sexta-feira, janeiro 29, 2010

Kléber vai, Farías vem

Segundo A Bola, o atacante Farías está envolvido na negociação de Kléber.



O clube português vai pagar 5 milhões e meio de euros pelo brasileiro, e repassar 75% dos direitos econômicos do jogador argentino ao Cruzeiro, de acordo com o comunicado enviado à CMVM.

Veja aqui alguns lances de Ernesto Farías.

Texto original publicado em Goal.com/br.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Peixe ensaboado nas beiradas

É bem provável que Júnior adote o 4-3-3, com Ganso centralizado, Neymar e Robinho abertos pelas beiradas do campo, e André (ou Giovanni) na frente.

Eu optaria por Neymar na esquerda, por ser um jogador mais técnico e por ter a melhor canhota. No entanto é por ali que Robinho tem jogado, e é por ali que ele atua na Seleção.



Neste caso da prancheta, o time da Vila Belmiro terá dois pontas extremamente habilidosos. Lisos. Dois legítimos peixes ensaboados. Azar dos laterais adversários.

Outra opção tática seria o 4-4-2 com dois meias (Ganso e Marquinhos) e dois atacantes (Neymar e Robinho), sem uma referência na área.

Losango amoroso

Sem Maldonado e Williams, Andrade escalou o que o Mengão tem de melhor, no 3 a 1 sobre o Americano. o Rubro-Negro jogo com Toró na cabeça-de-área, Kleberson e Fernando de volantes, Pet na meia, e Love e Adriano no ataque.

De um lado, o 2 e o 15 formam uma bela dupla, a exemplo do 6 e do 17, do outro.



Embora volte para ocupar os espaços, geralmente pela esquerda, Love não chega a ser um ponta como era Zé Roberto. A meu ver é mais pertinente que ele atue como tem atuado, neste 4-4-2, mais próximo de Adriano e da área, pois ele tem faro de gol. O tal Império do Amor começou bem.

Se o esquema não for alterado, o time base que vai atrás do bi da Libertadores deve ser este da prancheta, com Maldonado na posição de Toró e Williams na de Fernando.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

O possível trajeto de Robinho

Segundo o inglês The Guardian (via SPORT), depois de fazer uma escala no Brasil e uma conexão na África do Sul, Robinho pretende aterrisar em Barcelona.



O interesse do clube pelo jogador é antigo, principalmente por causa da parte tática. Agora, se ele arrebentar por aqui e na Copa, seu preço deve subir, e a transação pode se complicar ou até mesmo não sair (a não ser que já haja algum pré-contrato no forno).

Efeito Copa do Mundo

Parece que a moda pegou. Agora é a vez de Anderson forçar a barra para voltar ao Brasil.



Segundo o Mirror Football, são fortes os rumores sobre o contato entre o agente do meio-campista brasileiro, Jorge Mendes, e Rodrigo Caetano, gerente de futebol do Vasco.

Pelo visto todo mundo quer jogar na pátria mãe, neste ano, para tentar conquistar um lugar na Seleção de Dunga e Jorginho.

Os clubes e os torcedores brasileiros agradecem.

De grande pra grande

A cada janela que se abre, Hernanes vê no horizonte o Velho Continente. Há tempos sem vender alguém de peso, é bem provável que o São Paulo negocie seu camisa 10.

Fala-se em Inter, Milan e outros.



Pela bola que tem, na minha opinião, o meio-campista deve escolher um time de primeiro escalão, acima de qualquer fator. Clubes intermediários não podem ser cogitados. Afinal de contas, é sua carreira que está em jogo.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Bota troca Estevam por Joel

Estevam Soares foi mandado embora depois do pneu (nome dado ao 6 x 0 no tênis) que o Botafogo levou do Vasco neste fim de semana.

Muito se criticou a direção alvi-negra sob o argumento de que, se fosse para demitir Estevam, que o fizesse na virada do ano, e não agora, no início da temporada.

Para mim o erro está lá atrás, na demissão de Ney Franco. Nunca saberemos se, com Ney, o Bota cairia ou não para a segunda divisão. Com Estavam não caiu, é verdade. Mas é verdade também que o retrospecto de 11 vitórias e 11 derrotas é pífio.

Sobre Joel Santana, suas virtudes e defeitos são conhecidas. E sua prancheta, não menos famosa, vai ter de suar, pois o elenco é o ponto fraco do clube da Estrela Solitária.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O caso Robinho

O acerto entre Manchester City e Santos parece questão de tempo. Robinho está a um passo de retornar ao seu clube de formação. Fala-se em empréstimo de seis meses, com possibilidade de extensão, caso o Peixe chegue à final da Copa do Brasil, que neste ano ocorre depois da Copa do Mundo.

Não há dúvidas de que a melhor coisa que Robinho faz é voltar ao Brasil. Aqui ele terá oportunidades e carinho. Aqui ele será titular e bajulado. Aqui ele reencontrará seu futebol.

