terça-feira, outubro 15, 2013

Três pontos sobre o 3º uniforme

Primeiro ponto: deve ser lançado na pré-temporada e utilizado ao longo de toda temporada. Não pode ser abandonado porque "deu azar" ou porque não vendeu o esperado entre a torcida.

Segundo ponto: deve ser utilizado apenas em partidas como visitante, e quando necessário. Porque às vezes é desnecessário. Quando o uniforme do mandante não interfere na configuração do seu uniforme titular, não é preciso usar o terceiro.

Terceiro e último ponto: o terceiro uniforme deve ter cores distintas do primeiro, de preferência com a camisa, o calção e o meião no mesmo tom. Porque dessa maneira você praticamente nunca vai precisar mexer no conjunto e vai evitar ter de usar numa eventualidade o calção do primeiro com a camisa do segundo ou do terceiro; ou o meião do terceiro com a camisa do primeiro e o calção do segundo; e por aí vai.

Só para ficar no exemplo mais recente, o Flamengo lançou nesta terça-feira seu terceiro uniforme (veja aqui), às vésperas da 29ª rodada do Brasileirão. Erro um. O erro dois foi optar pelo preto predominante. Pois quando o Flamengo for jogar, por exemplo, contra o Atlético-PR, em Curitiba, não poderá usar nem o primeiro, nem o terceiro uniforme. Terá de misturar as peças (provavelmente camisa e calção brancos e meias pretas ou rubronegras). Já o erro três é utilizá-lo nos confrontos do Maracanã, como em sua estreia contra o Bahia, nesta quarta-feira.

A sombra de Hulk e Oscar

Felipão tem dois esquemas, o titular e o reserva. O titular é o 4-2-3-1, com Oscar em campo, pela faixa central. E o reserva é o 4-3-3, sem Oscar. Na Copa das Confederações foi assim. No segundo tempo dos jogos, quando Oscar era substituído por Hernanes, o time trocava o 4-2-3-1 pelo 4-3-3 (Hernanes e Paulinho alinhados nas meias, além dos pontas e do nove). É assim até hoje, e deve ser assim durante a Copa do Mundo. No lugar de Hernanes, porém, entra Ramires.

Na verdade a briga de Ramires não é com Hernanes. No que diz respeito ao XI inicial, é com Oscar e Hulk. Porque dependendo do adversário e da estratégia traçada, se quiser priorizar o contra ataque, Felipão pode abrir mão de Oscar e jogar com Ramires e Paulinho no 4-3-3 (variação 4-1-4-1). Agora, se quiser ditar o ritmo, cadenciar o jogo e trabalhar a posse no campo ofensivo, é Oscar e mais dez, no 4-2-3-1. E no 4-2-3-1, obrigatoriamente com Oscar pela faixa central, quem pode pagar o pato, quem pode perder o posto para Ramires, é Hulk.

Ou seja: no 4-2-3-1, do meio pra frente, a equipe deve contar com Luiz Gustavo, Paulinho, Hulk (Ramires), Oscar, Neymar e o centroavante. Já no 4-3-3, a estrutura tática reserva, sem Oscar, do meio pra frente o time deve ter Luiz Gustavo centralizado, Ramires e Paulinho lado a lado, Hulk e Neymar nas pontas, mais o nove (Jô, Diego Costa, Fred, não sei). Particularmente prefiro o esquema titular, com Oscar em campo e o atacante do Zenit na beirada. No entanto entendo que, por uma série de fatores, o camisa 7 do Chelsea corre a passos largos para vencer essa disputa com Hulk pela ponta direita. Quanto ao plano B (4-3-3 sem Oscar), creio que deve continuar como plano B e entrar em cena somente na segunda etapa, dependendo do contexto e do placar da partida.

segunda-feira, outubro 14, 2013

Ramires corre por fora

Hulk ou Lucas. Até outro dia essas eram as opções para a ponta direita. Aos poucos, Bernard mostrou que não é apenas o reserva do Neymar, também é alternativa para a extrema direita. Agora, depois do amistoso contra a Coreia do Sul no último sábado, abriu-se uma nova possibilidade: Ramires.



"Qual a melhor opção para a ponta direita?" Essa foi a mais enquete recente do blog, e o vencedor foi Hulk (42%), resultado com o qual eu concordo. Apesar da seca de gols na Seleção (só na Seleção, porque no Russo 2013/14 ele tem 6 gols em 7 jogos), concordo porque Hulk é mais atacante que os demais, além de ser canhoto e mais forte fisicamente. Em segundo lugar ficou Bernard, com 33%, seguido de Lucas (17%) e da opção Outro (8%).

