quinta-feira, abril 12, 2012

Boca cala Flu no Engenhão

Taticamente, confronto espelhado no Rio. Tanto Fluminense quanto Boca Juniors atuaram no 4-4-2 em losango. Portanto os duelos individuais do meio-campo ficaram bem definidos: Edinho vs Chavez, Deco vs Erviti, Diguinho vs Ledesma e Thiago Neves vs Erbes.

Semelhança também no setor ofensivo. De um lado Santiago Silva e do outro Fred, na referência. Já na movimentação, Wellington Nem pelo lado tricolor, Cvitanich pelo lado azul e ouro. A mobilidade de Nem foi maior, porém Cvitanich levou vantagem na eficiência. Foi dele o primeiro gol xeneize.

Quanto aos laterais, nem tanta semelhança assim. Pelo contrário. Se Bruno e Carlinhos, alternadamente, avançaram com alta frequência, Clemente Rodríguez e Roncaglia foram mais contidos.



Para fugir da marcação de Erbes, imagino, Thiago Neves em regra tentou desafogar pela esquerda. Entretanto, no frigir dos ovos, foi apagada a partida do camisa 7. Chavez, o outro enganche do embate, em contrapartida, também não se descatou tanto.

Edinho, o cabeça de área do Flu, fez péssimo primeiro tempo e foi para o chuveiro no intervalo. Na vaga dele entrou Jean, que passou a ocupar o lado direito do losango, com Deco à esquerda e Diguinho recuado, centralizado, no posição do 5.

A substituição que aparentemente iria surtir efeito, não surtiu. Nesse novo posicionamento, Jean e Deco eram, na teoria, os apoiadores do time. Na prática, porém, pouco apoiaram, pouco chegaram à frente, pouco encostaram em Thiago Neves, em Wellington Nem, em Fred (Rafael Moura), nos laterais. Salvo engano, não chegaram a penetrar na área adversária na etapa final.

Mais aplicado, dedicado e concentrado, no fim das contas o Boca foi superior nos 90 minutos, construiu o 2 a 0 por merecimento e voltou a Buenos Aires com presença garantida nas oitavas de final.

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quarta-feira, abril 11, 2012

Atlético sucumbe ao Madrid

A vitória foi do Real Madrid. Quatro a um, com direito a hat-trick e golaço de Cristiano Ronaldo. Eu sei. Mas como estamos careca de saber como joga o time treinado por José Mourinho, resolvi publicar um post sobre o "primo pobre" da cidade.

No dérbi desta quarta-feira, no Vicente Calderón, a equipe de Diego Simeone tentou vender caro a derrota. E conseguiu, pelo menos até a página dois. Verdade que los blancos, no frigir dos ovos, foram muito superiores e mereceram os três pontos. Entretanto, dentro de suas limitações e da qualidade do rival, los colchoneros fizeram uma boa partida. Pelo menos até a metade do segundo tempo.



No 4-4-2 atleticano, sem a posse da bola, o brasileiro Diego fecha o lado direito do campo, alinhando-se a Gabi, Tiago e Arda. Com a bola, porém, o camisa 22 busca sempre a faixa central do gramado, para articular as jogadas. Ou seja: em nada lembra o chamado winger (ao contrário de Arda, que em vários momentos progrediu pelo corredor).

Em relação à dulpa de frente, Falcao trabalha na referência e Adrián na movimentação. O 7 busca o jogo atrás, cai pelos lados e encosta no centroavante, como manda a cartilha. Foi dele, aliás, o cruzamento para o gol de cabeça de Falcao. Já os laterais, responsáveis por Di María e Cristiano Ronaldo, foram acionados quando podiam ser.

Com a derrota para o Madrid, o Atlético se manteve na modesta 9ª colocação da Liga Espanhola, enquanto o líder merengue voltou a abrir 4 pontos de vantagem sobre o Barcelona.

