Ao lado de Neymar, o elenco do Botafogo é o assunto mais comentado desta segunda-feira, e eu não vou ficar de fora.
Sob a trave, o alvinegro carioca conta com um dos três melhores goleiros do país, próximo de Victor e Fábio (a temporada de Rogério Ceni também merece menção). Jefferson tem decidido partidas. O exemplo mais recente foi no 1 a 0 sobre o Santos no Pacaembu.
Nas laterais - ou alas, se preferir - o Bota possui dois jogadores medianos que não possuem reservas de ofício: Alessandro e Marcelo Cordeiro. Já na zaga, Antônio Carlos e Fábio Ferreira completam o trio com o polivalente Leandro Guerreiro. A alternativa imediata é Danny Morais.
Goleiro à parte, convenhamos que o setor defensivo do clube de General Severiano não é dos mais brilhantes da competição.
Para o meio-campo, Joel tem em mãos Fahel e Marcelo Mattos, além de Somália e Tulio Souza. Para as meias, Lucio Flavio, Edno, Renato Cajá e Maicosuel (embora, no 2 a 0 em cima do São Paulo, este último atuou como atacante de movimentação de um 3-5-2 que alinhou Jefferson; Fábio F., Leandro G. e Antônio C.; Alessandro, Marcelo M., Fahel , Marcelo C. e Renato Cajá; Maicosuel e Abreu).
Por fim, para o ataque o atual terceiro colocado do Brasileiro tem Herrera, Loco Abreu, Caio e o diferenciado Jobson (Edno e Maicosuel também podem ser "improvisados").
O plantel é bom. Contudo se pensarmos nos três setores, na minha modesta opinião é inferior ao de Fluminense, Corinthians, Cruzeiro, Inter, Santos, São Paulo e Grêmio.
A tabela mostra, porém, que uma campanha não é feita apenas de elenco. O ambiente e a comissão técnica têm sim grande parcela no sucesso. Resta saber se o Fogo tem lenha para queimar pelas próximas 16 rodadas.