terça-feira, agosto 10, 2010

Possível quarteto das Laranjeiras

Um dos argumentos para Muricy não abrir mão dos três zagueiros no São Paulo era a falta de um meia de ofício. Agora, no Fluminense, ele tem dois de alto nível.

Portanto é bem possível que ele adote - e eu faria isso - o 4-4-2 em quadrado, com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Contudo acho mais provável que ele mantenha o trio atrás, com seus alas ofensivos, que estão dando certo.

Aproveitando o gancho do André Rocha, escalo aqui o Flu que imagino que Muricy irá escalar, no triângulo invertido (um volante e dois meias).



No próprio Tricolor Paulista, campeão brasileiro de 2008, salvo engano, esse era o esquema, com Richarlyson na cabeça-de-área, Hernanes na meia direita, Hugo na meia esquerda, Borges (Dagoberto) e Washington no ataque.

No Tricolor Carioca, acredito que a melhor opção para primeio homem da meia-cancha seja Valencia, por sua força física, sua estatura e seu pulmão. As outras opções para esta posição seriam Diogo e Diguinho.

E quanto a Belletti, Carlão? Bueno, se o 3-5-2 for mantido, penso que ele fica na reserva, pois creio que o quarteto formado por Deco, Conca, Emerson e Fred seja titular indiscutivelmente. Resta saber se em campo, na prática, essa equipe da prancheta daria certo.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Jucilei: vida longa ou passageira?

Antes de sair a convocação para o amistoso contra os Estados Unidos, escrevi no Twitter que o único jogador do elenco corintiano com potencial de Seleção era Jucilei. Por isso quando ele foi chamado, e Elias não, não me surpreendi.



Não sou muito fã da distinção entre primeiro e segundo volante, mas em todo caso Jucilei é mais primeiro do que segundo, embora saiba jogar, e muito, com a bola no pé, ao contrário de tantos outros. Para a posição de segundo, a concorrência é grande para Elias: Hernanes, Ramires, Lucas, Anderson (se é que Mano enxerga nestes dois últimos, segundos volantes), etc.

A cada jogo do Corinthians, como o 1 a 0 sobre o Flamengo neste domingo, por exemplo, me convenço de que Jucilei terá vida longa com a amarelinha, se não titular, pelo menos no grupo. Ele, com seu metro e oitenta e cinco, assim como Sandro, tem tudo para durar um bom tempo no selecionado brasileiro sob a batuta de Mano Menezes.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Faltam dois terços para o ciclo

Me parece que alguns jogadores não têm noção de sua grandeza, nem do que representam para seu clube e sua torcida.

É evidente que Pará tem sua importância, Durval e Dracena também, Arouca e Wesley mais ainda, Marquinhos, Robinho, André e etc idem. Contudo não há dúvida de que o sucesso do Santos dentro de campo passa principalmente pelos pés de Ganso e Neymar.

O sucesso, aliás, tem seu preço: empresários e gigantes da Europa querendo levar o talento brasileiro a todo custo para o Velho Mundo. Caso a multa rescisória seja paga, tudo bem, o Peixe nada pode fazer. Caso contrário, deve segurar.

O ciclo desta nova geração santástica completou nesta quarta-feira, no Barradão, apenas um terço de sua finalidade. Em um semestre o time comandado por Dorival Júnior levantou a taça do Paulista e a Copa do Brasil, no entanto há ainda dois semestres pela frente: o do Brasileirão e o da Libertadores.

Robinho e André não estão mais na Vila, mas nem por isso as chances estão reduzidas. Keirrison - o logo mais reserva de Pato na Seleção, anote aí - é um substituto mais que à altura do negociado com o Dínamo de Kiev. Já para o lugar de Robinho, ou Júnior irá mudar o esquema e colocar Marquinhos no meio-campo, ou irá encontrar outro ponteiro no elenco e manter o 4-3-3.

