senhora. Nas meias, meio apagados, Vidal e Marchisio. E nas alas, avançados porém não muito inspirados, Isla e Asamoah (esse nem tanto quanto aquele).

Neste sábado, diante da Lazio, em Turim, esse foi parte do time líder da Série A, que ainda teve o excelente Pogba responsável pela saída de bola, organizando o jogo mais que os próprios meias, Barzagli e Chiellini encarregados pelo combate, e Bonucci na sobra do trio de zaga.



Giovinco foi o principal atleta da Juve. Participou direta e indiretamente das chances clarividentes criadas a favor dos donos da casa, inclusive com arremates a gol e tudo mais. E as chances não foram poucas. Pelo contrário. Contudo, Giovinco e cia pararam no melhor jogador da partida: Marchetti. De fato o goleiro da Lazio evitou a alegria da maior torcida da Itália. Não foram uma nem duas as defesas decisivas do camisa 22 do clube romano.

No entanto é preciso ressaltar o desempenho mediano da Juventus, apesar da bela apresentação do baixinho Giovinco. Como disse no início, Vidal e Marchisio deixaram a desejar, a exemplo de Isla. Esses três em especial, a meu ver, destoaram do resto e comprometeram o rendimento da equipe.

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quarta-feira, novembro 14, 2012

Neymar candidatíssimo ao bi

Em 2011 ele venceu com aquele golaço contra o Flamengo. Agora, em 2012, o craque da Vila Belmiro surge como um dos fortes favoritos ao Prêmio Puskas, com aquela pintura sobre o Inter.

Veja aqui, no 101 Great Goals, a lista com os 10 candidatos. E no vídeo abaixo, um dos principais concorrentes do brasileiro.



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segunda-feira, novembro 12, 2012

Seleção Mundial Sub-21

O 101 Great Goals deu a deixa ao publicar uma lista com os melhores jogadores do planeta nascidos a partir de 1991 (veja aqui). Logo resolvi eleger meu onze.

Que tal?



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Flu, o ponto de desequilíbrio

Ambiente. A cada dez declarações de jogadores do Fluminense, dez falam sobre o (bom) ambiente vivido no clube. A união do grupo e a relação de amizade entre os atletas são sempre destacadas nas entrevistas. Todos, segundo eles, focados no mesmo objetivo. Talvez psicologicamenteo elenco mais preparado da competição.



Tecnicamente também. Em relação aos concorrentes diretos, se é que podemos usar o plural, está um robusto degrau acima. Qualidade e quantidade que desequilibraram o equilibradíssimo Brasileirão. Elenco, querendo os adversários ou não, com peças titulares e de reposição sempre capazes de somar mais três pontos para a conta do campeão.

Taticamente, a equipe treinada por Abel Braga também merece nota. Goleiraço à parte, um sistema defensivo invejável e um esquema tático balanceado, com variações em seu miolo de meio de campo. No que diz respeito a essa vertente do futebol, aliás, leia e veja o post do André Rocha no Olho Tático. O que era para ser escrito sobre o assunto, já foi.

Título incontestável, construído ponto a ponto, partida a partida. Dono do ataque mais positivo e da defesa menos vazada (3 derrotas em 35 jogos!), suportado por seus atletas, sua comissão técnica, sua torcida e seus cartolas, o Fluminense Football Club separou os homens dos meninos no campeonato “mais disputado do mundo”.

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domingo, novembro 11, 2012

Mexida de Mancini surte efeito

64% de posse de bola. Número do primeiro tempo, quando os donos da casa dominaram o adversário, mas não conseguiram levar perigo legítimo aos visitantes. O preço pago foi o gol sofrido na cabeçada de Caulker, após cobrança de falta, e a desvantagem no placar na ida para o intervalo. O jogo disputado neste domingo foi válido pela 11ª rodada da Premier League.

Postados no 4-2-3-1, Manchester City e Tottenham definiram os duelos individuais do meio campo entre Yaya Touré e Huddlestone, Barry e Dempsey, e Tevez e Sandro. Já pelas beiradas, Zabaleta e Bale, Clichy e Lennon, Silva e Vertonghen, e Kolarov e Walker. A presença de Kolarov na ponta esquerda, aliás, tirou do time treinado por Mancini a entrada em diagonal. Logo foi entre a faixa central e o corredor direito, com as subidas de Touré, Zabaleta, Silva e Tevez, que o City atuou boa parte da partida.



