segunda-feira, março 01, 2010

Messi supera Ronaldinho no Espanhol

Deu no SPORT: Messi já tem mais gols que Ronaldinho no Campeonato Espanhol. O argentino chegou à marca de 71 gols em 130 jogos, enquanto o brasileiro sustenta 70 em 145.



Outro fator que valoriza os números do atual camisa 10 é o pênalti. Ele anotou 8 tentos, ao passo que o ex-10 balançou a rede 22 vezes em penalidades máximas.

A média de Messi na Liga é de 0,54 gols por jogo. Nada mal para um ponta de 22 anos.

Craque da Vila decide

Alguém ainda tem dúvida que trata-se de um craque? Eu não. Na verdade, nunca tive.

Não bastasse ter a visão de jogo, a habilidade e a técnica que tem, Neymar ainda é decisivo. Se no ano passado foi cobrado por sumir nos clássicos, nesta temporada a jovem joia tem mostrado a que veio.



Aos 18 anos, Neymar soma 8 gols no Paulistão e conta com um repertório invejável de jogadas imprevisíveis, como poucos no mundo. Marcos e cia redobrem a atenção, pois o duelo contra o Palmeiras é daqui a duas semanas.

Sei que Wagner Ribeiro, seu empresário, o quer no Real Madrid. Mas que ele se encaixaria perfeitamente na ponta esquerda do Barcelona, o clube do futebol-arte objetivo, se encaixaria.

sábado, fevereiro 27, 2010

Pré-jogo do clássico paulista

Se Mano mantiver o time do jogo diante do Racing, e se Júnior escalar Marquinhos na vaga de Robinho, é provável que o clássico fique espelhado taticamente: 4-4-2 em quadrado x 4-4-2 em quadrado.

A diferença é que Jorge Henrique e Tcheco costumam fechar os lados do campo quando a equipe está sem a bola, ao contrário de Ganso e Marquinhos. Sem a bola, o Corinthians se posiciona com duas linhas de quatro.

Apesar disso, os enfrentamentos individuas do meio-campo serão, possivelmente, formados por Wesley e Jorge Henrique, Arouca e Tcheco, Ganso e Elias, e Marquinhos e Ralf.



Penso que os laterais Léo e Alessandro pouco apoiarão o ataque, porque é plausível que os atacantes de movimentação adversários, De Federico (Dentinho) e Neymar, caiam em demasia por ali.

Já no setor do meio, vejo o Timão com maior poder de marcação. Imagino que os camisas 8 e 23 vão espreitar Arouca e Wesley com mais eficiência que Ganso e Marquinhos farão junto a Elias e Ralf.

Tentativa de presságio à parte, a bola rola a partir das 17h, horário de Brasília, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Paulistão.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Wolfsburg segue na Liga Europa

Com gols de Dzeko, Ángel López (contra), Gentner e Grafite, o Wolfsburg bateu o Villarreal por 4 a 1 nesta quinta-feira, em casa, e se classificou às oitavas de final da Liga Europa. No jogo de ida as equipes empataram por 2 a 2.

O time alemão joga no 4-4-2 em losango, com Josué na cabeça-de-área e Misimovic de ponta-de-lança, o grande articulador da esquadra. Todavia os vértices laterais, constituídos por Gentner e Riether, ocasionalmente aparecem mais abertos e adiantados. São eles os encarregados em progerdir pelos lados do campo - além dos laterais.



Na frente não há um centroavante, um atacante que jogue centralizado. No ataque o bósnio Dzeko e o brasileiro Grafite dividem os espaços meio a meio. Quando um cai pelo canto, o outro está na área. E vice-versa. E lá atrás, o capitão Josué é o responsável em cobrir as duas bandas.

As partidas das oitavas serão realizadas nos dias 11 e 18 de março, e os Lobos terão pela frente o russo Rubin Kazan.

Nike lança uniformes para a Copa

Em pé: Estados Unidos, Holanda, Brasil, Coreia do Sul e Nova Zelândia.



Agachados: Portugal, Austrália, Eslovênia e Sérvia.

Arma não tão secreta

O homem-surpresa do Corinthians não será mais tão surpresa assim para o resto da América. Afinal, não é todo dia que um meio-campista defensivo marca dois gols.

Quando Elias vem de trás é complicado segurar, já que, em regra, os meias não marcam os volantes como os volantes marcam os meias. Com Tcheco guardando a posição, o camisa 7 tem liberdade para se apresentar no ataque, a tabelas à frente da área. Embora manjada, é difícil parar esta jogada.



Além de Tcheco e Elias, o curinga Jucilei, meio-campista de origem, entrou na lateral direita e foi muito bem. Poucos elencos têm jogadores com a polivalência e a eficiência do jovem de 21 anos.

E Ronaldo, apesar de não ter deixado o dele, promoveu lances do bom e velho Ronaldo. O que foram as canetas aplicadas no meio-campo? E os dribles na entrada da área no finzinho da partida? (Vídeo.) Não adianta: craque é craque, não importa a idade. Nem o peso.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Gol de Ronaldo na Libertadores

Golaço, por sinal. Em cima do Boca, no Mineirão, em 1994:

Xerifão nota 10

Nunca tinha visto um zagueiro ganhar todas. Mas no 2 a 1 da Inter sobre o Chelsea, Lúcio não perdeu uma divididazinha sequer.

