terça-feira, março 05, 2013

A linha de três de 2014

Lucas faz aniversário em agosto. Mas podemos dizer que durante a Copa do Mundo, entre junho e julho de 2014, ele, Oscar e Neymar terão 22 anos. Indiscutivelmente um trio muito talentoso, porém jovem. Logo a questão que fica é: terão eles quilometragem para disputar como gente grande um torneio dessa magnitude?

Honestamente, creio que sim. Ao final do primeiro semestre de 2014 Oscar terá 2 anos de Chelsea no currículo, recheado de jogos pela fortíssima Premier League, pela Champions League, pela Liga Europa, e por aí vai. Já Lucas terá um ano e meio de PSG. Tudo bem que o Francês não é tão puxado quanto o Inglês, contudo se trata de um campeonato com atletas de várias partes do planeta, algo que agrega experiência internacional (sem falar na Champions).

Caso permaneça no Santos até lá, Neymar não terá vivido a aventura europeia. Um ato falho sob o ponto de vista da Seleção. Na mais "otimistas" das previsões, ele vai agora em agosto e acumula uma temporada na Europa antes da bola rolar na Arena do Corinthians. Se for agora em agosto (para o Barcelona, por exemplo), terá à altura da Copa experimentado 10 meses da elite do futebol mundial. Caso permaneça no Brasil, todavia, sua evolução será mais lenta. Ainda assim, trata-se do Neymar, né.



Embora venha sendo utilizado por Benítez pelas beiradas do 4-2-3-1 do Chelsea (com Di Matteo atuava por dentro), Oscar nasceu para o corredor central. É flutuando pela faixa central que ele consegue ser mais produtivo ao time. É por ali que ele ajuda os volantes, dialoga com os dois pontas, encosta no centroavante, infiltra-se na área, dita o ritmo e distribui o jogo com classe e categoria. Tem visão, tem passe, tem arremate. Completo.

No PSG de Ancelotti, Lucas é o right-winger. É o extremo-direito do 4-4-2 em linha adotado pelo treinador italiano (veja aqui). Perdeu um pouco da liberdade dos tempos de São Paulo para atacar, no entanto tem aprendido a trabalhar sem a bola e a recompor o flanco destro com eficiência. Apesar dos compromissos defensivos, ele funciona como a válvula de escape da equipe francesa, a peça-chave do contra-ataque. Por conseguinte, na Seleção, na ponta direita do 4-2-3-1 de Felipão, Lucas pode fazer algo semelhante (com Oscar por dentro e Neymar, claro, na ponta esquerda).

Partindo do princípio que essa será a linha de três na Copa do Mundo, talvez seja preciso injetar mais vivência ao redor dela. Talvez na dupla de volantes, com caras cascudos, que saibam jogar com a bola no pé. Até para aproveitar o entrosamento de Chelsea, David Luiz e Ramires poderiam fazer esse dueto, atrás de Oscar. Por sinal, pelo miolo do meio campo a Seleção contaria com três atletas do mesmo clube – o que, em tese, seria ótimo.

Quanto ao centroavante, todos estão carecas de saber que minha alternativa tem nome e apelido: Alexandre Pato. Atacante jovem, é verdade. Contudo soma 5 anos de Itália. E tecnicamente é superior a qualquer outro (Fred, Luis Fabiano, Leandro Damião, Luiz Adriano, etc). Se tiver sequência, sem dúvida a nove será dele.

Mas não quero desviar o foco desse post, que mira a linha de três, e não a dupla de volantes ou o centroavante. Em relação aos volantes e ao centroavante, são necessários posts à parte. Nesse, a pergunta é: Lucas, Oscar e Neymar terão cancha e bola para serem titulares em 2014? Evidente que tem muita água para rolar, nem sou vidente. Entretanto, para não ficar em cima do muro, aposto que sim.

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sexta-feira, março 01, 2013

A exceção pode virar regra

Deve, eu diria. Na noite desta quinta-feira, diante do Strongest, no Morumbi, meio sem querer querendo Ney Franco encontrou o onze ideal do São Paulo. Só não sei se ele sabe disso, nem se concorda comigo. Mas sei que muitos vão discordar e questionar: "E ninguém marca nesse time?!" E eu vou responder: todos marcam nesse time.

