terça-feira, julho 24, 2012

Andrezinho pede carona

Duas boas novas para o Botafogo. A primeira é que o camisa 17 deve estender o contrato e permanecer no clube. A outra é que ele treinou entre os titulares nesta terça-feira. Quem perdeu a posição em relação à partida contra o Grêmio foi Fellype Gabriel. Só não sei se Oswaldo de Oliveira mudou o esquema tático ou manteve o 4-2-3-1.



A tendência é que Andrezinho jogue aberto na esquerda, com o canhoto Vitor Júnior na direita e Elkeson na frente, dando bastante mobilidade à referência. Não acredito que o treinador abrirá mão de atuar com dois homens pelas beiradas. Quanto à manutenção da estrutura, porém, não tenho tanta certeza.

Nitidamente desconfortável numa faixa alta e central do campo, Seedorf foi o armador central do 4-2-3-1 alvinegro no domingo. E por ali não rendeu nem deve render o que pode. Não é muito a dele exercer essa dupla função de armar e também se apresentar na área, enconstar no centroavante, arrematar. A dele é mais armar. Em sua última temporada no Milan, inclusive, no 4-4-2 em losango de Allegri, ele era o apoiador pelo lado esquerdo. Veja aqui.

Em tese as duas buchas que Oswaldo tem para resolver são encontrar o posicionamento dito ideal de Seedorf, e encaixar Andrezinho numa das pontas (a esquerda). Não descartaria a possibilidade de um 4-4-2 em losango semelhante ao do Milan, com Andrezinho de enganche e Elkeson e Vitor Júnior no ataque. Contudo, como disse, não creio que o técnico irá abrir mão de jogar com dois atletas fechando os flancos sem a bola. Logo, parece-me que a alternativa indicada seja o 4-3-3.



Na teoria Andrezinho não é jogador de beirada. Tanto é que, se for mesmo escalado por ali, deve se agrupar à faixa central quando a equipe possui a bola. Deve auxiliar Seedorf na criação, sem abdicar de se infiltrar na área, de se aproximar do nove, de tabelar, finalizar, etc. E sem a posse, deve preencher o corredor lateral. Na prática, pode dar certo.

Resta-nos aguardar para ver qual Botafogo se apresenta no clássico com o Vasco, nesta quarta-feira: Andrezinho aberto num 4-3-3 com Seedorf na meia esquerda, Andrezinho aberto num 4-2-3-1 com Seedorf centralizado, ou Andrezinho na conexão dum 4-4-2 em losango. Ou em alguma outra opção aqui não citada.

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segunda-feira, julho 23, 2012

Talento para inglês ver

Um é especulação, outro é informação, e o outro é fato consumado. Oscar vai assinar com o Chelsea na sexta-feira, está em todos os sites. Alex Ferguson admite interesse do Manchester United em Lucas mas nega acordo. E Ganso, ele mesmo, é cotado na rota do Arsenal.

A oferta pelo são-paulino seria de € 33 milhões. A pelo colorado gira em torno de € 32 milhões. E a pelo santista (esse mais no campo do especulação do que qualquer outra coisa) poderia chegar a € 30 milhões.

Insisto: a única transação aparentemente concretizada é a de Oscar. Lucas e, mais ainda Ganso, não têm, em princípio, nada solidificado. Contudo, caso as três transferências se confirmem, a Premier League seria mais verde e amarela do que nunca (não sei se em quantidade de atletas, mas com certeza em talento).



Entre eles, talvez quem poderia ter mais dificuldades de se adaptar ao futebol inglês seria Paulo Henrique Ganso. Como disse Oscar em entrevista coletiva nesta semana, "Eu não digo que sou o camisa 10 clássico, mas um moderno. Hoje você tem que marcar, não pode parar de correr um minuto." Convenhamos, Ganso não se destaca pela sua participação sem a bola. No entanto ele pode, e deve, mudar.