Sem exageros, no jogo desta quarta, Lúcio foi perfeito, tanto nos desarmes quanto na cobertura.



Demichelis e Van Buyten juntos não dão a perna esquerda do capitão da Seleção. Não é mesmo, Van Gaal?

Provável Mengão da estreia

Como antecipou Andrade no Bem, Amigos!, Fabrício será o quarto-zagueiro e Vinícius Pacheco o ponta-de-lança do Flamengo, na estreia da Libertadores, diante do Universidad Católica.

O cabeça-de-área Toró será o responsável em cobrir os dois lados da defesa, principalmente quando os volantes Willians e Kleberson se mandarem para o ataque. As subidas dos camisas 15, pela esquerda, e 8, pela direita, são frequentes e necessárias, para apoiar Vinícius Pacheco e o Império do Amor.



Pode ocorrer, dependendo da exigência do jogo, de Vágner Love voltar para fechar o lado esquerdo do campo, quando o time estiver sem a bola - papel que Zé Roberto desempenhava muito bem.

Os avanços de Léo Moura e Juan também devem acontecer em boa quantidade, porém, não ao mesmo tempo. Quando um sobe, o outro fica. Por um lado, o 2 joga com Willians. Pelo outro, o 6 e Kleberson devem tramar as jogadas - sem falar em Adriano e Love, quem sabem atuar longe da área.

E Vinícius, que também pode cair pelos flancos, possivelmente ficará mais centralizado para verticalizar o jogo, para penetrar na área e finalizar.

Teorias à parte, a bola rola na prática a partir das 21h50, horário de Brasília, no Maracanã.

As opções táticas do Corinthians

Mano antecipou a escalação do Corinthians no último Bem, Amigos!, mas deixou uma dúvida no ar: Iarley ou De Federico?

Pelos treinamentos realizados nesta terça-feira, ao que parece, o argentino começa entre os onze. Se assim for, o Timão tem duas possibilidades táticas. A primeira com Jorge Henrique na posição/função de Danilo, a meia esquerda.

Desta forma, sem a bola, os camisas 23 e 8 fecham os lados do campo e compõem uma linha com Ralf e Elias. Geralmente é isso que acontece. Só não sei se assim será contra o fraco Racing (URU) no Pacaembu.



A segunda opção, que remete ao 4-3-3 do ano passado, tem JH e De Federico abertos pelas beiradas, e Tcheco centralizado. Só não sei se Mano pensa em pontas de pé opostos (canhoto na direita e destro na esquerda) ou não. Particularmente, prefiro os pés opostos.

Neste esquema, Iarley não tem espaço, é o reserva do Ronaldo:



Seja como for, se entrar com De Federico, o Timão pode variar taticamente na partida sem precisar recorrer ao banco. Esta capacidade de modificar o plano tático com as peças que se tem em campo é um ponto forte do alvi-negro paulista.

No mais, até pela fragilidade do adversário, e pelo fator casa, o Corinthians não deve ter problemas na estreia da Libertadores, que ocorre a partir das 21h50, horário de Brasília.

Precaução desproporcional no Inter

A exemplo do São Paulo, o Inter é o outro representante do Brasil na Libertadores que joga com três zagueiros. Nesta terça, diante do Emelec, no Beira-Rio, Bolivar, Sorondo e Danilo comporam a trinca defensiva.

No entanto, engana-se quem pensa que eles ficam plantados. É comum - ou foi comum, pelo menos neste confronto - ver os camisas 2 e 13 se mandando pelos flancos do campo para tramar as jogadas com os alas.

Os alas, aliás, foram bastante acionados, principalmente Nei, pois, imagino, Fossati identificou o mapa da mina no lado esquerdo da defesa equatoriana, por onde atua o zagueiro Mina. Foi por ali que Edu e o 2 insistentemente apareciam.



Apesar das investidas de Bolívar, em tese o Inter tinha cinco homens de marcação (três zagueiros e dois volantes de baixo poder criativo), o que, a meu ver, foi um excesso de precaução, já que os visitantes jogavam com praticamente uma linha de cinco lá atrás (três na zaga, mais os laterais que ficavam bem recuados). Resultado: o Inter atacava com pouca gente.

Na segunda etapa, com o placar já registrando 1 a 1 e com o jogo ainda travado, o treinador colorado colocou Taison no lugar de Nei. Danilo foi para a lateral direita, Bolívar para a zaga central, e Taison e Edu abriram nas pontas.

Mais tarde, aos 30 minutos, Walter entrou na vaga de Edu, na mesma posição, e aos 35, Giuliano foi substituído por Andrezinho. Que entrou para mudar o jogo. Foi do pé dele que saiu o passe vital que culminou no gol da vitória, o da virada, no finzinho do duelo. Detalhe: o passe primoroso de Andrezinho ocorreu pela faixa central do gramado, e não pelos lados, por onde o Colorado tanto insistiu durante boa parte da partida.