Com o 1 a 1 no placar, o treinador tricolor fez duas trocas pertinentes no segundo tempo. Primeiro sacou Denilson para colocar Ganso, e depois tirou Aloísio para botar Cañete. Com a primeira, inverteu o triângulo do meio campo. Ao invés de jogar com dois volantes e um meia, passou a atuar com um volante e dois meias, no mais clássico dos 4-4-3's. Com a segunda, passou a contar com um atleta que tem facilidade para trabalhar longe da área - algo que Aloísio não tem tido até o momento.



"Mas, Carlão, quem marca nesse time?!" Simples: os caras da linha, do lateral-direito ao ponta-esquerda. Porque futebol é a ocupação inteligente dos espaços. Se a equipe estiver sincronizada e bem distribuída no esquema tático adotado pelo técnico, a presença de cães-de-guarda que sabem jogar apenas sem a bola no pé se faz desnecessária. "Mas Ganso não corre, anda!" Bom, não foi isso o que se viu na segunda etapa da partida contra os bolivianos, em especial no gol de Luis Fabiano, quando ele se infiltrou na área para receber o passe de Cañete e tocou para o camisa 9 empurrar pra rede.

Com Jadson e Ganso lado a lado (e Cañete na ponta direita), aliás, o São Paulo tem totais condições de propor o ritmo do jogo. Baseado na troca de passes paciente, à espera da hora certa de buscar a enfiada, o time treinado por Ney Franco pode ter na manutenção da posse de bola seu ponto forte (sem perder a velocidade de Osvaldo, etc, etc). Para que isso se desenvolva, porém, a escalação tem de ser repetida frequentemente, para que o entrosamento e a confiança floresçam.

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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

A briga pela artilharia alvinegra

"Na frente, Pato e Guerrero resolveram. Como uma típica dupla de ataque tão rara em tempos de domínio do 4-2-3-1 e do 4-3-3. A última marcante nas principais ligas do mundo foi Dzeko e Grafite no Wolfsburg campeão alemão da temporada 2008/09."

Tem razão André Rocha no Olho Tático.



De bate-pronto lembro de outras duplas da atualidade, como Suárez e Sturridge (Liverpool), Ibrahimovic e Lavezzi (PSG) e Vargas e Barcos (Grêmio). Todas equipes postadas no 4-4-2 em linha. E em todas elas sem uma regra, sem o centroavante de ofício e o segundo atacante definitivos. O revezamento das funções, em todos times citados, é flagrante.

A diferença é que nelas um deles sempre se destaca com mais gols. Suárez, Ibrahimovic e Barcos costumam balançar as redes com mais frequência que seus companheiros, enquanto no Timão a tendência é que Pato e Guerrero disputem pau a pau topo da tabela de artilharia do clube (e quem sabe do campeonato), a exemplo de Dzeko e Grafite no Wolfsburg.

Se imaginarmos que os alvinegros farão, sei lá, cerca de 80 partidas na temporada (Paulistão, Libertadores, Recopa, Brasileirão e Copa do Brasil), podemos projetar sem medo de ser feliz que Pato e Guerrero juntos garantirão, no mínimo, 60 gols em 2013 (claro, desde que nenhum deles fique no estaleiro por um tempo e que tenham sequência).

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A cara do Corinthians 2013

É questão de tempo, mas obviamente Renato Augusto e Alexandre Pato serão titulares. Um time sem eles é impensável, convenhamos. Não pelo alto investimento, claro, mas sim pela qualidade técnica, pura e simplesmente. E como esperado, os candidatos a perder as vagas são Jorge Henrique e Emerson.

Com Pato e Guerrero juntos Tite promoveu uma leve alteração no enraizado esquema tático alvinegro. Trocou o 4-2-3-1 pelo 4-4-2 em linha (como imaginado lá atrás), com Renato Augusto e Danilo pelas extremas, e os camisas 7 e 9 dividindo os espaços do campo ofensivo.



A dupla Pato e Guerrero, aliás, tem tudo para dar certo. Além de finalizadores do faro apurado, são ambos atacantes de mobilidade que sabem jogar longe dos domínios da área. Graças às características, podem e devem se revezar na referência do ataque. Quando um cai mais para o lado, o outro fecha por dentro. E vice-versa.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Millonarios, nesta quarta-feira, Renato Augusto destoou um pouco dos demais. Não conseguiu, em especial no primeiro tempo, fazer pela direita o que Danilo fez pela esquerda (trabalhar pelo corredor central com os homens da frente). Justiça seja feita, porém, o 25 fez uma ou outra boa jogada com Alessandro, nem se omitiu de tentar as diagonais, apesar de mal-sucedidas.