Claro que é muito prematuro projetar as equipes, primeiro porque as trocas entre os clubes não foram feitas ou sequer cogitadas (Ganso, por exemplo), e segundo porque os elencos não estão fechados, a janela europeia só se fecha no final de agosto. Mas só para não perder o gancho, no habitual 4-2-3-1 de Arsène Wenger, o camisa 10 do Peixe entraria na dele, a faixa central, entre os ponteiros Walcott e Arshavin (ou Rosicky).

Já o 7 do São Paulo ocuparia, ou melhor, brigaria pela vaga do flanco direito do provável, ou possível, 4-4-1-1 do United 2012/2013. Com Rooney na referência e Kagawa mais atrás, Lucas teria tudo para ser o right-winger, com Nani ou Young (e Valencia?) na outra beirada, e Carrick e Scholes (Giggs, Anderson?) por dentro. Ferguson pode também jogar no 4-4-2 com Rooney e Welbeck/Chicharito no setor ofensvio, mas indepentende disso, a disputa do brasileiro seria pela extrema direita, com totais condições de sucesso.

Quanto a Oscar, o único que sabemos estar de fato indo para o Chelsea, Di Matteo deve escalá-lo, caso seja titular (tem bola para isso), assim como Ganso no Arsenal, pela faixa central do 4-2-3-1 azul. Se Mikel e Lampard forem mesmo os volantes, a exemplo da temporada passada, a alternativa mais previsível é Ramires na direita, Mata na esquerda e Torres na frente. Todavia há Hazard, 21 anos, grande reforço vindo do Lille. São, portanto, em tese, três vagas para quatro ou cinco candidatos.

Reconhecida pela maioria da crônica esportiva como o principal campeonato nacional do planeta, a Premier League podeira ficar ainda mais atrativa, ao menos para nós brasileiros, com as chegadas das principais joias do nosso futebol (depois de Neymar). Obviamente o Brasil (o país) iria perder com isso. Em contrapartida o Brasil (a seleção) iria ganhar, além dos próprios jogadores e suas naturais evoluções.

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sexta-feira, julho 20, 2012

Planos A e B do Brasil

Para minha surpresa, a seleção olímpica jogou com Neymar pela faixa central, no primeiro tempo do amistoso contra a Grã-Bretanha, nesta sexta, em Middlesbrough. A movimentação do camisa 11, aliada ao comportamento dos extremos, permite a interpretação do 4-4-2 em linha.

Curiosamente, Oscar e Hulk foram os atletas das beiradas. Houve a inversão de lado entre eles ao longo do confronto, contudo na maior parte do tempo o 10 atuou pela direita e o 12 pela esquerda. É verdade que, com a bola, o colorado aparece por dentro para se aproximar dos outros. Sem ela, porém, fecha o flanco do campo.



Confesso uma certa relutância em relação a essa distribuição no começo da partida, mas depois me dei conta que pode se tratar de uma variação, um plano B, algo essencial num time de futebol.

Digo plano B porque parece-me claro que o A é o 4-2-3-1. A impressão que tenho é que Mano utilizou esses últimos amistosos para testar variações táticas. Posso estar escrevendo uma tremenda bobagem, todavia entendo que esse 4-4-2, com Neymar pelo centro, é a alternativa imediata ao 4-2-3-1.

Tanto é que na segunda etapa contra os anfitriões das Olimpíadas, o esquema que interpreto titular voltou ao gramado, com Ganso pela faixa central, Lucas aberto à direita, Neymar na dele, aberto à esquerda, e Pato mais avançado.



Complicado avaliar a diferença dos dois no mesmo jogo, até porque quando Ganso, Lucas e Pato entraram o duelo já estava definido, e muitas alterações pelo lado britânico já haviam sido feitas. Que o desempenho individual e coletivo dos três foi satisfatório, foi, no entanto, como disse, é difícil uma avaliação mais fiel.