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Dortmund abre bela vantagem

Alaba. Talvez foi por causa da presença dele, do inexperiente lateral-esquerdo do Bayern, que o Dortmund explorou as tramas ofensivas pelo flanco direito com mais frequência do que pelo esquerdo. Pela direita, em regra com Piszczek e Kuba (Gündogan ou Kagawa), os donos da casa construíram boas jogadas, em especial no primeiro tempo.

Pela esquerda, Schmelzer mais guardou posição do que apoiou, e Grosskreutz não buscou a linha de fundo, nem a diagonal. Cá entre nós, não foi empolgante a partida do camisa 19 nesta quarta-feira, pela 30ª rodada da Bundesliga.



Embora muitos interpretem o esquema tático adotado por Jürgen Klopp como 4-2-3-1, para mim trata-se de um 4-4-2 em linha, que pode variar para o 4-4-1-1, de acordo com o posicionamento de Kagawa. Entendo que o japonês cumpre a função do segundo atacante, que cai pelos lados, alimenta o centroavante e ajuda o meio-campo, geralmente cercando o primeiro volante, quando o oponente mantém a posse da bola na intermediária do Borussia Dortmund.

Nessa estrutura tática, enxergo no 23 um atacante de movimentação, e não um meia-armador ou meia-atacante. Ele mais flutua entre as costas dos volantes adversários e a linha de zagueiros, próximo ao centroavante, do que bate de frente com os volantes adversários.

Quanto aos wingers, foram aplicados sem a bola, em vários momentos, inclusive, dando o primeiro combate em Robben e Ribéry. Quanto a Lewandowski, trabalha como referência típica. E em relação aos "volantes", foram bastante contidos. Gündogan e Kehl pouco apareceram no apoio. Talvez por isso o jogo da equipe de amarelo se concentrou mais pelos flancos do que pela faixa central.

No fim das contas, a vitória por 1 a 0 (gol de Lewandowski) deixou o líder numa condição confortável na tabela. A oito rodadas do término, o Dortmund conta com 69 pontos, seguido pelo Bayern, o segundo colocado, com 63.

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terça-feira, abril 10, 2012

Outra cartada de Pep Guardiola

Tirar Messi da ponta direita para transformá-lo em falso 9, após a saída de Ibrahimovic rumo ao Milan, foi a maior sacada de Guardiola no comando do Barcelona. A segunda maior, para mim, foi o 3-4-3.

Pode-se pensar que a chegada de Fàbregas foi essencial para o surgimento desse "plano B". E até certo ponto, foi. Graças ao retorno do camisa 4, o técnico se viu forçado a encontrar uma estrutura diferente do tradicional 4-3-3 para encaixar o ex-capitão do Arsenal (embora Fàbregas também jogue no 4-3-3, com Iniesta na beirada).

Contudo, em regra o jogador-chave que faz o time mudar ou não de esquema é Daniel Alves. Sem ele à disposição, as chances de Guardiola escalar a equipe no 3-4-3 são sempre grandes. Com ele disponível, a probabilidade maior é o 4-3-3. Daniel Alves também joga no 3-4-3, é verdade. Mas como ponta-direita, e não fechando o lado na linha de três.

Na vitória por 4 a 0 sobre o Getafe, nesta terça-feira, no Camp Nou, sem Fàbregas e Daniel, o "plano B" entrou em vigor novamente. Dessa vez com Mascherano na sobra, Cuenca e Pedro nas pontas, Alexis centralizado e Messi na ponta superior do losango da meia-cancha.



Entre o trio de "zagueiros", Adriano e Puyol foram relativamente ativos no apoio. E quando apoiavam, alternadamente, Busquets guardava a posição. Ou seja: sempre havia três jogadores culés para dois atacantes do Getafe - quandos estes não estavam recuados.

No setor ofensivo, como de praxe no 3-4-3 de Guardiola, os ponteiros (Cuenca e Pedro) atuaram bem abertos, próximos às linhas laterais do gramado, buscando a diagonal e a linha de fundo. Essa estratégia, como gosta de ressaltar Paulo Calçade nas transmissões dos canais ESPN, distancia os membros da linha defensiva do adversário e, por conseguinte, abre espaços para o centroavante e para quem vem de trás, para quem vem do meio-campo.

