Tava na cara. Antes mesmo da bola rolar, tava na cara que o Vasco iria brigar na parte de baixo da tabela. Esse tweet não foi à toa, publicado às vésperas da chegada de Paulo Autuori ao Gigante da Colina. Baseado principalmente no elenco, eu particularmente esperava uma campanha péssima por parte do Cruzmaltino. Já por parte do Fluminense...
Confesso jamais ter imaginado o Fluminense brigando para não cair. Lá pelas tantas, no fim de maio, até diagnostiquei a miopia em marketing no clube de Laranjeiras, a soberba de pensar que o plantel, campeão brasileiro no ano anterior, era suficiente e não precisava de reforços para 2013 (leia mais aqui). Mas cogitar um possível rebaixamento, àquela altura do campeonato, era demais, pelo menos na minha cabeça. Algumas vendas (Thiago Neves, Wellington Nem...) e lesões (Carlinhos, Fred...) e várias rodadas depois, porém, o Brasileirão mostrou que o buraco era e é mais embaixo.
Como você sabe, pelo menos um deles já caiu. Matematicamente é impossível os dois se salvarem. E a probabilidade dos dois caírem não é pequena, não. Logo, seja como for, com Vasco, com Fluminense, ou com ambos caindo para a Série B, essa temporada evidencia a seriedade que os pontos corridos demandam e aniquila as teses furadas de que camisa ganha jogo e time grande não cai.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
sábado, novembro 30, 2013
Imagina na Copa
Falcao ou Cavani? Se fosse brasileiro, qual centroavante você gostaria de ver no ataque da Seleção na Copa 2014? Vou me permitir o muro nessa.
Detalhe: ambos estão no topo da artilharia do Francês 2013/14, ao lado de Ibrahimovic, com 9 gols (o colombiano em 14 jogos pelo Monaco e o uruguaio em 13 partidas pelo PSG).
Detalhe: ambos estão no topo da artilharia do Francês 2013/14, ao lado de Ibrahimovic, com 9 gols (o colombiano em 14 jogos pelo Monaco e o uruguaio em 13 partidas pelo PSG).
sexta-feira, novembro 29, 2013
Adidas parabeniza Flamengo
A homenagem abaixo ficou demais. O problema é que, na foto da taça, no momento eternizado, o time está com a camisetinha do marketing da Adidas, e não com o chamado manto sagrado rubronegro.
Ou seja: nota dez pelo vídeo, e nota zero pela camisetinha.
Ou seja: nota dez pelo vídeo, e nota zero pela camisetinha.
O início avassalador de Giggs
Que vídeo! Todos os gols (36, sem replay) do galês pelo Manchester United entre 1990/91 e 1993/94, as quatro primeiras das vinte e quatro temporadas dele no clube. Detalhe: estreou no profissional aos 17.
Ryan Giggs completa hoje 40 anos.
Ryan Giggs completa hoje 40 anos.
quinta-feira, novembro 28, 2013
Defensores na marca do pênalti
Antes de botar Deivid a ver navios, quando Paulinho recebe a bola do Broca do Maraca, Cleberson está vigiando Elias (frame 1). O 4 do Atlético dá até uma olhadinha para conferir a distância do 8 do Flamengo (repare no vídeo). Quando Paulinho deixa Deivid na saudade e chega ao fundo, no entanto, Cleberson, que vinha corretamente acompanhando Elias, se desespera e comete o pecado da marca do pênalti (frame 2).

Ninguém marca a marca do pênalti. Tuitei isso, o gancho para esse post, inclusive. Quando a bola chega ao fundo, dominada, dentro da área, ninguém marca a marca do pênalti. Praxe. Sabedor disso, ao passo que Paulinho passa por Deivid, Elias para de avançar e fica uns três metros ao lado da marca do pênalti, à espera da assistência, livre para marcar, porque seu marcador só teve olhos pra bola e pra meta e se mandou pra pequena área. Paulinho, sabedor disso, rolou para trás com mamão, açúcar e afeto.
Veja bem, não estou pegando no pé de Cleberson, tampouco querendo pegá-lo pra cristo, muito menos pensando em tirar o mérito da jogada da equipe treinada por Jayme. É apenas um fato curioso e recorrente no Brasil e no mundo. Não é apenas uma falha tática. Vai além. Acho que tá no instinto. Quando a bola chega ao fundo da sua área, nas proximidades da meta, o jogador na defensiva sente o perigo, sente a iminente ameaça imposta pelo adversário e quer a todo custo proteger a sua meta, mantê-la intocada, pura, virgem. E, inconscientemente, se atira na frente e esquece a marca da cal.