O saldo que tiro deste jogo é a solidificação de um plano B. As I said, posso estar enganado. Quem sabe o 4-4-2 em linha seja o plano A do treinador. Mas na estreia diante do Egito, dia 26, imagino que Oscar será o armador, e Hulk e Neymar os ponteiros do 4-2-3-1.

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quinta-feira, julho 19, 2012

Feliz 2013, Peixe!

A atuação de Douglas e o atropelamento do Corinthians sobre o Flamengo em pleno Rio de Janeiro são dignos de nota. A vitória incontestável do Vasco de Juninho sobre o São Paulo em pleno Morumbi também - assim como os três pontos somados pelo líder Atlético em cima do Internacional. O que mais me chamou a atenção na noite desta quarta-feira, no entanto, foi o Santos.

A cada dia fica evidente o mau trabalho realizado pela diretoria no que diz respeito à manutenção ou encorporação do elenco. As perdas de Ibson, Elano e Borges, para mim, são sintomáticas. Apesar da fase por qual passaram nos últimos meses de Vila Belmiro, são jogadores eficientes e experientes (sem falar em Alan Kardec).

Se Ganso deixar o Peixe, como parece, o Santos será mais do que nunca Neymar Futebol Clube. Aliás, caso Ganso saia e não chegue ninguém de grosso calibre, esse será o pior time com o qual Neymar já jogou. As equipes de 2010 e 2011 são muito superiores à de hoje (caso Ganso saia).

A urgência é por um centroavante. Fala-se em Rafael Moura. Embora não seja o 9 dos sonhos, seria uma boa. Mas ainda assim, é pouco. Neymar é craque mas não é Pelé. Não bastasse os desfalques por cerca de oito rodadas por causa das Olimpíadas, Neymar não joga sozinho. Futebol é coletivo. E com esse plantel (sem Ganso), o Alvinegro já pode pensar em 2013. Cair para a Série B, o Santos não vai. Óbvio. O planejamento, porém, já pode se voltar para a Copa do Brasil e para o possível tretacampeonato paulista.

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terça-feira, julho 17, 2012

Pré-jogo: Galo vs Colorado

Embora muitos repórteres ainda insistam em perguntar a atletas e técnicos sobre a lendária marcação individual, sabemos que hoje em dia (na verdade não é de hoje) essa prática é rara, pouco usual. Em regra a marcação é feita por zona e/ou pressão.

Contudo, pode-se atribuir ao confronto os duelos individuais por causa do posicionamento dos jogadores no gramado. A marcação não é individual, mas o duelo se repete com frequência. E o Atlético vs Inter desta quarta-feira, em Belo Horizonte, não deve ser excessão.

Pelo lado do Galo há mais certezas do que dúvidas no que diz respeito à escalação inicial. Apenas uma nota: suspenso, Jô deve dar lugar a Guilherme. Em contrapartida, não se sabe quem será a referência do ataque colorado (na minha previsão aposto em Mike). Há também interrogações em relação à linha de três. Quem completará o trio com D'Alessandro e Dagoberto? Aqui, penso em Marcos Aurélio.



Se assim for, a batalhas individuais, no meio campo, devem acontecer entre Donizete e D'Alessandro, Pierre e Guiñazu, e Ronaldinho e Elton. Já nas beiradas, Danilinho e Bernard devem bater de frente com Fabrício e Edson Ratinho, enquanto Marcos Rocha duela com Dagoberto e Júnior César com Marcos Aurélio (Lucas Lima?).

O ponto-chave do jogo, porém, pode estar mais avançado, na briga entre zagueiros e centroavantes. Rafael Marques e Leonardo Silva terão, em tese, menos trabalho para marcar Mike (se ele for mesmo o 9) do que terão os veteranos Bolívar e Índio para marcar Guilherme. Lenta, a dupla de zaga do Inter pode ser determinante contra uma equipe com jovens e velozes avantes (Danilinho, Bernard e Guilherme).