E é justamente no meio-campo que está o coração do jogo azulgrená. E o cérebro. Nesta terça-feira, por exemplo, o setor foi ocupado por Busquets, Xavi, Iniesta e Messi, atletas de muita qualidade no passe - fundamento crucial para a manutenção da posse de bola. São quatro jogadores para pensar pacientemente a partida pela faixa central. E às vezes são cinco, quando Fàbregas é titular e Messi o falso 9.

A maior sacada no comando do Barcelona, para mim, foi centralizar Messi. Entretanto reconheço que esse 3-4-3 retirado da cartola de Guardiola merece menção honrosa. Por originar, insistir e desenvolver a ideia, mais uma vez Pep merece palmas.

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quinta-feira, abril 05, 2012

Pato pode "ajudar" Giuliano

Problema à vista para Mano. O site do Fox Sports reproduziu a notícia publicada na Gazzetta dello Sport, revelando o seguinte: Pato não joga mais nesta temporada. Logo, o camisa 7 do Milan está praticamente fora dos Jogos Olímpicos. E por conseguinte, abre-se uma vaga na lista dos 18 atletas que vão para Londres.

Na lista dos 52, divulgada há três semanas, existem apenas dois centroavantes de ofício, além de Pato e Damião: André e Willian José. Portanto se o treinador optar por levar dois noves, o reserva imediato de Damião deve ser ou o jogador do Atlético-MG, ou o do São Paulo.

Contudo, há outra possibilidade: deixar Damião sem reserva. Em entrevista ao Arena SporTV esses dias, aliás, Mano chegou a cogitar essa alternativa, justamente quando o assunto na roda era Alexandre Pato e suas lesões. Lembro-me que o técnico disse que a seleção olímpica poderia jogar sem o homem de referência, no 4-4-2, com dois atacantes de movimentação.

Ou seja: caso Damião se machuque no torneio, ou até mesmo por opção do treinador em função das características de um ou outro adversário, o Brasil poderia atuar com Neymar e Lucas na frente, meio abertos, com um losango no meio-campo. Para isso, porém, como explicou Mano no Arena, seria preciso um enganche - o cara da ponta de cima do losango - que chegue bem à frente, que encoste bem nos atacantes, que entre na área e finalize.

Convenhamos, Ganso não é esse jogador. Ganso é mais Gerson do que Zico. É mais lançador do que condutor. Por essas e outras, por causa da situação do Pato, do número limitado de jogadores inscritos (dezoito), e por causa do estilo de jogo do Ganso, imagino que um nome que anda meio sumido dos noticiários vai acabar ganhando força: Giuliano. Pelo seguinte: além de poder jogar nas três posições da chamada "linha de três" do 4-2-3-1 (polivalência é essencial nessas circunstâncias), o ex-Colorado pode ser o cara ideal para atuar como enganche no 4-4-2 em losango. Porque, pelo menos na minha visão, Giuliano é mais agudo que Ganso, que Oscar, que Coutinho... E que Ronaldinho, evidentemente.

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Jogaço e justiça no Beira-Rio

Merece destaque o elenco colorado. Mesmo sem D'Alessandro, Oscar e Guiñazu - a espinha dorsal do time treinado por Dorival - os donos da casa complicaram a vida do atual campeão do torneio. Sandro Silva, Tinga e Dátolo entraram nas vagas dos ditos titulares, e deram conta do recado. Mais que isso. Sandro Silva e Tinga, em especial, jogaram o fino. Claro que Guiñazu, Oscar e D'Alessandro fizeram falta. Mas seus substitutos foram exemplares, o que mostra a força do plantel.