Jorge Henrique e Emerson vão acabar pagando o pato. Não tenho sombra de dúvida de que essa é a força máxima do Corinthians, com Renato Augusto e Pato entre os onze. A espinha dorsal já existe, só falta agora Tite dar uma cara a esse "novo" time. Logo, no momento o objetivo é pegar entrosamento através da repetição da escalação. E uma vez entrosada, essa equipe vai dar o que falar.

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quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Sai Arouca, entra Bernard

Julio César, Diego Alves, Dante, David Luiz, Leandro Castán, Miranda, Adriano, Daniel Alves, Filipe Luís, Arouca, Hernanes, Paulinho, Ramires, Oscar, Ronaldinho, Lucas, Neymar, Hulk, Fred e Luis Fabiano.

Lembrando que Jean foi chamado para a vaga do cortado Hernanes, esses foram os vinte convocados por Luiz Felipe Scolari para enfrentar a Inglaterra, no dia 6 de fevereiro. Os próximos amistosos são contra Itália e Rússia nos dias 21 e 25 de março, em Genebra e Londres, respectivamente. E a pergunta é: quem sai do grupo para Bernard entrar?



Se puder - confesso que não sei - convocar mais de vinte atletas para esses jogos, Felipão adiciona Bernard à lista e fim de papo. Agora, partindo do princípio que o número é o mesmo, alguém tem de sair.

E esse alguém, creio eu, tem nome e sobrenome: Marcos Arouca da Silva. Pelo seguinte: em sua primeira entrevista coletiva o treinador deixou claro nas entrelinhas que a possibilidade de jogar com David Luiz no meio campo é grande. Logo, Arouca poderia vir a se tornar "desnecessário".

Outro ponto contra (no bom sentido) o volante santista é que seria um pecado sacar, nesse momento, qualquer nome do meio ofensivo para frente (Oscar, Ronaldinho, Lucas, Neymar, Hulk, Fred ou Luis Fabiano). Oscar e Ronaldinho são opções para a faixa central do 4-2-3-1 verde e amarelo; Fred e Luis Fabiano brigam pela nove; e pelas beiradas as alternativas são, além de Oscar, Neymar, Lucas e Hulk. E se for chamado, Bernard, que pelas beiradas costuma deitar e rolar.

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Atlético atropela Arsenal

Não dá para começar sem falar dele. Autor de três gols contra Arsenal nesta terça-feira, o camisa 11 alvinegro mostrou mais uma vez que sua hora de ser convocado está se aproximando. Atleta veloz, habilidoso, objetivo e goleador, Bernard tem tudo para comer literalmente pelas beiradas até a Copa do Mundo.



Sobre o comportamento coletivo em si, no primeiro tempo me chamou atenção a ansiedade do time treinado por Cuca. Mesmo após empatar minutos depois de sofrer aquele gol-relâmpago (falta de concentração), a equipe mineira estava atuando na frequência frenética do Estádio Independência. Cheguei a tuitar: "Galo me parece afobado, apressado. Tá 1 a 1, fora de casa. Precisa ter calma." Foi para o intervalo em vantagem no placar (3 a 2), é verdade. Porém poderia ter administrado melhor os ânimos. Antes de descer para o vestiário, aliás, Ronaldinho ressaltou que eles eram os visitantes, que precisavam ter calma, que não precisavam querer jogar de igual para igual.

Na segunda etapa, naturalmente, o ritmo diminuiu. Ainda assim o Atlético fez mais dois (e só não fez três porque Ronaldinho cobrou a penalidade máxima no travessão). No frigir dos ovos, vitória exemplar e espetacular do Galo - como de praxe, distribuído no 4-2-3-1, com Tardelli à direita, buscando a faixa central, e Bernard à esquerda, agudo e agressivo.

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segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Felipe Melo no xis da questão

Há cerca de uma semana, diante do Schalke 04, o Galatasaray se armou no 4-4-2 em linha, com Felipe Melo e Selçuk Ínan por dentro, Yilmaz e Drogba na frente, Altintop e Sneijder pelas extremas (veja aqui).