Ninguém marca a marca do pênalti. Tuitei isso, o gancho para esse post, inclusive. Quando a bola chega ao fundo, dominada, dentro da área, ninguém marca a marca do pênalti. Praxe. Sabedor disso, ao passo que Paulinho passa por Deivid, Elias para de avançar e fica uns três metros ao lado da marca do pênalti, à espera da assistência, livre para marcar, porque seu marcador só teve olhos pra bola e pra meta e se mandou pra pequena área. Paulinho, sabedor disso, rolou para trás com mamão, açúcar e afeto.
Veja bem, não estou pegando no pé de Cleberson, tampouco querendo pegá-lo pra cristo, muito menos pensando em tirar o mérito da jogada da equipe treinada por Jayme. É apenas um fato curioso e recorrente no Brasil e no mundo. Não é apenas uma falha tática. Vai além. Acho que tá no instinto. Quando a bola chega ao fundo da sua área, nas proximidades da meta, o jogador na defensiva sente o perigo, sente a iminente ameaça imposta pelo adversário e quer a todo custo proteger a sua meta, mantê-la intocada, pura, virgem. E, inconscientemente, se atira na frente e esquece a marca da cal.
quarta-feira, novembro 27, 2013
Mais vale na mão do que voando
Se amanhã chegasse uma proposta de, sei lá, € 20 milhões por Alexandre Pato, eu não venderia (a não ser se houvesse uma necessidade de ordem financeira). É sério. Futebol não se esquece, sou adepto dessa teoria, e acredito que jogadas como a do vídeo abaixo serão mais frequentes daqui pra frente, quem sabe num time coletivamente mais ofensivo que o de 2013, dizem treinado por Mano Menezes.
Assista para refrescar a memória:
Por mais que às vezes Pato pareça avoado dentro e fora de campo (e por mais que tenha custado €15m), na minha modesta visão ele merece sim uma "segunda chance", pois é precipitado julgar e cravar o sucesso ou o fracasso dum atleta por uma temporada apenas. Claro, cada caso é um caso. Mas no caso do atacante do Corinthians, não é hora de abrir mão.
Assista para refrescar a memória:
Por mais que às vezes Pato pareça avoado dentro e fora de campo (e por mais que tenha custado €15m), na minha modesta visão ele merece sim uma "segunda chance", pois é precipitado julgar e cravar o sucesso ou o fracasso dum atleta por uma temporada apenas. Claro, cada caso é um caso. Mas no caso do atacante do Corinthians, não é hora de abrir mão.
Gol de Nilton Santos
"Foi no Mundial de 58. O Brasil estava ganhando de 1 a 0 contra a Áustria.
No começo do segundo tempo, Nilton Santos, o homem-chave da defesa brasileira, chamado de Enciclopédia pelo muito que sabia de futebol, avançou, partindo de seu campo. Abandonou a retaguarda, passou a linha central, esquivou um par de adversários e continuou seu caminho. O técnico brasileiro, Vicente Feola, corria também pela lateral do campo, mas do lado de fora. Suando em bicas, gritava:
- Volta, volta!
E Nilton, imperturbável, continuava sua corrida para a área adversária. O gordo Feola, desesperado, agarrava a cabeça, mas Nilton não passou a bola a nenhum atacante: fez toda a jogada sozinho, e culminou-a com um golaço.
Então Feola, feliz, comentou:
- Viram só? Eu não disse? Este sim, sabe!"
Texto do livro Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano, de quem sou fã assumido, mas que deixou de lado a tabelinha com Mazzola. Dê o play e confira, a partir do minuto 3:40.
A última página dessa história foi escrita nesta quarta-feira. Aos 88 anos, enfim, Nilton está entre santos.
No começo do segundo tempo, Nilton Santos, o homem-chave da defesa brasileira, chamado de Enciclopédia pelo muito que sabia de futebol, avançou, partindo de seu campo. Abandonou a retaguarda, passou a linha central, esquivou um par de adversários e continuou seu caminho. O técnico brasileiro, Vicente Feola, corria também pela lateral do campo, mas do lado de fora. Suando em bicas, gritava:
- Volta, volta!
E Nilton, imperturbável, continuava sua corrida para a área adversária. O gordo Feola, desesperado, agarrava a cabeça, mas Nilton não passou a bola a nenhum atacante: fez toda a jogada sozinho, e culminou-a com um golaço.
Então Feola, feliz, comentou:
- Viram só? Eu não disse? Este sim, sabe!"
Texto do livro Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano, de quem sou fã assumido, mas que deixou de lado a tabelinha com Mazzola. Dê o play e confira, a partir do minuto 3:40.
A última página dessa história foi escrita nesta quarta-feira. Aos 88 anos, enfim, Nilton está entre santos.
Seleção do Brasileirão
Por mais que seja um time teórico, que jamais irá jogar na prática, acho legal definir o esquema tático (escolhi o 4-2-3-1, o mais utilizado no campeonato). E faço questão de deixar clara minha convicção zero ao optar por Cícero e não D’Alessandro, confesso que foi meio no cara ou coroa. De resto, é isso.