Teorias à parte, a bola rola na prática no Estádio Independência às 21h50, horário de Brasília. Líder, o Atlético tem 22 pontos na tabela, seis a mais que o sexto colocado Internacional.

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segunda-feira, julho 16, 2012

Possível Timão do 2º semestre

Da meia pra frente, nomes como Douglas, Ramírez, Jorge Henrique, Romarinho e Elton no banco. No campo, Danilo, Martínez, Emerson e Guerrero. Convenhamos, nada mal.

Sou suspeito para falar de Alex. Sou fã assumido de seu futebol. Apesar do primeiro semestre dele não ter sido notável, foi essencial na campanha campeã do Brasileiro do ano passado. Sua ausência (vai pro Catar), porém, deve ser suprida pela dupla Martínez e Guerrero.

Na Libertadores Alex foi falso 9, revezou com Danilo, e na reta final Emerson foi o centroavante. Com a chegada do peruano de 28 anos, provavelmente os improvisos serão colocados para escanteio. Tite, aliás, definiu Guerrero como atacante que joga de "bico a bico" da área, 9 de mobilidade.

Na linha de três, duas vagas tem dono: Danilo e Emerson. E a que sobra deve ser preenchida por Martínez. Destro, nessa temporada o argentino atuou na ponta esquerda do Vélez (veja aqui). No entanto os treinamentos e os jogos irão decretar quem joga na direita, quem joga por dentro e quem joga na esquerda, já que as características dos três atletas (Danilo, Emerson e Martínez) permitem todas possibilidades.



As outras opções para a linha de três são Douglas (pelo centro), Ramírez, Romarinho, Jorge Henrique, e até mesmo Edenílson (pelas beiradas). E as alternativas para a referência do ataque devem ser Elton e Adilson.

A fragilidade, ou o desequilíbrio do elenco se acentua nos volantes e na zaga. Ralf e Paulinho não têm substitutos como têm, por exemplo, Emerson, Martínez e Danilo. É verdade que Edenílson pode jogar (bem) como volante. Ramírez idem. Contudo me parece um setor mais frágil no que diz respeito à reserva. A exemplo da zaga. Sem Castán, Paulo André (à frente dos demais), Marquinhos e Wallace são os candidatos a formar a dupla com Chicão.

As laterais são fortes, com grande possibilidade de Edenílson recuperar a titularidade até o Mundial de Clubes. Se voltar no nível que estava antes de se machucar, deve deixar Alessandro e Welder na vontade.

Não sei o que Tite tem na cabeça. Se pensa mesmo em Martínez entre os onze logo de cara ou se o camisa 7 (era seu número no Vélez) vai entrar na equipe aos poucos (quanto a Guerrero, soa mais certo). Só sei que, em matéria de reposição, a diretoria corintiana, em conjunto com a comissão técnica, trabalhou muito bem (sem falar na permanência de Ralf e Paulinho, claro).

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domingo, julho 15, 2012

São Paulo briga pelo título

Luis Fabiano na referência e Osvaldo na movimentação, caindo pelos dois lados do ataque tricolor. No meio campo, Denilson na cabeça de área, dando qualidade ao primeiro passe; Casemiro e Cícero no apoio, efetuando a dobradinha com os laterais Douglas e Cortez; e na articulação, Jadson.

Esse foi o São Paulo escalado pelo estreante Ney Franco no clássico diante do Palmeiras, neste domingo, na Arena Barueri, com o também estreante Rafael Tolói formando a dupla de zagueiros com Rhodolfo.



Não sei o que o treinador são-paulino tem em mente para esse segundo semestre, nem se Lucas vai seguir no clube do Morumbi, ou se vai se transferir para a Europa. Só sei que o elenco é forte, e o onze titular é melhor ainda. Caso Lucas saia, a dupla de frente deve ser Osvaldo e Luis Fabiano mesmo. Caso Lucas fique, das duas, uma: ou o 4-4-2 em losango é mantido, com Osvaldo no banco, ou o 4-2-3-1 pode entrar em cena, com Lucas e Osvaldo nas pontas (opção que mais me agrada).