Nesta segunda, contra o Orduspor, pelo campeonato turco, sem Felipe Melo (suspenso), Fatih Terim alterou sutilmente o esquema tático ao aproximar os camisas 4 e 14 pela faixa central - região do gramado onde o holandês rende mais, penso eu.



Nesse 4-3-3 Yilmaz foi o ponta-direita (apesar do revezamento na referência com Drogba) e Amrabat, mais cauteloso, guardando posição, o ponta-esquerda. Dessa forma o time se comportou relativamente bem, contudo não conseguiu ser contundente e ficou nervoso. Resultado: em dois lances isolados os visitantes fizeram 2 a 0 na primeira etapa (o primeiro com uma mãozinha do Muslera).

Sem abdicar das tramas por dentro, no segundo tempo Altintop bem que tentou procurar mais sua praia (o flanco direito) para modificar o panorama do confronto. Ainda assim, os donos da casa pouco criaram e foram pouco eficientes. Mas isso mudou com Sneijder e seu golaço aos 13 minutos. A partir do gol o Galatasaray se acalmou, cresceu, dominou o adversário e virou com estilo. Mais centroavante do que na primeira metade da partida, Yilmaz fez dois, e Ínan fechou a conta (outra pintura). 4 a 2.

A empolgante virada sobre o Orduspor tem de ser comemorada e exaltada, sem dúvida. Entretanto a questão que fica, pelo menos para mim, é: com Felipe Melo em campo a ideia é manter Sneijder pelo corredor central, ou retorná-lo à esquerda? Como disse, prefiro-o pelo meio. Resta saber se o treinador também. Se sim, o 4-3-3 pode ser mantido, com Felipe Melo, Ínan e Sneijder na meia cancha, Drogba enfiado, Yilmaz e Altintop nas beiradas (lembrando que o 17 sempre visa a área).

Torneio nacional à parte, onde é líder com seis pontos a mais que o vice Fenerbahçe, no dia 12 de março, terça-feira, a equipe turca encara o Schalke na Alemanha, pela volta das oitavas de final da Champions League. Na ida, 1 a 1.

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domingo, fevereiro 24, 2013

A evolução de Lucas no PSG

Se o torcedor do Paris Saint-Germain esperava por um goleador, terá de esperar um pouco mais. É verdade que no segundo semestre do ano passado ele fez vários - e importantes - gols pelo São Paulo. É verdade também que está há pouco tempo na Europa, em período de adaptação. Contudo, convenhamos, Lucas está longe de ser artilheiro.

Demorou mas o treinador italiano encontrou seu onze ideal: Sirigu; Jallet, Alex, Thiago Silva e Maxwell; Lucas, Thiago Motta, Matuidi e Pastore; Ibrahimovic e Lavezzi. Isso distribuído num 4-4-2 em linha, com Pastore na extrema-esquerda e... Lucas na direita (confira aqui). E justamente por jogar onde está jogando, por atuar como right-winger, com maiores responsabilidades defensivas, seu faro de gol, que é apurado mas nem tanto, pode tardar a evoluir.



Veja bem: não estou criticando as escolhas de Ancelotti. Baseado no atual elenco, a ideia do 4-4-2 em linha, que tem dado certo, é pra lá de insinuante. E dentro desse esquema que encaixou tão bem, a posição mais indicada a Lucas é mesmo aberto à direita na segunda linha de quatro. Ancelotti poderia tentar um 4-2-3-1 com Lucas e Lavezzi nas pontas, eu sei. Concordo. Dessa maneira o brasileiro ficaria mais perto da área. Porém, como Ibrahimovic se movimenta bastante e deixa de ser a referência em vários momentos da partida, é inteligente colocar alguém para lhe fazer companhia (Lavezzi, indiscutivelmente).

Lucas vai ter seu crescimento freado ou retroceder por causa desse "novo" posicionamento? Não. Claro que não. Pelo contrário. Vai desenvolver um senso tático individual e coletivo que, por aqui, no Brasil, seria mais difícil desenvolver. Só imagino que os esperados gols aparecerão espaçados, pingados, aos poucos. Aliás, é provável que Lucas se destaque nas estatísticas mais com assistências do que com gols - pelo menos nessa "reta final" de temporada.

PS: São 8 jogos pelo PSG (6 pelo Francês, 1 pela Champions e 1 pela Copa da França) e nenhum gol.