Hoje me parece que o titular é Hulk, mas o Outro, quarto colocado na enquete, corre por fora a passos largos para ultrapassar Bernard e Lucas na preferência, e ameaçar o suposto dono da posição - desde que o Outro se chame Ramires. Aliás, quando Mano foi apunhalado nas costas por Marin e Felipão foi anunciado, cogitei um time com Ramires à direita (veja a prancheta).

Como disse, prefiro Hulk por ali. Mas a escolha pelo camisa 7 do Chelsea faria todo sentido, entre outros motivos, para manter Paulinho e Oscar no XI. Porque partindo do princípio de que Luiz Gustavo é titularíssimo, se Ramires não jogar na ponta direita, abre-se uma briga entre ele, Paulinho e Oscar por duas vagas no meio campo. Ou seja: para colocar Ramires na equipe sem mexer no miolo da meia cancha (Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar), Hulk pagaria o pato.

segunda-feira, outubro 07, 2013

E aí, Carlo?

Tá no Marca: CR7, Benzema e mais nove. O levantamento feito pelo site espanhol mostra que o português e o francês foram os únicos jogadores titulares em todas as partidas da temporada (8 pela Liga Espanhola e 2 pela Champions). Modric, Di María e Isco também participaram dos 10 jogos, porém num aqui, noutro ali, vindo do banco de reservas. Presentes no XI inicial de fato desde sempre, só Cristiano Ronaldo e Benzema.



É questão de tempo, mas Bale será titular. Se machucou esses dias, perdeu umas rodadas, mas cedo ou tarde - ainda em 2013, penso eu - conquistará sua vaguinha no XI merengue. Para isso, no entanto, alguém terá de sair. E segundo o resultado da enquete aqui do blog, esse alguém se chama Karim. "Quem deve sair para Bale entrar no time titular?" Benzema obteve 70% dos votos, enquanto Di María ficou com 21% e a alternativa 'Outro' somou 9%.

Concordo com o resultado, pelo seguinte: no 4-4-2 em linha adotado por Ancelotti (veja na prancheta), Di María é necessário. Por que mais se cogite o 4-2-3-1 dos tempos de Mourinho, em tese não funcionaria porque sua peça-chave foi vendida (Mesut Özil). Na verdade não há regra, né. Pode ou poderia ser que o 4-2-3-1 desse certo sem Özil. Ainda assim, o 4-4-2 em linha me parece mesmo a opção mais indicada, de preferência com Di María. Pelo seguinte: sem Özil a equipe carece na criação, e essa carência é suprida com Di María em campo. Não é suprida à altura, eu sei, mas ao menos é distribuída entre ele, Isco, Modric...

Portanto, partindo do princípio de que, pelo menos até Alonso voltar, na dupla de volantes não se mexe (Khedira e Modric), e Di María e Isco são wingers fundamentais para o desenvolvimento do jogo blanco, restaria apenas uma vaga para Bale: a de Benzema. Restaria também saber como o galês se sairia atuando mais adiantado (particularmente creio que daria certo porque tanto ele quanto Cristiano Ronaldo são exímios finalizadores, entre outros fatores). Mas como citou o Marca, Karim Benzema foi titular em todas as partidas oficiais da temporada 2013/14. Logo, enquanto não rolar uma sequência com "todos" os atletas à disposição, não saberemos se Carlo Ancelotti concorda ou não com o resultado da enquete. Resta-nos aguardar.

Leitura de jogo

Adotei a mesma linha do chileno La Cuarta: Messi who?

Lembre-se que nessa partida contra o Valladolid, no último sábado, pela 8ª rodada da Liga (4 a 1 Barça), o gênio argentino não jogou, e Neymar e Alexis deitaram e rolaram.



Na Fan Page, no entanto, fiz questão de deixar claro que estava brincando, pois sei que muitos não sabem interpretar certas ironias. Pois, natural e obviamente, Messi é melhor que Neymar, que Alexis, que Iniesta, que Cristiano Ronaldo, que Ibrahimovic, que Ribéry, que Falcao, que Suárez, que van Persie...

domingo, outubro 06, 2013

Brasil, um mar de piscineiros

O futebol é reflexo da sociedade, até mesmo inconscientemente. Na vitória por 3 a 2 do São Paulo sobre o Vitória, neste sábado, por exemplo, Luis Fabiano machucou a cabeça e usou uma touca de natação para segurar o curativo. Mas como você sabe, isso não é exclusividade do clube do Morumbi. É um método disseminado pelo Brasil, e até onde sei, só pelo Brasil.