Qual a sua?

Qual a sua?
segunda-feira, novembro 25, 2013
domingo, novembro 24, 2013
Messi, the one and only
Na minha modesta opinião, o único gênio da atualidade. Aliás, não é de hoje que adoto esse adjetivo para me referir ao melhor jogador do mundo.
sábado, novembro 23, 2013
Götze, o personagem do dia
O torcedor distorce. Frase de Armando Nogueira.

Mario Götze não foi o primeiro nem será o último a trocar de time, a mudar para o rival por uma questão financeira e/ou esportiva. Futebol é profissão. Exigir amor à camisa é o mesmo que querer transar ou fazer amor com uma puta de graça, é o mesmo que querer pegar uma carona com um taxista, e por aí vai. Dentro da legalidade, o jogador tem o direito de jogar onde bem entender, e essa escolha cabe a ele e somente a ele.
No Brasil, por exemplo, o amadorismo acabou em 1933, porque vários atletas estavam indo trabalhar em outros países da América do Sul por dinheiro. Na Alemanha eu não sei quando acabou, mas com certeza faz tempo. Portanto esse papo de Judas é uma tremenda babaquice. Uma babaquice justa que pertence ao torcedor e apenas ao torcedor.
Se o torcedor do Borussia Dortmund leva uma bandeirinha dessas para o estádio, beleza, compreensível. Bela sacada. Inteligente. Bem-humorada. Agora, quando comentaristas e veículos da imprensa, seja no site ou na rede social, começam a usar a palavra Judas, mesmo que entre aspas, como vi aos montes hoje, para se referir ao camisa 19 do Bayern, a figura muda de patamar.
Como dizia Armando Nogueira, o torcedor distorce. Muitas vezes é irracional. Entende-se. No entanto, vamos tentar usar a cabeça e deixar esse papo de Judas para os torcedores, porque quando o jornalista embarca nessa, está abraçando a hipocrisia e chutando o próprio profissionalismo para escanteio.
PS: Götze fez o primeiro gol do Bayern (imagem) na vitória por 3 a 0 sobre o Dortmund, neste sábado, na sua antiga casa, em jogo válido pela 13ª rodada da Bundesliga.

Mario Götze não foi o primeiro nem será o último a trocar de time, a mudar para o rival por uma questão financeira e/ou esportiva. Futebol é profissão. Exigir amor à camisa é o mesmo que querer transar ou fazer amor com uma puta de graça, é o mesmo que querer pegar uma carona com um taxista, e por aí vai. Dentro da legalidade, o jogador tem o direito de jogar onde bem entender, e essa escolha cabe a ele e somente a ele.
No Brasil, por exemplo, o amadorismo acabou em 1933, porque vários atletas estavam indo trabalhar em outros países da América do Sul por dinheiro. Na Alemanha eu não sei quando acabou, mas com certeza faz tempo. Portanto esse papo de Judas é uma tremenda babaquice. Uma babaquice justa que pertence ao torcedor e apenas ao torcedor.
Se o torcedor do Borussia Dortmund leva uma bandeirinha dessas para o estádio, beleza, compreensível. Bela sacada. Inteligente. Bem-humorada. Agora, quando comentaristas e veículos da imprensa, seja no site ou na rede social, começam a usar a palavra Judas, mesmo que entre aspas, como vi aos montes hoje, para se referir ao camisa 19 do Bayern, a figura muda de patamar.
Como dizia Armando Nogueira, o torcedor distorce. Muitas vezes é irracional. Entende-se. No entanto, vamos tentar usar a cabeça e deixar esse papo de Judas para os torcedores, porque quando o jornalista embarca nessa, está abraçando a hipocrisia e chutando o próprio profissionalismo para escanteio.
PS: Götze fez o primeiro gol do Bayern (imagem) na vitória por 3 a 0 sobre o Dortmund, neste sábado, na sua antiga casa, em jogo válido pela 13ª rodada da Bundesliga.
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