Outro que deve entrar no time ao longo do campeonato é Wellington, titularíssimo no início da temporada. Se retomar o nível do começo do ano, tem vaga garantida (possivelmente no lugar de Cícero). Se assim for, o losango da meia cancha deve ser composto por Denilson centralizado (ou Wellington), Casemiro e Wellington (ou Denilson) no apoio, e Jadson na dele, a ligação integada à infiltração na área.

Apesar do empate cedido contra o Palmeiras (com um jogador a menos desde os 10 minutos do segundo tempo), a perspectiva no Brasileirão é otimista, com possibilidade de título. Além do qualificado e equilibrado plantel, o São Paulo conta com um treinador estudioso e dedicado, que sabe tirar o máximo de seus atletas, e que sabe trabalhar jovens jogadores como poucos.

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Tudo igual no Clássico Vovô

Vitor Júnior e Cidinho pelas beiradas. Essa foi a opção de Oswaldo de Oliveira para o clássico deste domingo disputado no Engenhão. Do outro lado, também no 4-2-3-1, Abel Braga escalou Thiago Neves e Samuel nas pontas. Detalhe: ambos com pés opostos (destros na esquerda, canhotos na direita).

No meio campo os duelos individuais ficaram definidos entre Lucas Zen e Wagner, Renato e Jean, e Andrezinho e Edinho. Entre os meias, aliás, Andrezinho foi muito mais participativo e efetivo que Wagner, não somente pelo gol anotado no segundo tempo, mas pela maneira como o camisa 17 alvinegro se movimentou e arquitetou o jogo, incluindo no repertório os passes verticais que o substituto de Deco não conseguiu efetuar.



Na primeira etapa Cidinho deixou a desejar. O flanco esquerdo dos donos da casa praticamente inexistiu, tanto é que Fellype Gabriel voltou em seu lugar após o intervalo. Com a substituição o futebol de Márcio Azevedo cresceu, resultando na forte presença ofensiva e no cruzamento para o gol de empate. Só para registro, porém, houve a inversão de posicionamento entre Vitor Júnior e Fellype Gabriel ao longo do segundo tempo.

No frigir dos ovos, apesar da relativa superioridade do Botafogo, o 1 a 1 ficou de bom tamanho. Quanto ao restante da competição, não tenho dúvidas que os clubes cariocas vão brigar na parte de cima da tabela, pelo G4 e pelo título - apesar de entender que o Flu tem mais lenha para queimar que o Bota.

Outra questão para o decorrer do torneio é o que vai ser da equipe de Oswaldo reforçada por Seedorf e Rafael Marques. Se forem titulares ao lado de Andrezinho e Vitor Júnior, o banco do Glorioso terá nomes como Fellype Gabriel, Cidinho e Elkeson. Em relação ao elenco do Fluminense, não é preciso apresentações, correto?

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sábado, julho 14, 2012

A força da Macaca em Campinas

Devido à movimentação do canhoto Nikão - apenas 19 para 20 anos - pode-se dizer que existe uma variação no esquema tático da Ponte Preta. Originalmente posicionado na direita, o camisa 60 às vezes flutua pela faixa central do gramado, alterando o sistema para o 4-4-2 em losango. Mas esse deslocamento é raro, muito ocasional. Logo pode-se afirmar que Gilson Cleina adota o 4-3-3 na Ponte.

Na estrutura montada pelo treinador curitibano, o meia-esquerda Ricardinho é o principal armador da equipe, alinhado ao meia-direita Renê Júnior. Completa a meia cancha Baraka, o cabeça de área, o limpador de para-brisas.



Quanto aos laterais, as subidas são alternadas, como manda o figurino. Contudo, a tendência de Nikão de cortar para dentro, por ser canhoto, faz com que Gerônimo seja mais ativo que João Paulo, pelo menos no que diz respeito às jogadas de linha de fundo.

