quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Pontos negativos e positivos do amistoso

Qualquer tipo de avaliação coletiva pode ser infiel por causa da expulsão de Hernanes. Muito merecida, por sinal. Não soube levar o chapéu na boa e apelou.



No entanto, enquanto esteve no gramado, ele e Elias deram equilíbrio ao meio-campo: mostraram poder de marcação, escoltados pelo cabeça-de-área Lucas, e criaram um volume satisfatório de jogo, seja na articulação ou na infiltração.

Renato Augusto, aberto na direita, e Robinho, livre para circular por todos os cantos, foram discretos em sua funções. Embora não tão apagados quanto Pato, que fez, na minha opinião, sua pior partida desde que Mano chegou à Seleção, mal na movimentação, nos duelos individuais e nas finalizações.

Em contrapartida, David Luiz e Daniel Alves tiveram uma exibição digna de nota. O zagueiro foi soberano nos combates, na cobertura e na saída de bola. Já o lateral-direito foi agudo nos dribles, nos avanços ousados, sem falar na segurança quando exigido lá atrás.

domingo, fevereiro 06, 2011

Di María pode pagar o pato

Özil entrou como uma luva na equipe enquanto Kaká estava no estaleiro. Surgiu até a dúvida: será que o brasileiro vai reconquistar a titularidade com facilidade?

No 4-2-3-1 merengue, os dois, em tese, disputariam a mesma vaga, a de articulador central, com Cristiano Ronaldo e Di María nas beiradas.

No entanto, na partida deste domingo, no Santiago Bernabéu, contra a Real Sociedad, Mourinho optou pelo argentino no banco e o alemão no campo. Detalhe: na ponta direita.



O desempenho dos donos da casa, pelo menos no primeiro tempo (não vi o segundo), foi excelente. Kaká, por exemplo, além de abrir o placar, cumpriu com seriedade e eficiência o papel de organizador do time.

Já Özil, apesar de, na minha visão, não ter característica de ponteiro, atuou muito bem, em especial quando se infiltrou por dentro. Mas o fato é que, com a volta do camisa 8, parece que quem corre risco é Di María, ao contrário do que eu imaginava, pois o julgava titular absoluto.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Rivaldo, livre para jogar

A melhor hora para se decifrar um sistema tático é no tiro de meta adversário. O plano da câmera se abre e o posicionamento de cada jogador fica mais nítido.

No caso do São Paulo, quando está sem a bola, a equipe se estrutura com duas linhas de quatro e dois atacantes. Já quando está com ela, Fernandinho avança em diagonal, Ilsinho sobe e Rivaldo recua para organizar o jogo.



Essa movimentação garante ao time uma variação para o 4-2-3-1, com o camisa 10 na armação, o 77 e o 12 nas beiradas e Dagoberto na frente. Só não gosto tanto de classificar o esquema como tal porque em momento algum o 25 fez o papel da chamada referência. Mas isso é o de menos.

O importante é destacar a liberdade do estreante da noite. O três oitão pôde circular por todos os cantos do campo, cair pelo lado esquerdo, recuar para criar e se infiltrar na área para finalizar. Foi contra o Linense, e provavelmente será durante a temporada, a liderança técnica do Tricolor.

E quando o Sul-Americano Sub-20 terminar, é bem possível que esta estrutura seja mantida, com Casemiro na posição de Zé Vitor e Lucas na de Ilsinho (para meu desagrado).

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Profundidade pode ser um problema no Fla

Não vi o jogo do Flamengo, mas li no blog do colega André Rocha que o esquema base utilizado foi o 4-2-3-1, ora com Thiago Neves, Vander e Ronaldinho na 'linha de três', ora com Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho.

Como disse, não vi a partida. E mesmo se tivesse visto seria prematuro querer julgar, criticar ou elogiar os jogadores e a equipe, pois trata-se apenas de uma partida.



Contudo tenho a sensação, e é apenas uma impressão, de que com essas peças essa estrutura tática irá penar para engrenar. Pelo seguinte: Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não são atacantes natos (o Ronaldinho do Barcelona, sim, mas o do Milan em diante, não).

Ou seja: é bem provável que falte profundidade ao ataque rubro-negro. Me parece que nenhum dos três tem, por característica, a agressividade, a velocidade, a verticalidade necessária para penetrar na área, servir de opção e fazer gols.

Para traçar um paralelo, depois que Taison foi embora (completavam a 'linha de três' Tinga e D'Alessandro), o Inter sofreu no setor ofensivo. Sem ele, o Colorado perdeu as jogadas agudas. Se olharmos o 4-2-3-1, sei lá, do Santos do ano passado, veremos que os ponteiros eram Neymar e Robinho, atletas bem mais incisivos. Inter de Milão e Real Madrid são outros exemplos, já que contam com Cristiano Ronaldo e Eto'o nas beiradas, jogadores que se aproximam do gol com frequência e eficiência.

O 4-2-3-1 com Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não vai dar certo no Flamengo? Não sei. Honestamente torço para que dê. Não estou querendo cravar aqui nem que sim, nem que não. Não tenho essa pretensão. Apenas imagino que, em tese, vai faltar profundidade ao time. E, em tese, quem pode ajudar nesse aspecto é Diego Maurício, que vem atuando, e muito bem, como ponta no Sul-Americano Sub-20.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Silva na ligação do City

Outro que está jogando no 4-4-2 em losango é o Manchester City. Pelo menos na partida diante do Birmingham, nesta quarta-feira, este foi o esquema tático utilizado.