O futebol reflete o inconsciente coletivo e esse hábito brasileiro ajuda essa tese. Pois, até onde sei, só no Brasil o jogador que machuca a cabeça usa uma touca de natação dentro do campo. Só no Brasil, onde o jogador tem no DNA a cultura de cavar faltas e simular jogadas. Logo no Brasil, onde o jogador faz jus à fama de cai-cai. Fama, por sinal, que o acompanha pelo mundo, que atravessa o oceano atlântico e desembarca na Europa, onde esse tipo de comportamento é repudiado.

Na Inglaterra, por exemplo, essa atitude é chamada de diving. Lá, jogador que se joga é chamado de diver (mergulhador). E na Espanha, o termo adotado é piscinero. Mas como você sabe, por ironia do destino ou do inconsciente, é no Brasil que os verdadeiros divers, os legítimos piscineros, nadam de braçada, com direito a touca de natação e tudo mais.

sexta-feira, outubro 04, 2013

A indefinição de Dunga

Vamos lá, de cabeça, sem recorrer aos sites: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Borges. Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Ramiro, Souza, Riveros e Vargas; Kleber e Barcos. Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; João Paulo, Deivid, Everton e Paulo Baier; Marcelo e Ederson. Jefferson; Edilson, Bolívar, Dória e... Júlio César tá machucado, né? Me fugiu o nome do lateral-esquerdo. Mas enfim: Gabriel, Marcelo Mattos; Lodeiro, Seedorf, Rafael Marques e Elias.

Ninguém é imune a lesões, suspensões e convocações (casos de Jefferson, Dedé, Vargas). E dentro dos jogos existem variações táticas, claro. Mas na medida do possível, em regra, estes são os times e os esquemas titulares dos membros do G4 (Cruzeiro e Botafogo jogam no 4-2-3-1, Atlético-PR no 4-4-2 em losango e o Grêmio, após uma longa sequência de partidas no 3-5-2, tem atuado no 4-4-2 em linha). Pergunte ao botafoguense mais antenado, ao gremista, ao atleticano ou ao cruzeirense e ele vai te cantar o goleiro ao ponta-esquerda.

Cito os membros do G4 porque eles estão em evidência, porém não são os únicos, ainda bem. Outras equipes, provavelmente a maioria, também têm o XI (peças e sistema) definido. Até por questões físicas e técnicas, e emocionais, uns rendendo mais, outros menos, mas na medida do possível, com o XI definido. Pergunte ao torcedor ou ao comentarista mais informado e ele te dirá. Só não seja maldoso e não pergunte ao torcedor do Internacional, pois passadas 25 rodadas, ele ainda não tem um time titular para chamar de seu. Por quê? Pergunte a Dunga.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Di María

De letra.

Bayern 2013/14, a evolução

Em time que está ganhando se mexe, e a prova viva disso é o Bayern. Se vai conquistar a tríplice coroa novamente, não sei. Só sei que já é possível afirmar que a equipe tem a cara de Guardiola. Se essa cara é mais bonita ou mais feia do que a anterior, são outros quinhentos. O fato, porém, é que o supercampeão alemão mudou.



Particularmente, penso que mudou para melhor. Esse estilo de retenção da bola, de troca de passes curtos, de compactação, de marcação lá em cima, me agrada. Contudo esse Bayern, que nesta quarta-feira deu um banho no City (confira a prancheta), consegue aliar a proposta de jogo daquele Barcelona de Pep à força do Bayern de Heynckes. Muita posse, muitos passes e muitas finalizações (várias de fora da área, inclusive, algo não tão recorrente naquele Barça).

Se o Bayern de Guardiola vai conquistar a tríplice coroa ou não, não sei. Só sei que, na minha visão, o futebol exibido nessa temporada é superior ao apresentado na passada. Tudo bem, a temporada não chegou nem na metade, é verdade. Entretanto, sem querer comparar, mas já comparando (mal comparando), o Bayern 2013/14 é uma mistura do Barcelona 2010/11 com o Bayern 2012/13. Ou seja, um senhor time! Sem dúvida, o time a ser batido.