No entanto há um contraponto nesta história toda: o profissionalismo do atleta.

Sua saída do Santos foi conturbada, sua saída do Real Madrid foi forçada, e agora no City a dose se repete. Embora no primeiro caso a situação tenha sido um pouco diferente, nos times de Madri e de Manchester, Robinho recebeu um chá de banco - merecidamente, diga-se -, e tal qual um bebê mimado, fez biquinho, ficou emburrado e pediu para sair.

Faltam a ele humildade e pé no chão para reconhecer que é preciso pensar duas vezes antes de tomar certas decisões que dizem respeito à carreira de um jogador profissional. Quem pensará duas vezes a partir de agora serão os grandes clubes da Europa, antes de contratá-lo.

Neymar e Paulo Henrique Ganso, os atuais Meninos da Vila, devem mirar-se em ídolos como o veterano Giovanni, por exemplo. Pois extra-campo Robinho não é o melhor a ser seguido.

Texto publicado em Goal.com/br.

sábado, janeiro 23, 2010

Lado direito do Barcelona faz a diferença

Não é de hoje que a equipe catalã joga no 4-3-3 com dois meias, dois pontas e um centroavante. Pelo lado esquerdo, o lateral, o meia e o ponta são Abidal, Iniesta e Henry. Pelo direito, Daniel Alves, Xavi e Messi. Para mim, este último é o melhor trio do mundo, que atua por aquela faixa do gramado.



Se Daniel Alves não é um marcador de mão cheia, defensivamente o brasileiro não compromete. No entanto é no apoio que ele se sobressai. A precisão de seus cruzamentos e a qualidade das bolas que saem do seu pé direito são invejáveis. Daniel vai bem tanto quando vem por dentro, em diagonal, quanto quando faz o corredor, até a linha de fundo.

Xavi, por sua vez, tem a visão de jogo privilegiada. Seus lançamentos são verdadeiros passes. Por essas e outras ele é o grande articulador do time, ao lado de Iniesta. E não bastasse ser um dos maestros do Barça, Xavi também cumpre o papel de finalizador. Se não chega a ser um artilheiro, vira e mexe balança a rede.

Já Messi dispensa apresentações. Na minha modesta opinião, o argentino é gênio, daqueles que aparecem de dez em dez anos. Além de driblar como ninguém, além de ser um representante nato do futebol-arte, Lionel faz gols, é decisivo e determinante. Ele consegue conciliar fantasia e eficiência. Consegue juntar o lúdico à objetividade.

Quando os três se juntam, sai de baixo. Não devem ser poucos os laterais-esquerdos, volantes e quartos-zagueiros espalhados pela Europa que têm pesadelos com eles. Que, por sinal, além de jogarem muito, são pra lá de entrosados. E esta qualidade e entrosamento ficaram nítidas na partida diante do Valladolid, neste sábado, dia 23, pelo Campeonato Espanhol: vitória por 3 a 0 com gols de Xavi, Daniel e Messi, sendo o primeiro anotado num contra-ataque envolvente, que envolveu os três diretamente.

Texto publicado em Goal.com/br.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Grêmio com Douglas

Apesar da relativa irregularidade, Douglas é um dos raros camisas 10 que existem por aí. Canhoto de alta técnica e visão de jogo, falta a ele, na minha opinião, apenas passar a entrar mais na área, aparecer mais na frente. Fora isso, é um senhor meia.

Imagino que Silas possa armar o Grêmio num 4-4-2 com Souza e Douglas na armação, e Borges e Jonas no ataque. Com o tempo William Magrão deve recuperar a titularidade e formar dupla com Adílson.



A outra opção, penso eu, seria o 4-5-1, com Douglas centralizado, Souza e Hugo abertos (Hugo, inclusive, atuava por ali, na temporada 2006, com Mano Menezes), e Borges de centroavante. Esta segunda opção, particularmente, me agrada mais.



Teorias à parte, o fato é que o treinador tricolor tem um belo material humano em mãos. Cabe a ele encontrar a melhor formação. Para mim, mais um zagueiro-central e um lateral-direito, e o elenco gremista se fortalecerá pra valer.

Diego Souza no ataque

No empate por 2 a 2 com o Grêmio Barueri, Muricy Ramalho escalou o Palmeiras num 4-4-2 com dois volantes, dois meias e dois atacantes.



Pierre e Márcio Araújo formaram a dupla de volantes, que cobria as insistentes subidas dos laterais. O camisa 5, pelo lado esquerdo, em especial.

Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier foram os articuladores, com o 10 bastante aberto pela esquerda, o que acabou configurando um quadrado assimétrico no meio-campo alvi-verde.

Na frente, Diego Souza atuou como segundo atacante, caindo pelos lados, buscando o jogo atrás, criando, finalizando e auxiliando o centroavante Robert.

É provável que esta seja a formação base do time para a temporada, com o recuo de Diego para a meia, no lugar de Deyvid, e com algumas mudanças no ataque. Contratações para este setor, aliás, são necessárias.