Tevez e Dzeko formaram a dupla de ataque, alimentada por David Silva. Contudo o camisa 21 não chega a ser um armador típico, não é um pé pensante, é pé veloz (como Robinho no Milan, por exemplo).



O espanhol não se destaca pela visão de jogo nem pelo passe vertical. Contribui, no entanto, se deslocando com rapidez para os dois lados do campo e se apresentando na área via corredor central.

Particularmente não vejo com bons olhos jogadores com estas características atuando nesta posição. Prefiro-os na beirada. Porém entendo que não é todo clube que tem em seu elenco atletas do calibre de, sei lá, Xavi, Sneijder, Ganso.

Joia chega e diamante entra em cena

Devido à cara e rara, porém brilhante contratação de Fernando Torres, Carlo Ancelotti vai abrir mão do enraizado 4-3-3 para implantar o 4-4-2 em losango no Chelsea. Ao menos é o que tudo indica.



Em entrevista publicada nesta terça-feira no Mirror Football, o técnico italiano reconheceu a possibilidade de jogar com Drogba e Torres na frente, 'with a diamond in midfield'.

A exemplo do meu amigo André Baibich, também creio que esta seja a melhor opção, vide o post anterior. Resta apenas saber como ele montará o meio-campo e a linha defensiva. E se vai dar certo.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Torres na ponta do Chelsea?

Ainda não é oficial, mas segundo o Marca, Torres ya es del Chelsea.

Se a notícia se confirmar, podemos imaginar como Carlo Ancelotti vai armar o time com o novo contratado entre os onze.

Se mantiver o 4-3-3 com um volante e dois meias, quem deve perder a vaga é Anelka (ou Malouda). Desta forma El Niño atuaria na ponta (esquerda ou direita).



Particularmente não gosto da ideia de ver o espanhol na beirada, no entanto é apenas teoria. Na prática ele pode se sair um tremendo ponteiro, por que não?

Contudo, em tese, creio que o 4-4-2 seja a melhor alternativa, porque neste esquema Drogba e Torres, dois artilheiros natos, dividem os espaços do ataque meio a meio.



O problema desta segunda opção é a tendência a centralizar o jogo pelo corredor central. No 4-4-2 em losango Ramires e Essien (ou Malouda, com o camisa 5 na cabeça-de-área e Mikel no banco) têm de buscar as laterais, além, claro, dos próprios laterais.

Mas insisto: futebol não é ciência exata. O fato de jogar como centroavante durante a maior parte da carreira não significa que Torres não possa dar certo como ponta. É óbvio que Ancelotti vai testar as possibilidades e adotar a que julgar melhor.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Hernanes, a nova tentativa de Mano

Desde que Ganso se machucou o treinador do Brasil busca um substituto. Já testou Carlos Eduardo, Elias, Ronaldinho, e agora, penso eu, Hernanes.

Embora considere o jogador da Lazio um volante, Mano deixou claro na entrevista coletiva que o ex-são paulino atua mais adiantado na equipe italiana (que também joga no 4-2-3-1, por sinal), e que será assim que ele será utilizado.

Portanto este deve ser o time titular que enfrentará a França no dia 9 de fevereiro.



As outras opções para vestir a 10 são Jadson, que exerce essa função no Shakhtar, e Renato Augusto, uma das novidades da lista publicada nesta terça-feira.

Dito isso, particularmente as convocações de Marcelo e em especial de Breno me agradaram muito. Afinal, apesar de ter jogado na sobra num 3-5-2, ninguém é eleito o melhor zagueiro do Brasileiro (2007) aos 17 anos à toa.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Duas alternativas para o Peixe

Ainda não consegui ver nenhum jogo do Santos esse ano, não sei qual esquema tático tem sido adotado neste começo de temporada.

Contudo, baseado no elenco do Peixe, na equipe do ano passado e em outros times treinados por Adilson, imagino que não deverá fugir destas duas opções: o 4-2-3-1 e o 4-4-2 em losango.

Na primeira alternativa Elano atua na ponta direita e Neymar na esquerda. Embora tenham características distintas, nesta estrutura ambos tendem a se infiltrar por dentro quando se tem a bola, e sem ela a acompanhar os laterais adversários.



Já no 4-4-2 em losango o meio-campo fica mais recheado e consistente, com três "volantes", Ganso mais solto e Neymar com menos responsabilidade defensiva e mais liberdade para cair por todos cantos do gramado ofensivo.

Para que o jogo não se concentre pelo corredor central, Elano e Arouca têm de se apresentar com frequência também pelos lados, além, claro, dos laterais.



Tanto em um quanto no outro, evidentemente que o camisa 10 é o grande maestro, e Keirrison (Diogo?) a referência. E seja no 4-2-3-1 ou no 4-4-2, o flanco direito promete com dobradinhas dos números 2 e 8.

domingo, janeiro 23, 2011

Qual Rivaldo vem aí?

Faz tanto tempo que não vejo Rivaldo jogar que não sei o que esperar.

Que ele pode fazer a diferença no São Paulo, pode. Assim como fez Pet na campanha vencedora do Flamengo em 2009. Tenho uma tese, aliás, que diz que jogadores desta estirpe deitam e rolam no Brasil porque aqui há tempo e espaço para os craques decidirem.

No entanto não sei em qual posição Carpegiani pensa em aproveitar um dos heróis do penta, se no meio campo ou no ataque. Fosse eu o treinador, o escalaria mais na frente, por dois motivos: primeiro pela questão física, afinal Rivaldo não é nenhum moleque, e segundo, pelo crescimento e amadurecimento de Lucas.

No frigir dos ovos, foi uma boa contratação? Confesso que não tenho opinião formada e prefiro aguadar para vê-lo em campo.