Seja como for, a possibilidade desta turma construir uma história inesquecível e conquistar a Tríplice Coroa em 2010 é enorme. E com mais experiência, no ano que vem, os Meninos podem erguer a Copa Libertadores, algo que não ocorre desde o bicampeonato de 62 e 63. Mas, claro, para que este sonho real se materialize, e para que eles sejam eternizados nos corredores da Vila Belmiro, num patamar semelhante ao de Pelé e Coutinho, Ganso e Neymar devem ficar até a metade da próxima temporada. Só espero que eles, em especial o mais jovem, tenham consciência disso.

domingo, agosto 01, 2010

Sequência no trabalho

No clássico diante do Palmeiras, Adilson Batista manteve a estrutura tática de Mano Menezes. Era de se esperar, pois seria estranho mudar o esquema logo no primeiro jogo.

O Corinthians atuou no 4-2-3-1, com Ralf fazendo o papel do chamado primeiro volante e Jucilei o do segundo. O ponto curioso foi a linha de três à frente, com a constante e construtiva troca de posições entre Bruno César e Elias.



No Cruzeiro, em regra, Adilson adotava o 4-4-2 em losango (não sei se por julgar a melhor formação com as peças que tinha em mãos, ou se por ser seu esquema predileto). Basta aguardar para saber como será o time que ele vai montar com o elenco corintiano.

Atualização: Raposa no 4-4-2 em losango e no quadrado.

quinta-feira, julho 29, 2010

Falar é fácil. Quero ver fazer

Quem sou eu para julgar Neymar? Não o conheço, nunca sequer conversei com ele, jamais olhei em seu olho, tampouco apertei sua mão. Portanto quem sou eu para dizer que ele está mascarado, metido ou marrento?



Não me interessa se Neymar ganha 90 ou 900 mil reais por mês. Não me interessa se, aos 18 anos, com dinheiro fruto de seu trabalho digno e honesto, ele se deu de presente um carro importado de 90 ou 900 mil reais. Não me interessa se ele usa moicano, alisa o cabelo, põe trancinhas ou escreve errado. Não me interessa se ele é um sujeito legal e inteligente, culto e letrado, se curte Parangolé ou Beethoven, ou se é vazio, bobinho e infantil. Não me interessa o que Neymar faz ou deixa de fazer fora de campo. O que me importa é o que ele faz ou deixa de fazer dentro das quatro linhas, e ponto final.

Para quem fica sentado no sofá ou na cadeira do computador, para quem tem o microfone na mão e a câmera no rosto, é fácil falar, é fácil criticar. Contudo, meu camarada, se for fazer isso, que faça com argumentos. Se for cornetar no Twitter, que faça com base e fundamento, e não banque o otário que só sabe xingar sem premissas.

quarta-feira, julho 28, 2010

Pré-jogo da semifinal da Libertadores

A lógica diz que o Inter vai no 4-2-3-1 e o São Paulo no 3-4-3 (ou 3-6-1, com Marlos e Dagoberto marcando Sandro e Guiñazu). No entanto, em função da fase ruim do Tricolor e do esquema tático do Colorado, imagino que Ricardo Gomes irá tentar algo diferente.

Até por Celso Roth jogar apenas com Alecsandro enfiado, e pelo confronto ser no Beira-Rio, creio que o treinador do time paulista vai adotar o 4-4-2 em linha.



Desta maneira a equipe visitante pode se fechar, preencher bem os espaços dos setores de meio-campo e defesa, e sair em velocidade nos contra-ataques com Marlos, entrando em diagonal, visando os dois atacantes, ou partindo rumo à linha de fundo, às costas de Kleber.

Em contrapartida, o Inter pode entrar com Sóbis e Renan, porém penso que essa possibilidade é pequena. Pelo momento espetacular que vive o clube de Porto Alegre, acho que Celso irá manter a base e a estratégia que vêm dando certo.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática às 21h50, horário de Brasília.

terça-feira, julho 27, 2010

Conceito de bom futebol

Tenho predileção por jogadores que sabem jogar com a bola no pé. Do goleiro ao centroavante. Parece óbvio, e para mim é, mas para alguns treinadores e torcedores, não.

Se tenho um leque de opções interessantes nas mãos, se tenho condições de escolher um atleta entre várias alternativas, o chamado zagueiro zagueiro, o beque de fazenda que transborda força física mas mata de canela, não tem vaga no meu time. O dito volante de contenção, de destruição, que só sabe marcar, ou até mesmo aquele atacante que “só” sabe fazer gol, também não tem lugar na minha equipe.

É a minha visão de futebol.