O primeiro tempo do Internacional foi memorável. Anulou o Peixe completamente (exceção feita a um contra-ataque que culminou na finalização de Ibson e na defesaça de Muriel), e ainda criou boas chances de gol - além do tento anotado por Nei em cobrança de falta. Em função da distribuição tática das equipes e do posicionamento do craque da Vila, o trio Sandro Silva, Nei e Rodrigo Moledo foram os responsáveis por parar Neymar. E até certo ponto, até a página dois ou três, eles conseguiram. Não por acaso os três cartões amarelos do Inter no jogo foram para Sandro Silva, Nei e Moledo.



No segundo tempo, porém, naturalmente o Colorado cansou, devido à ferrenha marcação exercida na primeira etapa. Proporcionalmente, aos poucos os visitantes foram crescendo nos 45 minutos finais, enquanto os mandantes foram perdendo o fôlego. E aos poucos, o Santos foi construindo oportunidades de gol. Uma. Duas. Três. Mas foi parando em Muriel. Nem Neymar, nem Borges, nem Ibson conseguiram. Até a entrada de Alan Kardec (na vaga de Fucile!), que em seu primeiro lance testou para o fundo da rede. "Você é o cara!", pensou Muricy consigo mesmo assim que saiu o empate.

No frigir dos ovos, o Beira-Rio foi palco de um belo espetáculo. Se não foi o maior show da Terra, foi rico em emoção e proporcionou grandes jogadas, coletivas e individuais. Agora, com o justo 1 a 1 no placar, o Santos se mantém na liderança do Grupo 1 com 10 pontos, seguido pelo Inter, com 8. The Strongest tem 7, e um jogo a menos (enfrenta o café com leite do Juan Aurich fora de casa nessa quinta-feira). Na última rodada, no dia 19 de abril, o Peixe recebe o time boliviano e o Colorado visita o peruano.

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quarta-feira, abril 04, 2012

Luxa cauteloso no Ipatingão

Luxemburgo resgatou o 3-5-2 na partida diante do Ipatinga, nesta quarta-feira, em Minas Gerais, pela 2ª fase da Copa do Brasil. Bastante difundido pelo país em meados dos anos 2000, esse esquema caiu em desuso por aqui, para nossa alegria.

O tempo real do globoesporte.com, antes da bola rolar, reproduziu a explicação do treinador pela opção: "Ficamos muito desfalcados, o Werley vem para jogar, mas não está 100%. Vamos proteger mais. Não é o que eu gosto de fazer. Mas Copa do Brasil não permite erros. Vou jogar de acordo com as circunstâncias".

Portanto está claro que Luxemburgo escolheu essa formação por necessidade. Só entendo, porém, que as peças poderiam ter sido diferentes. No miolo da meia-cancha, por exemplo, a criação ficou sob responsabilidade de Souza e Léo Gago - ótimos jogadores, contudo não para exercerem essa função.



O resultado foi a exploração das jogadas pelos flancos, com Gabriel e Julio Cesar, e o retorno de Bertoglio (e até André Lima) ao meio-campo para buscar a redonda. Só para registro, Marcelo Moreno sentiu aos vinte e poucos do primeiro tempo e foi substituído pelo camisa 99.

Como disse o técnico tricolor, a Copa do Brasil não permite erros. Entretanto penso que Luxa foi cauteloso demais. Apesar da fase, poderia ter iniciado com Marquinhos entre os onze, na vaga de Souza, Léo Gago, ou até mesmo Fernando. Apesar da fase, Marquinhos tem mais qualidade no passe e no cadenciamento - noves fora a experiência.

Ou poderia ter atuado no 4-4-2 mesmo, com Bertoglio de enganche, na ponta de um losango, somado a Fernando, Souza e Léo Gago. E na frente, Marcelo Moreno e André Lima. Ou Marcelo Moreno e Leandro.

