Não vi o jogo do Flamengo, mas li no blog do colega
André Rocha que o esquema base utilizado foi o 4-2-3-1, ora com Thiago Neves, Vander e Ronaldinho na 'linha de três', ora com Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho.
Como disse, não vi a partida. E mesmo se tivesse visto seria prematuro querer julgar, criticar ou elogiar os jogadores e a equipe, pois trata-se apenas de uma partida.

Contudo tenho a sensação, e é apenas uma impressão, de que com essas peças essa estrutura tática irá penar para engrenar. Pelo seguinte: Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não são atacantes natos (o Ronaldinho do Barcelona, sim, mas o do Milan em diante, não).
Ou seja: é bem provável que falte profundidade ao ataque rubro-negro. Me parece que nenhum dos três tem, por característica, a agressividade, a velocidade, a verticalidade necessária para penetrar na área, servir de opção e fazer gols.
Para traçar um paralelo, depois que Taison foi embora (completavam a 'linha de três' Tinga e D'Alessandro), o Inter sofreu no setor ofensivo. Sem ele, o Colorado perdeu as jogadas agudas. Se olharmos o 4-2-3-1, sei lá, do Santos do ano passado, veremos que os ponteiros eram Neymar e Robinho, atletas bem mais incisivos. Inter de Milão e Real Madrid são outros exemplos, já que contam com Cristiano Ronaldo e Eto'o nas beiradas, jogadores que se aproximam do gol com frequência e eficiência.
O 4-2-3-1 com Thiago Neves, Bottinelli e Ronaldinho não vai dar certo no Flamengo? Não sei. Honestamente torço para que dê. Não estou querendo cravar aqui nem que sim, nem que não. Não tenho essa pretensão. Apenas imagino que, em tese, vai faltar profundidade ao time. E, em tese, quem pode ajudar nesse aspecto é Diego Maurício, que vem atuando, e muito bem, como ponta no Sul-Americano Sub-20.