Na segunda etapa o técnico italiano fez uma alteração que, confesso, não imaginava. Sacou Nastasic e colocou Maicon, aos 11 minutos. E passou a jogar no 3-5-2, com o brasileiro e Kolarov nas alas, Zabaleta, Kompany e Clichy na zaga, Barry e Touré volantes, Silva na armação, centralizado, e Agüero e Tevez no ataque. E dessa maneira chegou ao empate com o camisa 16, aos 20 minutos, graças à sua qualidade técnica, frieza, e à insistência de Yaya Touré no lance.

Mais tarde, aos 27 minutos, Tevez foi substituído por Dzeko, e foi do pé esquerdo do atacante bósnio que os citizens chegaram à virada. Com a equipe distribuída no 3-5-2, o espanhol Silva veio jogar na faixa central, entre outros motivos, para acionar o passe vertical. E foi com esse passe vertical, aéreo, que o 21 deixou Dzeko na cara do gol, aos 42 do segundo tempo.

Particularmente a alternativa tomada por Mancini não me agradou na hora. Não entendi três zagueiros para marcar apenas Adebayor. No entanto, com Maicon e Kolarov liberados, e Silva centralizado (o ponto mais positivo dessa decisão, a meu ver), o City construiu o 2 a 1, somou três pontos na tabela, e chegou à segunda colocação (pelo menos parcialmente).

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sábado, novembro 10, 2012

Pré-jogo: Timão vs Coxa

Ralf vs Lincoln, Paulinho vs Junior Urso, Douglas vs Willian. Devem ser esses os duelos individuais da meia cancha. Já pelas beiradas, Fábio Santos vs Everton Ribeiro, Alessandro vs Rafinha, Jorge Henrique vs Denis, e Martínez vs Victor Ferraz. Claro, desde que estas sejam as escalações.

Na teoria o jogo deste sábado, no Pacaembu, às 21h, é válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas na prática, para o Corinthians, é mais uma oportunidade para ajeitar o time para o Mundial de Clubes; e para o Coritiba, para projetar a equipe para 2013. Objetivos distintos à parte, promessa de uma grande partida.



Os fatores casa e qualidade técnica podem decretar a supremacia corintiana, apesar da boa fase vivida pelo Coxa. Paulinho, como de praxe, deve sair mais para o ataque que Junior Urso, o outro segundo volante do confronto. Já Willian e Ralf não devem ter muito trabalho para marcar e anular Douglas e Lincoln - jogadores lentos, porém com passe diferenciado. Caso os camisas 5 deem o mínimo de espaço e tempo, os 10 podem deixar algum companheiro na cara do gol.

Será, também, uma dura e boa chance para Guerrero, o centroavante alvinegro. Ainda que não sejam John Terry e David Luiz, Luccas Claro e Escudero são pedras na chuteira de qualquer atacante. Portanto, grande teste para o peruano. O mesmo serve para os laterais, que terão dois pontas velozes e habilidosos pela frente: Rafinha e Everton Ribeiro.

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quinta-feira, novembro 08, 2012

Pacaembu vira sala de aula

Classificação convincente e incontestável. No placar agregado, 7 a 0 sobre a Universidad de Chile. Nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Sul-Americana, no Pacaembu, goleada por 5 a 0, com direito a golaços de Lucas, Luis Fabiano e Rafael Toloi (os outros dois foram marcados por Jadson). Uma aula de bola!



Não é de hoje que digo isso. Quem acompanha o blog, o Twitter ou o Facebook sabe que enxergo nesse time do São Paulo o melhor futebol do país há, sei lá, pelo menos quatro semanas. Desde aquele 3 a 0 sobre o Palmeiras, quando Ney Franco, salvo engano, utilizou pela primeira vez Lucas e Osvaldo nas pontas do 4-2-3-1 tricolor - formação que engrenou e alavancou o posicionamento na tabela do Brasileirão.

E essa evolução, não poderia ser diferente, respingou na competição continental. Engrenado e entrosado, repetindo a escalação jogo após jogo, alterando apenas uma peça ou outra, o São Paulo chega à semifinal como um dos principais, se não o principal candidato ao título. Pela frente, na próxima fase, Independiente ou Universidad Católica, que decidem a vaga nesta quinta, no Chile (2 a 2 na ida).

Em relação ao Brasileirão, não há dúvidas de que a performance contra La U inflou a confiança para o confronto direto de domingo com o Grêmio, no Olímpico. No entanto vale lembrar que a equipe treinada por Luxemburgo teve o meio da semana para trabalhar, descançar, trabalhar, descançar... Favorito? Talvez o Grêmio, por jogar em casa. Mas pelo momento, o São Paulo.