No fim das contas, poucas chances foram criadas, para os dois lados (embora, justiça seja feita, os visitantes pressionaram nos minutos finais e quase chegaram ao segundo gol com direito a bola na trave e tudo mais). Somente graças ao arremate de Léo Gago de fora da área, aos 27 da segunda etapa, o Grêmio voltou para Porto Alegre com a vitória por 1 a 0, não evitando assim o confronto de volta, no dia 11, quarta-feira que vem.

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terça-feira, abril 03, 2012

Lanús cresce com inversão

Na partida diante do Olimpia, nesta terça-feira, o técnico Gabriel Schurrer escalou o Lanús no 4-2-3-1, com o canhoto Regueiro e o destro Valeri pelas beiradas, o veterano Camoranesi por dentro, e Pavone na referência do ataque.

Entre os volantes, Fritzler fez o papel de primeiro e Pizarro o de segundo, chegando mais à frente e qualificando a saída de bola com passes até de longa distância. Já entre os laterais, Balbi foi mais ofensivo que Araujo, embora ainda contido. Foi do camisa 3, aliás, o cruzamento para o segundo gol dos donos da casa, marcado por Camoranesi - que, por sinal, até o momento do gol, estava sumido. Até então as ações ofensivas foram tramadas por Pizarro, Regueiro, Valeri e Pavone.



Em vários momentos Regueiro e Valeri inverteram os lados, mas em regra, no primeiro tempo, o posicionamento foi esse: canhoto na esquerda, destro na direita, como na prancheta acima. A diferença é que o 10 buscou mais a diagonal, a faixa central, e se aproximou mais do centroavante do que o 23.

Na etapa final, no entanto, Regueiro atuou de vez aberto na direita, com Valeri na esquerda. Por ali, na ponta direita, o 10 deitou e rolou. Inclusive deixou o dele, o quarto, num belo tapa de canhota no canto oposto do goleiro. Com essa formação (Regueiro na direita) os anfitriões aumentaram o volume de jogo e mataram o oponente nas oportunidades que foram criadas. E não foram poucas.

Com a vitória por 6 a 0 (Valeri e Romero também marcaram), o clube hermano se manteve na liderança do Grupo 2, com 10 pontos. E na última rodada, no dia 12, quinta-feira que vem, o líder visita o Flamengo no Engenhão.

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Barça vs Milan, sem surpresas

Não acho nenhum absurdo a marcação do segundo pênalti - que, para mim, não existiu. Contudo a classificação do Barcelona vai além da discussão envolvendo a arbitragem do jogo desta terça-feira, no Camp Nou. No frigir dos ovos, nos 180 minutos, a equipe de Guardiola foi superior à de Allegri, e avançou à semifinal justa e merecidamente. Aliás, é a primeira vez que um clube chega à semifinal da Champions League em cinco temporadas seguidas.

Postado no 3-4-3, com Fàbregas na vaga de Keita, e Daniel Alves e Cuenca nas pontas, o Barça manteve a posse da bola, como era de se imaginar, e dominou do começo ao fim. Só não foi tanto "ataque contra defesa" quanto eu esperava. De certa forma, os milanistas me surpreenderam, criaram chances e chegaram a balançar a rede culé. Mas as duas penalidades convertidas por Messi na primeira etapa encaminharam o triunfo azulgrená.



Após anotar o segundo tento, Guardiola voltou ao 4-3-3, com Daniel Alves e Puyol nas laterais, Cuenca e Iniesta nas beiradas e Messi na dele, de falso 9. Já o Milan foi fiel ao seu 4-4-2 em losango, que eventualmente variava para o 4-4-2 em linha em função do controle exercido pelos donos da casa próximo à área rossoneri.

Não houve surpresa. Passou o melhor elenco, o melhor time, o melhor treinador. Os rubronegros poderiam sim ter passado, pois trata-se de futebol em sua fase mata-mata. Porém, como vem acontecendo de uns tempos para cá, esse Barcelona chuta para escanteio a máxima que diz que futebol é uma caixinha de surpresas. Com esse Barcelona em campo, esse ditado perde seu sentido.

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segunda-feira, abril 02, 2012

Jogo do ano: ataque contra defesa?