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sábado, fevereiro 23, 2013

O futuro a Deus pertence

Kaká jogou os 90 minutos da partida contra o Deportivo, em La Coruña, neste sábado. Algo a se comemorar. Mas a boa notícia não para por aí: ele foi fundamental na virada merengue por 2 a 1, com um gol e uma "meia assistência".

Atrás no placar, Mourinho fez uma alteração tripla aos 12 do segundo tempo (Essien, Modric e Marcelo por Khedira, Cristiano Ronaldo e Özil). E com a chamada força máxima em campo, cercado de gente boa, o camisa 8 fez isso (a partir do segundo 58 do vídeo).



Eu sei, é preciso celebrar o momento do brasileiro. Porém sem perder de vista o futuro. Logo, a questão, ou as questões, são: Se Mourinho sair na próxima temporada, vale a pena seguir no clube blanco após dois anos de banco? E se Mourinho continuar, o melhor a fazer são mesmo as malas? E quanto à Seleção? Pode (deve!) fazer sombra em Ronaldinho? Honestamente, acho que só tenho resposta para essa última (sim!). Para as outras duas perguntas, sobre o Real Madrid, opto pelo muro.

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Prévia do clássico dos milionários

Silva e Oscar terão funções semelhantes. Claro, desde que sejam titulares e atuem abertos à esquerda. Ainda que canhoto, o camisa 21 dos donos da casa em regra busca jogo pela faixa central, abrindo o corredor lateral para Clichy. Destro, o 11 dos visitantes faz o mesmo, abrindo o corredor para a subida de Cole. Em razão desse avanço, aliás, penso que Mancini inicie com Milner na extrema-direita.

Se Barry também começar (Javi García?), terá de ser preciso na cobertura de Clichy, pois é por ali que o velocista da linha de três do Chelsea, Victor Moses, costuma ser perigoso. Nastasic idem. E o mesmo se aplica a Lampard (Ramires?) e Terry em relação a Cole, já que Milner defende e ataca com a mesma eficiência. Sua entrada em diagonal não é das melhores, porém as chegadas à linha de fundo são frequentes.



Estou apostando em David Luiz no meio campo por causa de Agüero. Embora o argentino seja - se é que vai ser - o segundo atacante dum 4-4-2 em linha, eles devem duelar durante vários momentos da partida. Se assim for, os outros confrontos individuais da meia cancha devem ser estabelecidos entre Yaya Touré e Lampard, e Barry e Mata.

Teorias e tentativas de previsão à parte, a bola rola na prática neste domingo, no Etihad Stadium, às 10h30 (horário de Brasília), pelo complemento da 27ª rodada da Premier League. O City é o segundo colocado com 53 pontos, seguido do próprio Chelsea e seus 49. Em quarto está o Tottenham, com 48. Já o United, sobra na liderança: 68 pontos.

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quinta-feira, fevereiro 21, 2013

A dupla da meia cancha

Hoje a dupla é Vilson e Márcio Araújo. Mas Léo Gago pode em breve se tornar titular do Palmeiras. Já as outras são Wellington e Denilson, Edinho e Jean, Pierre e Leandro Donizete, Ralf e Paulinho, e Fernando e Souza.

Essas são as duplas de volantes dos participantes brasileiros da Libertadores. Com exceção feita à do Palmeiras, que talvez esteja um degrau abaixo das demais, todas excelentes. E entre elas, talvez, a do Corithians seja unanimidade. Na minha visão, contudo, a do Grêmio não fica muito atrás.



Prestes a completar 21 anos, nesta quarta-feira Fernando mostrou ao mundo e ao seu comandante que é infinitamente superior a Adriano em todos aspectos (defensivos e ofensivos), e que a escolha feita por Luxemburgo contra o Huachipato foi equivocada, inexplicável e injustificável.

Quanto a Souza e seus 24 anos, têm comprovado o que se viu na temporada passada: força física e qualidade técnica aliadas a favor do time. Inteligência e sabedoria na hora de decidir se soube ou se fica, se fica ou se vai. E nas duas funções, vai bem.

Se você me perguntar hoje, vou preferir Ralf e Paulinho - até pelo entrosamento de longa data. Porém se a pergunta for feita daqui, sei lá, três meses, é provável que eu mude de opinião e opte por Fernando e Souza, porque tenho a impressão de que a dupla alvinegra já atingiu seu "limite", enquanto a tricolor só tende a crescer - até pela juventude.

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