São vários os exemplos, em especial nos setores de defesa e meio-campo. Porém pego esse porque o noticiário diz que ele está trocando o São Paulo pelo Fluminense: Washington. Não resta dúvida, trata-se de um goleador nato. Os números provam isso. Contudo, sob meu ponto de vista, entre ele e, sei lá, Borges, que sabe jogar longe da área, que tem relativa visão de jogo e passe, além de saber balançar a rede, fico com Borges.

Não pretendo ressuscitar a velha discussão Washington x Borges que pairou sobre o Morumbi durante muito tempo, não é isso. Apenas aproveito o gancho da transferência de W9 para o Flu para expor um conceito particular, que basicamente consiste em dar preferência ao boleiro que sabe o que fazer com a bola, que domina os fundamentos - os, e não apenas um - do esporte.

segunda-feira, julho 26, 2010

Possível time para o primeiro jogo

Como previsto aqui no blog, Mano deve adotar o 4-2-3-1 na Seleção, com variação para o 4-3-3 com dois volantes, um meia e dois pontas.

Baseado na lista para o amistoso diante dos Estados Unidos, no dia 10 de agosto, este seria o meu time titular:



Tentando pensar com a cabeça do treinador da Seleção, creio que a equipe será a mesma, apenas com Carlos Eduardo na vaga e posição do Neymar, e talvez Lucas na do Hernanes.

Anyway, na minha opinião Mano começou com o pé direito, em todos os sentidos, tanto pelos convocados quanto pela postura na coletiva (o que não é novidade).

sábado, julho 24, 2010

Nas mãos de Mano

Quem me acompanha aqui no blog e no Twitter sabe que sou fã de carteirinha do Mano Menezes, desde os tempos de Grêmio. Quando, aliás, chegou à final da Libertadores com Saja no gol, Patrício na lateral, Sandro Goiano no meio-campo e Tuta no ataque.

Aí me pergunto: o que ele pode fazer com Ganso, Neymar, Pato e companhia nas mãos?



Taticamente o novo treinador da Seleção tem predileção pelo 4-2-3-1. Foi assim nos melhores momentos à frente do Tricolor Gaúcho e do Corinthians. Portanto este deve ser o esquema adotado no Brasil, provavelmente com Neymar na ponta esquerda, Ganso na articulação central e Pato de centroavante.

sexta-feira, julho 23, 2010

Seleção só com 'brasileiros'

Em outra oportunidade escalei uma Seleção visando a renovação e a Copa do Mundo de 2014 (aqui).

Mas como para o amistoso do dia 10 de agosto apenas jogadores que atuam no Brasil serão convocados, este seria meu time (se Robinho for considerado, colocaria Giuliano no banco e passaria para o 4-3-3 em triângulo).



Na reserva estariam Fábio, Mariano, Réver, Léo, Carlinhos, Willians, Arouca, Elias, Bruno César, Diego Tardelli e Kléber. Acho que seria mais ou menos por aí a minha turma. E a sua?

Dificuldade para sobreviver ao mata-mata

Que Muricy Ramalho é bom treinador, ninguém pode negar. Mas confesso que tenho o pé atrás em relação ao seu desempenho em campeonatos de mata-mata.



O São Paulo, treinado por Muricy, morreu durante três anos seguidos em fases precoces da Libertadores. Em 2007 foi eliminado nas oitavas pelo Grêmio de Mano Menezes. Em 2008, caiu nas quartas diante do Fluminense de Renato Gaúcho. E em 2009, também nas quartas, perdeu para o Cruzeiro de Adilson Batista.

É verdade que em 2006 foi vice-campeão. Contudo é verdade também que o time era praticamente o mesmo que foi campeão do torneio no ano anterior e do Mundial de Clubes.

Nos pontos corridos, o dito novo técnico da Seleção é indiscutível. Só não foi campeão em 2005 com o Colorado por motivos obscuros. Nas três temporadas seguintes, com o tricolor paulista, levantou o caneco do Brasileirão. E hoje, está na ponta da tabela com o Fluminense.

Não quero dizer com isso que o Brasil, sob seu comando, irá falhar na Copa América na Argentina, na Copa das Confederações ou na Copa do Mundo. Porém é fato que nos pontos corridos, Muricy mata a pau. No mata-mata, não. E por que isso? Não sei. Talvez tenha a ver com o lado emocional.