Já André Luis é mais atacante do que meia, é mais agudo que Nikão, por exemplo. É ele quem mais se aproxima da referência do ataque, o centroavante Roger, autor de dois gols no 3 a 1 sobre o Coritiba, neste sábado, no Moisés Lucarelli.

Com a vitória sobre o vice-campeão da Copa do Brasil a Ponte chegou a 15 pontos e dorme na sétima colocação do Brasileirão. E os peixes grandes podem se preparar, porque, em casa, a Macaca é perigosa e vai incomodar muita gente.

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sexta-feira, julho 13, 2012

Oscar sai na frente de Ganso

Ganso e Oscar têm vaga entre os onze no 4-2-3-1 de Mano Menezes?

Essa foi a pergunta da enquete que ficou no ar nos últimos dias aqui no blog. E dos 54 votos computados, 13% foram para "Não, Oscar é banco de Ganso", 28% para "Sim, ambos jogam juntos", e 59% para "Não, Ganso é banco de Oscar".

Inicialmente, fico com a maioria. Baseado no atual cenário e nas exibições de Oscar nos amistosos, acredito que Mano estreia contra o Egito, no dia 26, com o camisa 10 centralizado, atrás de Damião, entre os ponteiros Hulk e Neymar.



Devem completar o 4-2-3-1 verde e amarelo Rafael do Santos no gol, Rafael do United e Marcelo nas laterais, Juan e Thiago Silva na zaga, Sandro de primeiro e Rômulo de segundo volante. Todavia, as ideias que o treinador tem na cabeça ficarão mais claras no jogo contra a Grã-Bretanha, dia 20.

Que Oscar e Neymar são titularíssimos, parece-me evidente. Assim como Pato é a sombra de Damião, e Lucas a de Hulk. No entanto Mano pode sim escalar os meias santista e o colorado sem alterar o esquema tático.

Acostumado a jogar pela direita no Inter (veja aqui), Oscar pode atuar numa das beiradas (Neymar na outra), com Ganso pela faixa central. Dessa maneira, Hulk (e Lucas) acabariam no banco. É outra opção. Mas somente os treinamentos e as partidas irão mostrar quem vai ficar com a titularidade.

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quinta-feira, julho 12, 2012

Possível PSG 2012/2013

A notícia que os milanistas temiam, ou sequer imaginavam, foi confirmada nesta quinta-feira: Thiago Silva e Ibrahimovic foram vendidos ao PSG. Fala-se em € 65 milhões pelos dois.

Carlo Ancelotti, treinador do clube francês, agora tem em mãos um elenco e um time capazes de brigar por títulos graúdos, e leia-se por graúdo nada menos que a Champions League. E pode montar um onze de respeito, baseado no atual plantel.

No 4-2-3-1, é possível que o técnico italiano escale o destro Lavezzi na ponta esquerda, onde atuava no Napoli, e o canhoto Nenê na ponta direita, seu habitat natural. Por dentro, principal encarregado pela criação e pela aproximação pela faixa central, Pastore. E na frente, claro, Ibrahimovic.



Quanto às duplas de zaga e de volantes, é bem provável que sejam formada por Alex e Thiago Silva, e Thiago Motta e Sissoko. Já as laterais devem ser compostas por Bisevac e Maxwell.

Caso as especulações em torno da saída de Nenê sejam realizadas, Ancelotti pode estruturar a equipe no 4-4-2 em losango, com a inserção de Matuidi no apoio pelo lado esquerdo, Sissoko pela direita, Thiago Motta na cabeça de área, Pastore de enganche, e Lavezzi e Ibra no ataque.

Seja como for, as bombásticas transferências dos ídolos do Milan tornam o PSG uma das potências da Europa. Resta saber como Ancelotti vai administrar o vestiário, a empolgação da torcida, e a pressão à vista, que certamente será proporcional ao investimento feito nessa janela de verão.

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