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quarta-feira, novembro 07, 2012

Pior, Chelsea vence no finzinho

Invejável a organização da equipe treinada por Lucescu. Entrosamento e sincronia exemplares. Distribuído no habitual 4-2-3-1, o time prende seu cabeça de área, solta seus laterais, avança com seu segundo volante, faz o pivô com seu centroavante, integra seu ponta-esquerda ao meio campo com a posse da bola... E a valoriza como poucos. Em pelo Stamford Bridge, nesta quarta-feira, por exemplo, esse número chegou a 59%.

Embora a partida feita por Willian tenha sido espetacular, não só pelos dois gols que marcou, o grande nome dos visitantes foi Fernandinho, autor de uma assistência e de um passe brilhante entre o lateral e o zagueiro adversários, no lance que culminou no segundo tento do 10. O camisa 7 do Shakhtar, aliás, foi o pé pensante da equipe, saindo para o jogo e o arquitetando com classe e inteligência. No duelo individual com Ramires, levou vantagem.



Os outros duelos da meia cancha ficaram estabelecidos entre Mikel e Mkhitaryan, e Oscar e Hübschman. Para fugir da marcação do cão de guarda tcheco, o 11 dos Blues voltou à linha dos volantes várias vezes, também para tentar organizar o jogo vindo de trás. No entanto, apesar do gol antológico que pincelou do meio da rua, a exibição do brasileiro (que tem 4 gols em 4 jogos no torneio) foi discreta.

O gol de Oscar, por sinal, o do 2 a 1 para os donos da casa, aos 40 minutos do primeiro tempo, abalou o oponente. O time inglês cresceu. E o ucraniano acusou o golpe. Ficou nocauteado em pé. Mas foi salvo pelo gongo, e voltou do vestiário com tudo.

Na segunda etapa, a exemplo de grande parte da primeira, o Shakhtar voltou a dominar o combate, valorizando a posse de bola e criando oportunidades claras. Tanto é que logo chegou ao empate com Willian. Com o andar do relógio, entretanto, o Chelsea reagiu. Ainda exposto e sofrendo ataques, a 20, 15 minutos do apito final, os comandados de Di Matteo pressionaram, e aos 49 do segundo tempo, Moses, que veio do banco, sepultou o placar: 3 a 2.

A vitória dos atuais campeões da Europa, sofrida, deve ser enaltecida. Contudo os méritos da esquadra laranja, liderada tecnicamente por Fernandinho e Willian, também merece ser destacada. Apesar da derrota, o Shakhtar foi superior no frigir dos ovos. E segue no topo do Grupo E com 7 pontos, seguido do próprio Chelsea, também com 7, Juventus com 6, e Nordsjælland com 1.

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Roberto Mancini em cheque?

Tudo bem, o Manchester City levou a última Premier League aos 48 do segundo tempo, com aquele gol de Agüero. Também ganhou a FA Cup em 2010/2011. Mas, pelo tamanho dos investimentos, e pela qualidade do elenco citizen, convenhamos, é pouco.

Em sua quarta temporada no comando do primo rico de Manchester, Roberto Mancini está prestes a ser, de novo, eliminado da Champions League. Na competição anterior caiu na fase de grupos, ficando em terceiro lugar, atrás de Napoli e Bayer. E na atual, a dose deve se repetir, só que dessa vez como lanterna, atrás de Borussia Dortmund, Real Madrid e Ajax. Apesar da dificuldade do grupo, convenhamos, pela força do elenco, é pouco.



Lembro que fiz uma enquete aqui no blog antes da temporada 2012/13 começar, questionando qual seria o melhor plantel da Europa. E o do Manchester City ficou à frente do de Real Madrid, United e Chelsea, por exemplo, atrás apenas do do Barcelona. Portanto podemos dizer que Mancini tem em mãos, no mínimo, um dos três ou quatro grandes elencos do Velho Mundo. Logo, deveria fazer uma trabalho, no mínimo, à altura.

Após o empate em casa contra o Ajax nessa terça-feira, o treinador italiano admitiu que a Champions acabou para o City. E temos de concordar. Pois o City só se classificaria às oitavas se vencesse Madrid em casa e Dortmund fora, além de contar com uma vitória do Ajax em pleno Bernabéu. Ou seja: fim da linha. Só espero, como admirador do bom futebol, que seja também o fim da linha para o próprio Mancini. Desde que, claro, chegue um técnico à altura do elenco.