A estratégia foi a mesma no confronto de ida: fechar-se com duas linhas de quatro, bem próximas uma da outra, e sair no contra-ataque puxado pela dupla de atacantes e Boateng. A diferença é que na semana passada, no San Siro, nos 10, 15 minutos iniciais, o Milan adiantou a equipe e marcou por pressão - coisa que não deve ocorrer no Camp Nou. Pode acontecer, mas acho difícil.

Portanto o panorama não foge disso: Barcelona dominando a posse de bola, trocando passes curtos, pacientes, à espera da hora certa para o passe vertical, aquele que deixa o companheiro na cara do gol. Devido à aplicação tática e à força física dos rubronegros, porém, esse passe não deve ser completado com tanta frenquência.



Os milanistas, em contrapartida, devem ter na ligação direta para Robinho e Ibrahimovic sua principal arma (Pato, bem provável, fica no banco). A retomada da bola e o lançamento aos atacantes, ou para quem melhor estiver posicionado no momento, devem ser as orientações de Allegri.

Lembre-se: o 0 a 0 leva à prorrogação. O empate com gols classifica o Milan. E ao Barcelona só interessa a vitória nos 90 minutos. Ou seja: podemos esperar um jogo de ataque contra defesa, pelo menos até sair o primeiro gol azulgrená - se ele sair. Caso os rossoneri balancem a rede primeiro, a estratégia deve ser matida: fechar-se com duas linhas de quatro, marcar por zona e sair no contra-ataque.

Teorias à parte, a pelota rola na prática nesta terça-feira, às 15h45, horário de Brasília, pela segunda perna das quartas de final da Champions League. E não é exagero nenhum afirmar que trata-se do jogo mais importante do ano. Pelo contrário.

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domingo, abril 01, 2012

Ofensividade máxima no Madrid

Cristiano Ronaldo, Benzema e Higuaín somam 99 gols na temporada 2011/2012, até o momento. Só o português possui 47 deles (37 feitos na Liga BBVA, onde o argentino tem 20 gols, e o francês 17).



Até pouco tempo atrás eles raramente jogavam juntos. Benzema e Higuaín disputavam a mesma posição, a de referência do ataque do 4-2-3-1 de José Mourinho. Era assim desde a temporada passada, e desde lá Karim levava vantagem.

Já o camisa 7 desde sempre foi, e é, o dono da ponta esquerda. A faixa central era, e acho que ainda é, de Özil. E a beirada direita era, até se machucar, de Di María. Quanto a Kaká, era, e acho que ainda é, banco.

O argentino sempre foi o dono da ponta direita - embora já tenha sido escalado por dentro nessa temporada. Também jogou por ali Callejón. Depois da lesão de Di María, todavia, Özil naturalmente pintou como nome forte para assumir a beirada destra do campo, com Kaká centralizado. Mas ultimamente quem tem atuado como ponteiro é Benzema. Foi assim no jogo contra a Real Sociedad, dia 24 de março, e foi assim na goleada sobre o Osasuna, neste sábado.

Di María está voltando, deve ser titular contra o APOEL na quarta-feira, porque o confronto está decidido. Contudo as partidas mais recentes mostraram que Cristiano Ronaldo, Benzema e Higuaín podem, e talvez devem, jogar juntos, seja com Kaká ou Özil por dentro. Para isso, porém, alguém irá sobrar (o que é normal devido à qualidade do elenco merengue). De qualquer forma, se Di María não renovar com o Real Madrid, Mourinho tem adaptado à posição Benzema (além de Özil, Callejón, e até mesmo Higuaín, que envetualmente inverte com o 9).

Quanto a Kaká, creio que seguirá reserva, pois parece que Mourinho aprovou jogar com três atacantes de ofício no seu 4-2-3-1. A briga do brasileiro ainda segue sendo, portanto, com Özil. E o alemão ainda segue com alguns pontos à frente no conceito do técnico.

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