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terça-feira, novembro 06, 2012

Madrid empata no tudo ou nada

Mourinho inovou. Jogou sem nove. Pelo menos no segundo tempo. Nesta terça-feira, no Bernabéu, em desvantagem no placar (2 a 1 Dortmund), voltou do intervalo com Callejón e Essien nas vagas de Modric e Higuaín. Foi umas das raras vezes em que o Real Madrid atuou sem um centroavante de ofício (Higuaín ou Benzema).

De fato, na primeira etapa os donos da casa não conseguiram fugir da marcação amarela, e a exibição de Higuaín representou um pouco isso. Faltou movimentação ofensiva aos blancos nos primeiros 45 minutos. Talvez por isso a opção por Callejón e por um esquema sem um nove de verdade, com Di María e Cristiano Ronaldo no ataque do que podemos classificar de 4-4-2 em linha.



Como a pressão no segundo tempo foi merengue, evidentemente que os wingers atuaram alto no campo, bastante avançados. Foi assim que Özil e Callejón se deslocaram e se integraram em diagonais a Di María e Ronaldo. Os camisa 7 e 22, aliás, revezaram-se no comando do ataque, sem posicionamento fixo. O pecado da equipe madridista, porém, foi a ausência dos laterais. Também pudera, com Ramos e Arbeloa ficou difícil.

Mais tarde, aos 77 minutos, Kaká entrou na vaga de Arbeloa. E dessa forma o Madrid passou a jogar numa espécie de 3-2-5, com Ramos, Varane e Pepe na zaga, Alonso e Essien volantes, e o quinteto Özil, Kaká, Cristiano Ronaldo, Callejón e Di María na frente, sendo estes dois últimos abertos nas pontas. O volume cresceu sensivelmente, e algumas poucas e boas chances foram criadas nessa distribuição. Mas foi somente na bola parada, numa cobrança direta de Özil, no finzinho da partida, que o Madrid chegou ao 2 a 2.

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domingo, novembro 04, 2012

Fluminense soma mais um ponto

Típico jogo do líder. Foi ligeiramente inferior ao adversário, mas saiu de campo com o resultado positivo. Se não somou três pontos em pleno Morumbi, pelo contexto da partida pode-se dizer que o empate por 1 a 1 foi satisfatório para o Fluminense (até pelo resultado do Atlético-MG contra o Flamengo no meio da semana).

Abel Braga atuou com Jean mais adiantado do que de costume, para encaixar a marcação na meia cancha (4-2-3-1 vs 4-3-3). Dessa forma, Edinho bateu de frente com Jadson, Jean com Wellington, e Thiago Neves com Denilson. Já pelas beiradas, Douglas vs Rafael Sobis, Cortez vs Wellington Nem, Lucas vs Carlinhos, e Osvaldo vs Bruno.



Em relação aos laterais, os esquerdos foram mais acionados que os direitos. Carlinhos e Cortez tiveram mais presença ofensiva do que Bruno e Douglas (apesar do 23 são-paulino ter sido decisivo no lance do gol de Luis Fabiano, quando pressionou Leandro Euzébio). Quanto aos pontas, consequentemente, Lucas e Nem se destacaram mais que Osvaldo e Sobis, possivelmente por terem mais espaços.

Na comparação entre os artilheiros do campeonato, tudo igual. Luis Fabiano e Fred foram os autores dos gols da peleja. O camisa 9 do São Paulo, no entanto, movimentou-se, tocou a bola e finalizou com mais frequência e eficiência (reflexo do volume e das chances criadas pela equipe treinada por Ney Franco).

Na segunda etapa, já com Samuel na vaga/posição de Sobis, o Flu equilibrou o confronto e chegou ao empate - graças à insistência e à inteligência do 31 em cima de Toloi, em jogada na linha de fundo. Com o placar construído e consolidado, o time de Laranjeiras fechou-se com a contundência que lhe caracteriza, à espera do contra ataque. Mas no fim das contas, o 1 a 1 permaneceu.

Na próxima rodada, a 35ª, os tricolores têm duas pedreiras pela frente. O São Paulo enfrenta o Grêmio no Olímpico, e o Fluminense visita o Palmeiras no Prudentão. Embora estejam na zona de rebaixamento, flertando seriamente com a Série B, com certeza Barcos e cia irão engrossar o caldo contra o primeiro colocado na tabela.

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